TecheNet
  • Mobile
  • Tech
    • AUTOMÓVEIS
    • MOBILIDADE ELÉTRICA
    • IMAGEM & SOM
    • ENTREVISTAS
  • Gaming
  • IA
  • Opinião
  • Segurança
  • Negócios
    • EMPRESAS
    • CRIPTOMOEDAS
    • MARKETING
  • Mais
    • ARTE E CULTURA
    • DICAS
    • LIFESTYLE
    • DIREITOS COM CAUSA
    • INTERNET
    • GUIAS
    • PROMOÇÕES
    • REVIEWS
    • SUSTENTABILIDADE
    • TUTORIAIS
Sem resultados
Ver todos os resultados
TecheNet
Sem resultados
Ver todos os resultados

Quebrar barreiras para construir melhores cidades inteligentes

Artigo de opinião de Anthony Sayers, GSI Lead Solution Consultant - Global Technology Partners (EMEA), Lenovo

Convidado por Convidado
23/05/2025
Em Opinião
Quebrar barreiras para construir melhores cidades inteligentes, por anthony sayers

A ideia de uma cidade inteligente existe há décadas, mas na prática muitos municípios acabam por prestar apenas serviços individuais, como serviços públicos partilhados de bicicletas ou contentores “inteligentes” de resíduos. No entanto, uma cidade verdadeiramente inteligente é muito mais do que isso. 

A infraestrutura que sustenta os serviços inteligentes é crítica e deve ser concebida desde o início para gerir tarefas diferentes, desde a gestão do tráfego aos serviços de água e à administração. As cidades inteligentes precisam de ser construídas em torno de infraestruturas que possam fornecer esses serviços de forma inteligente e devem aproveitar o poder da IA para que diferentes grupos dentro das câmaras municipais possam trabalhar em conjunto de forma eficaz. 

Conseguir isso nem sempre é uma tarefa simples. Uma reflexão cuidadosa sobre os serviços que as pessoas realmente desejam e a tecnologia necessária para fornecê-los pode criar cidades mais felizes e mais eficientes. É necessário que haja uma visão impulsionadora em termos de ideias e design, e atenção dada à infraestrutura tecnológica certa, desde o início.

Uma abordagem coerente

O que está a impedir as cidades de adotarem tecnologia inteligente? O financiamento e a cooperação são frequentemente um problema bastante familiar. É preciso que muitos departamentos diferentes trabalhem em conjunto, às vezes de maneiras que não são imediatamente óbvias. Por exemplo, se o governo local quiser melhorar a sua rede de transportes, poderá também de precisar de olhar para a energia e as ligações à Internet para lidar com a nova infraestrutura da cidade. Todos estes normalmente enquadram-se em domínios diferentes. No entanto, se as cidades adotarem as infraestruturas adequadas, a IA terá o potencial de integrar informações de departamentos isolados e promover a cooperação, capacitando as cidades com a coerência tecnológica necessária para impulsionar a inovação.

No Dubai, o projeto de cidade inteligente está a utilizar a IA para quebrar as barreiras entre departamentos, cidadãos e serviços governamentais. Naquela cidade, a equipa está a adotar a abordagem certa no que diz respeito ao desenvolvimento urbano, com mais de 130 projetos inteligentes e 1 000 serviços inteligentes, com o objetivo de construir “a cidade mais feliz do planeta”. As autoridades do Dubai implementaram a IA para permitir que esses departamentos integrem, reestruturem e implementem aplicações de maneira inteligente para remover formulários em papel e processos manuais demorados.

Neste exemplo, não se trata apenas de a cidade ser inteligente, mas de tornar os processos inteligentes. Adotar esta abordagem proporciona eficiência, quer alguém esteja a utilizar as funções da cidade enquanto turista ou enquanto residente. Se está a processar o seu visto, a pagar a sua conta da água ou a transferir o seu contrato telefónico, tudo é muito mais fácil do que antes. O Dubai está agora à procura de um assistente de IA generativo para ajudar as pessoas a encontrarem os serviços governamentais de que necessitam em tempo real, proporcionando um toque personalizado aos cidadãos.

Ao contrário do alarmismo da IA, quebrar estas barreiras não tira os empregos das pessoas, mas permite que o seu tempo seja utilizado de forma mais eficiente. Em Abu Dhabi, sensores são usados para monitorizar o nível de água armazenada em tanques espalhados pela cidade. Esta implementação de IoT já substitui um processo anteriormente manual onde eram enviados inspetores para fazer uma avaliação visual. Utilizando os dados recolhidos dos tanques em toda a cidade, os algoritmos de IA podem acionar automaticamente uma equipa de serviço no local para reabastecê-los através de leituras em tempo real, além de sugerir quando a manutenção dos tanques pode ser necessária. Isto significa que os inspetores que anteriormente tinham que gastar tempo a verificar os tanques podem concentrar-se em efetuar mudanças e trabalhar em outras tarefas importantes, como avaliar a qualidade da água ou promulgar regulamentos.

Construir confiança na IA

A IA pode proporcionar segurança pública, mas é fundamental construir confiança em torno desta tecnologia, destacar benefícios importantes e garantir que os residentes e visitantes não sintam que estão a ser “vigiados”. Com as câmaras de vigilância tradicionais, há uma enorme quantidade de dados que não são utilizados e nunca são analisados. A aplicação da IA ​​a esta massa de dados, de uma forma preocupada com a privacidade, ajudou as cidades a tornar as pessoas mais seguras e até a salvar vidas. Na verdade, metade dos funcionários do governo afirmam que a segurança pública é a principal razão para a adoção da tecnologia de cidades inteligentes, de acordo com a 451 Research.

As autoridades ferroviárias da Dinamarca realizaram pesquisas utilizando a IA e a aprendizagem automática para observar as plataformas das estações e alertar o pessoal das estações se alguém estiver prestes a entrar nos trilhos do comboio. Por exemplo, as pessoas que deixaram cair os seus telefones na linha estão muitas vezes tão decididas a recuperá-los que se esquecem dos riscos envolvidos e colocam-se em grave perigo. A IA “aprende” os padrões que mostram quando alguém pode estar prestes a colocar-se em risco e aciona um alerta. Com esta tecnologia, as pessoas precisam de ter a certeza de que os seus direitos de privacidade estão a ser respeitados, e quando é demonstrado que a IA pode aumentar a segurança, sem ser intrusiva, as pessoas ficam mais satisfeitas com a ideia. As cidades inteligentes podem encontrar um equilíbrio na prestação de serviços sem se sentirem como o “Big Brother”, comunicando que ao utilizar sistemas de visão computacional, a privacidade é sempre respeitada e a segurança das pessoas é fundamental.

Dados nas ruas

Numa cidade inteligente, as cabines de rua e a iluminação pública tornam-se centros de dados de ponta que processam tudo, desde se um lugar de estacionamento está vazio até quando existem níveis perigosos de poluentes no ar. Mas o ingrediente secreto é o design geral e a implementação da computação no local onde os dados são gerados. As cidades podem então capturar dados no nível da rua, seja um carro a sair de um lugar de estacionamento ou um engarrafamento a formar-se. Utilizando a IA e a aprendizagem da máquina, eles podem filtrar o que é relevante e o que não é naquele nível de rua, descartando informações irrelevantes e criando canais de dados muito fortes e limpos. 

A chave é a orquestração. Com a computação tradicional, onde uma aplicação está num único nó, um sistema de “estacionamento inteligente” exigiria muitos, muitos nós, tornando-o ineficiente e caro. Mas se forem usadas técnicas mais modernas de acomodação, como o Kubernetes, poderão ser implementados várias aplicações em cada nó de computação, virtualizando-os. Onde entra a orquestração é como permitir que ela seja escalada para que possa enviar aplicações por toda a cidade, geri-las, monitorizá-las e protegê-las. Uma vez que esses componentes estejam devidamente planeados, é possível instalar aplicações por cima e colocá-las nesses armários na rua. Esta infraestrutura e coerência tecnológica é fundamental para construir uma cidade inteligente eficaz.

As cidades de amanhã

Em qualquer cidade inteligente, o sucesso depende de vários fatores. Em primeiro lugar, o foco na entrega de uma visão e de serviços que tornem genuinamente os residentes mais felizes, desde a racionalização dos serviços governamentais até à melhoria da segurança, com um foco constante na privacidade. Os departamentos devem unir-se para servir os cidadãos (uma área onde a IA pode ajudar, quebrando silos e permitindo a partilha de dados entre diferentes departamentos). Mas o mais importante é que uma cidade inteligente requer a infraestrutura certa, uma coerência tecnológica que permita aos líderes das cidades fornecer e melhorar os serviços aos seus cidadãos, e isto requer uma reflexão e planeamento cuidadosos, desde o início.

Outros artigos interessantes:

  • Xiaomi YU7: SUV elétrico revelado
  • Grupos APT com Ucrânia e europa na mira, revela ESET
  • B&O lança Beoplay H100 Charles Leclerc Limited Edition
Partilha
Tweet
Envia
Convidado

Convidado

Área destinada a artigos de opinião e conteúdos escritos por autores convidados

Artigos relacionados

Ia e religião: quem define os valores éticos dos modelos?

IA e religião: quem define os valores éticos dos modelos?

26/10/2026
Do primeiro jogo à entrega do título: três lições sobre ia empresarial retiradas do mundial

Do primeiro jogo à entrega do título: três lições sobre IA empresarial retiradas do Mundial

02/10/2026
Pesquisa com ia muda o seo e separa visibilidade de tráfego

Pesquisa com IA muda o SEO e separa visibilidade de tráfego

29/09/2026
Shadow ai nas empresas: quando a ia é usada às escondidas

Shadow AI nas empresas: quando a IA é usada às escondidas

31/08/2026

Últimas notícias

Huawei Watch Air poderá ser apresentado na próxima semana com design ultrafino

Motorola Signature 27 recebe Gold Label da DXOMARK

OPPO Reno 17 revela design com efeito luminoso e prepara lançamento para novembro

Bose Ultra Open Earbuds (2.ª geração) chegam a Portugal

Honor 700 é oficial: nova série estreia pequeno ecrã traseiro integrado

Samsung confirma pré-encomendas dos seus óculos inteligentes para 12 de novembro

Sony recupera os icónicos auscultadores do primeiro Walkman com os novos MDR-3R

Honor Magic 9 Pro Max chega a Hong Kong com duas câmaras de 200 MP e bateria menor

Cinco smartphones que prometem marcar novembro de 2026

Hackers exploraram falhas do Chrome e Snapdragon para atacar smartphones Android

Samsung Galaxy Buds4 Pro e Buds3 Pro vão poder funcionar como aparelhos auditivos

Starlink Mobile confirma chegada de rede 5G própria a partir de 2027

Motorola revela todos os detalhes do motorola signature 27

QNAP QTS 6.1 reforça segurança e integra novas funções de IA

iPhone Duo: problemas no ecrã já afetam previsões de vendas da Apple

WhatsApp já permite expandir fotografias com inteligência artificial no Android

OnePlus revela datas de chegada do Android 17 a mais smartphones e tablets

Motorola poderá recuperar a série One com Snapdragon 8 Gen 5 e carregamento sem fios

Samsung Galaxy S27 Ultra poderá ter processador exclusivo e mais potente

World of Warcraft chega a Dungeons & Dragons com uma expansão de 256 páginas

Techenet LOGO
  • Quem somos
  • Fale connosco
  • Termos e condições
  • Política de comentários
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • O uso de IA no TecheNet
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Mobile
  • Tech
    • AUTOMÓVEIS
    • MOBILIDADE ELÉTRICA
    • IMAGEM & SOM
    • ENTREVISTAS
  • Gaming
  • IA
  • Opinião
  • Segurança
  • Negócios
    • EMPRESAS
    • CRIPTOMOEDAS
    • MARKETING
  • Mais
    • ARTE E CULTURA
    • DICAS
    • LIFESTYLE
    • DIREITOS COM CAUSA
    • INTERNET
    • GUIAS
    • PROMOÇÕES
    • REVIEWS
    • SUSTENTABILIDADE
    • TUTORIAIS

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.