A promessa de um smartphone com bateria de estado sólido, capaz de carregar em segundos e durar dias sem risco de explosão, tem sido uma constante na indústria tecnológica. A Samsung, um dos maiores fabricantes de baterias do mundo, tem vindo a alimentar essa esperança há quase uma década. No entanto, a realidade é que o tão aguardado Galaxy de estado sólido continua a ser um miragem no horizonte, com a empresa a focar-se primeiro em dispositivos mais pequenos.
A questão “quando teremos um Galaxy S com bateria sólida?” tem uma resposta complexa, marcada por promessas adiadas e uma mudança de estratégia que coloca os wearables na linha da frente.
Promessas falhadas e o foco nos Wearables
A saga começou em 2017, quando um executivo da Samsung SDI afirmou que a tecnologia estaria pronta em “um ou dois anos”. Obviamente, isso não aconteceu. O Galaxy Note 10 passou, e várias gerações Galaxy S depois, continuamos com baterias de iões de lítio.
O grande desenvolvimento recente veio da Samsung Electro-Mechanics, que anunciou em setembro de 2024 ter desenvolvido com sucesso a primeira bateria de estado sólido compacta do mundo para wearables. O objetivo? Iniciar a produção em massa até ao final de 2026.
Isto significa que, muito provavelmente, veremos a tecnologia estrear-se num futuro Galaxy Watch antes de chegar a qualquer telemóvel. No entanto, não esperem milagres imediatos. A densidade energética anunciada de 200 Wh/kg é superior à média, mas não revolucionária quando comparada com outras tecnologias emergentes.

A ameaça do Silício-Carbono
Enquanto a Samsung trabalha no estado sólido, a concorrência não está parada. A tecnologia de baterias de silício-carbono já é uma realidade comercial e está a oferecer resultados brutais hoje.
A Honor, com o seu recém-lançado Power 2, integrou uma bateria de silício-carbono de quarta geração com 10.080 mAh e uma densidade energética de 821 Wh/kg.
Este valor é quatro vezes superior ao que a Samsung promete para a sua primeira geração de estado sólido. Isto coloca a Samsung numa posição difícil: o estado sólido tem um potencial teórico maior (é mais seguro, usa materiais abundantes e carrega mais rápido), mas o silício-carbono está a vencer a guerra da capacidade no presente.
Galaxy S27: a esperança possível?
Para quem espera ver esta tecnologia no Galaxy S26, a resposta é um claro não. Esses dispositivos já estão fabricados e prontos para lançamento com tecnologia convencional.
A melhor hipótese reside na série Galaxy S27 ou posterior, e apenas se a estreia nos wearables em 2026 for um sucesso absoluto de fiabilidade e produção em massa. Até lá, a “revolução sólida” continuará a ser uma promessa de “para o ano”.
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