O lançamento do Galaxy XR, a aposta da Samsung no mundo da Realidade Estendida, foi marcado por um hardware impressionante mas um ecossistema de software ainda em construção. Agora, a Samsung começa a preencher as lacunas mais óbvias. A mais recente adição à loja é a aplicação dedicada SmartThings, que finalmente permite controlar a casa inteligente a partir do headset.
Esta é uma vitória importante, dado que no lançamento nem sequer era possível correr a versão móvel da aplicação. A nova versão foi desenhada de raiz para o ambiente XR, apresentando uma interface limpa e imersiva. No entanto, a estreia vem com limitações notáveis que deixam um sabor agridoce.

Onde está o ‘Map View’?
A omissão mais flagrante é a ausência do Map View. Esta funcionalidade, presente nos telemóveis e até nas televisões da Samsung, permite visualizar a casa num mapa 3D e controlar dispositivos tocando na sua localização virtual.
Num dispositivo de realidade mista como o Galaxy XR, o Map View seria a “killer app” natural. Imagine olhar para a sua sala através do headset e ver ícones flutuantes sobre as lâmpadas ou termóstatos reais, permitindo controlá-los com um gesto no ar. A ausência desta funcionalidade na versão de lançamento sugere duas possibilidades:
- Otimismo: A Samsung está a preparar uma versão revolucionária e tridimensional do Map View específica para XR que ainda não está pronta.
- Pessimismo: Esta é uma versão simplificada que servirá de base, sem grandes ambições espaciais imediatas.

Um ecossistema em construção
Apesar das limitações, a chegada do SmartThings é um sinal positivo. O Galaxy XR precisa urgentemente de aplicações nativas de qualidade para justificar o seu preço e competir com o Apple Vision Pro (que também luta com a falta de apps).
Ver a Samsung a trazer as suas próprias ferramentas para a plataforma é o primeiro passo para convencer terceiros a fazer o mesmo. “Quanto mais, melhor” é o lema para o ecossistema Android XR neste momento, e ter o controlo da casa inteligente no rosto é um começo sólido, mesmo que ainda não seja a experiência futurista completa que muitos imaginavam.
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