A resiliência cibernética nacional constitui o centro da nova estratégia defendida pela Check Point Software num guia dirigido a decisores políticos e empresariais, publicado em fevereiro de 2026. O documento, intitulado “National Cyber Resilience in the AI Era”, analisa a necessidade de transitar de uma postura de defesa passiva para um modelo de resistência e recuperação rápida face a ataques automatizados. Esta mudança de paradigma ocorre num momento em que a inteligência artificial é utilizada por grupos criminosos para escalar ofensivas contra infraestruturas críticas.

Governação mediante a framework NIST 2.0
A implementação de normas internacionais como a framework do National Institute of Standards and Technology (NIST) surge como o método para estruturar a defesa de entidades estratégicas. Este referencial permite que as organizações identifiquem riscos e estabeleçam protocolos de resposta antes da ocorrência de incidentes graves. A adoção destes modelos visa reduzir a incerteza operacional em setores que sustentam a estabilidade económica do país.
A governação da segurança, segundo a Check Point Software, exige agora um envolvimento direto dos conselhos de administração, retirando o tema do domínio exclusivo dos departamentos técnicos. O guia sugere que a resiliência deve ser tratada como um requisito de continuidade de negócio. A conformidade com estas normas internacionais facilita a cooperação entre aliados em caso de crises cibernéticas de larga escala.
Arquitetura Zero Trust e Inteligência Artificial
O modelo Zero Trust baseia-se na premissa de que nenhuma ligação à rede é segura por definição, exigindo verificação contínua de cada utilizador e dispositivo. A inteligência artificial assume aqui um papel duplo: atua na deteção precoce de ameaças e na automação da resposta a incidentes que superam a capacidade de análise humana. A integração destas tecnologias é apresentada como a solução para compensar a escassez de profissionais qualificados no setor da segurança.
| Pilar Estratégico | Objetivo Técnico |
| Governação de IA | Gestão de riscos éticos e integridade de dados |
| Framework NIST | Estruturação da defesa, deteção e recuperação |
| Zero Trust | Eliminação de acessos implícitos na infraestrutura |
| Resiliência Digital | Capacidade de manter operações sob ataque ativo |
A utilização de IA na defesa permite processar volumes massivos de dados em tempo real para identificar padrões de ataque sofisticados. Segundo a análise técnica da Check Point, a eficácia de uma infraestrutura moderna depende da rapidez com que o sistema isola uma intrusão. O foco desloca-se da proteção do perímetro para a salvaguarda dos ativos de informação mais críticos.
Implicações para a soberania nacional
A segurança das redes de energia, água e comunicações deixou de ser um problema isolado para se tornar uma questão de soberania nacional. O sucesso desta transição depende da criação de um ecossistema de defesa partilhado entre o setor público e as empresas privadas. A médio prazo, a competitividade económica estará ligada à capacidade de proteger a infraestrutura contra adversários que operam sem fronteiras geográficas e com recursos tecnológicos avançados.
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