A Google DeepMind lançou ontem, 26 de fevereiro, o Nano Banana 2, um modelo de inteligência artificial generativa que unifica a qualidade das versões de elite com a latência reduzida da arquitetura Flash. Oficialmente designado como Gemini 3.1 Flash Image, o novo motor substitui as versões anteriores Nano Banana e Nano Banana Pro na Gemini App, passando a estar disponível em 141 países. O foco desta atualização reside na precisão visual e na capacidade de renderização de texto complexo, respondendo a uma das maiores limitações históricas da IA generativa.

Renderização de texto e composição multi-imagem
O Nano Banana 2 resolve o obstáculo da distorção em elementos tipográficos. Ao integrar o raciocínio multimodal do Gemini 3.1, o modelo consegue agora interpretar e renderizar palavras e frases com rigor gramatical, o que permite a criação de materiais como cartazes e logótipos sem os erros ortográficos comuns em gerações anteriores. A Google alega que esta melhoria é o resultado de uma integração mais profunda entre o processamento de linguagem e a difusão de imagem.
A versatilidade do modelo estende-se à composição de múltiplas imagens. Através da funcionalidade multi-image-to-image, o utilizador pode fornecer referências distintas para orientar tanto a composição como a transferência de estilo. Esta capacidade é direcionada para fluxos de trabalho profissionais em marketing e publicidade, onde a consistência visual entre diferentes peças é um requisito técnico.
Comparativo de Capacidades: Nano Banana 2
| Funcionalidade | Descrição Técnica | Aplicação Prática |
| Text-to-Image | Geração a partir de prompts textuais complexos | Criação de conceitos visuais rápidos |
| Image Editing | Edição assistida por texto (Inpainting/Outpainting) | Ajustes de cenário e objetos em fotos |
| Renderização de Texto | Tipografia integrada e legível em imagens | Design de logótipos e materiais de Ads |
| Style Transfer | Aplicação de estilos de referência a novas imagens | Manutenção de identidade visual de marca |
Integração no ecossistema e eficiência para empresas
A arquitetura Flash do Nano Banana 2 foi concebida para reduzir os custos operacionais e a latência nas interfaces de programação (APIs). Na Cloud e no Vertex AI, as empresas podem agora implementar geradores de imagem em tempo real, o que facilita a personalização de anúncios no Google Ads. Esta eficiência permite que o modelo execute tarefas de alta fidelidade que, anteriormente, exigiriam o poder de processamento de modelos de maior escala.
A nível de utilizador final, o modelo está a ser integrado na Pesquisa Google e na Gemini App. Esta transição visa simplificar a experiência, oferecendo uma ferramenta única que gere desde o rascunho inicial até à edição final de uma imagem. A tecnológica sublinha que a segurança e a transparência são asseguradas pela inclusão de marcas de água digitais impercetíveis, identificando o conteúdo como sendo gerado por IA.
Conclusão
O lançamento do Nano Banana 2 sinaliza que a Google está a abandonar a distinção rígida entre modelos “rápidos” e modelos “capazes”. Ao fundir estas categorias, a marca tenta capturar o mercado profissional que exige agilidade sem abdicar do detalhe. O impacto futuro desta tecnologia será medido pela sua capacidade de substituir ferramentas de design tradicional em tarefas de baixa complexidade, restando saber se a dependência total da nuvem não limitará a sua adoção em cenários de produção local intensa.
Para mais informações, leia o artigo de Naina Raisinghani, Product Manager, Google DeepMind
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