A corrida ao brilho máximo nos ecrãs dos smartphones continua ao rubro e a Huawei parece decidida a deixar a concorrência para trás. Se achavas que os valores atuais já tinham atingido o limite do razoável, prepara-te para o que a marca chinesa está a planear para o seu próximo topo de gama.
De acordo com as mais recentes fugas de informação partilhadas pelo conhecido leaker Digital Chat Station, o futuro Huawei Mate 90 Pro Max promete elevar a fasquia para um patamar que até há pouco tempo parecia pura ficção científica.
Tudo indica que o dispositivo vai chegar equipado com um painel OLED de dupla camada capaz de atingir uns impressionantes 10.000 nits de pico de brilho, igualando os melhores registos da indústria e garantindo uma visibilidade perfeita mesmo sob a luz direta do sol de verão.

O salto dos ecrãs OLED de dupla camada
A aposta num painel com 10.000 nits de brilho de pico não serve apenas para alimentar guerras de especificações no papel. A tecnologia OLED de camada dupla (dual-layer OLED) recorre a duas camadas emissoras de luz sobrepostas, o que não só permite alcançar valores de luminosidade recordistas, como também reduz o desgaste de cada díodo, aumentando a longevidade do ecrã e a sua eficiência energética.
Vale a pena recordar que a geração anterior, com os Huawei Mate 80 Pro Max e RS, já se destacava no mercado ao alcançar cerca de 8.000 nits. Contudo, a fabricante quer levar a fasquia ainda mais longe e o modelo mais exclusivo da linha, o Mate 90 RS Ultimate, poderá mesmo estrear uma tecnologia de ecrã proprietária com um pico de brilho ainda superior, tornando estes modelos nos smartphones mais brilhantes de sempre na história da marca.
Muito mais do que apenas um ecrã brilhante
Como é evidente, alimentar um ecrã com este nível de exigência requer componentes à altura para manter a autonomia em níveis aceitáveis. A pensar nisso, as fugas de informação revelam que a marca não vai poupar nas restantes especificações técnicas, preparando melhorias substanciais tanto no processamento como na capacidade das baterias:
- Ecrã com brilho recordista: Painel OLED de dupla camada com pico de até 10.000 nits nos modelos Pro Max e RS Ultimate.
- Processadores Kirin diferenciados: Os modelos base e Pro devem recorrer a uma versão de transição (N-1), enquanto o modelo de topo irá estrear a nova geração de processadores móveis Kirin de 2026.
- Bateria de grande capacidade: Células reforçadas que variam entre os 6.600 mAh e os 6.800 mAh para compensar o consumo energético.
Resta agora saber como é que a Huawei vai gerir o controlo térmico de todo este conjunto na prática, já que atingir picos de brilho tão extremos exige bastante da dissipação de calor. Se a marca conseguir equilibrar o desempenho do ecrã com a generosa bateria de 6.800 mAh, o Mate 90 Pro Max tem tudo para ser um dos lançamentos mais marcantes do ano.
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