O novo iPad mini com ecrã OLED já passou pelo Geekbench 7 e os primeiros resultados mostram uma melhoria expressiva face à geração anterior. O teste surge antes da chegada às lojas do tablet que a Apple apresentou a 26 de outubro.
A unidade identificada como iPad19,2 registou 3.879 pontos em single-core e 9.870 pontos em multi-core. O registo mostra uma CPU de cinco núcleos, frequência de 4,93 GHz e memória compatível com uma configuração de 12 GB de RAM.
Há um detalhe essencial para interpretar estes números: o resultado corresponde a uma das configurações com processador de cinco núcleos. O iPad mini de 512 GB tem uma CPU de seis núcleos, pelo que este teste não representa a versão mais completa do A20 Pro disponível no tablet.

O armazenamento também determina a configuração do processador
A ficha do Geekbench, carregada a 29 de outubro, identifica dois grupos de CPU: um com dois núcleos e outro com três. O GSMArena associa o identificador iPad19,2 à versão Wi-Fi + Cellular.
A documentação oficial da Apple confirma a divisão entre capacidades. Os modelos de 128 GB e 256 GB utilizam uma CPU com dois núcleos de elevado desempenho e três de eficiência. A versão de 512 GB acrescenta um quarto núcleo de eficiência, elevando o total para seis.
A diferença não se limita à CPU. Embora as três capacidades tenham uma GPU de sete núcleos, as versões de 128 GB e 256 GB incluem um Neural Engine de 16 núcleos. O modelo de 512 GB recebe dois blocos de 16 núcleos, uma configuração que a Apple destaca para tarefas de inteligência artificial executadas no dispositivo.
Se estiveres a comparar capacidades, esta geração exige, portanto, atenção a mais do que o espaço disponível para aplicações e ficheiros: existem diferenças efetivas no hardware de processamento.
A vantagem face ao antecessor aproxima-se dos 47%
Nos resultados reunidos pelo GSMArena, o iPad mini anterior consegue 2.638 pontos em single-core e 7.103 em multi-core. Comparando esses registos com a nova unidade, a melhoria ronda os 47% no primeiro teste e os 39% no segundo.
O iPhone 18 Pro Max, equipado com uma CPU A20 Pro de seis núcleos, surge com 4.024 e 11.424 pontos. O novo mini fica aproximadamente 4% atrás em single-core e 14% em multi-core. O registo do iPhone no Geekbench permite confirmar os valores usados nesta comparação.
São resultados de execuções concretas do benchmark, não médias de vários equipamentos. Também não permitem atribuir toda a diferença ao núcleo adicional, embora mostrem como duas implementações do mesmo chipset podem alcançar pontuações distintas.

O mini supera o iPad Pro num dos testes
A comparação com os tablets maiores da marca oferece outro resultado curioso. O iPad Pro de 13 polegadas com M5 citado pelo GSMArena marca 3.580 pontos em single-core e 15.126 em multi-core.
O mini fica cerca de 8% à frente no primeiro resultado, mas o Pro conserva uma vantagem de aproximadamente 53% quando entram em jogo vários núcleos. O cenário mostra por que motivo uma pontuação superior num teste não equivale a uma liderança global de desempenho.
Fora dos benchmarks, a nova geração estreia um ecrã OLED de 8,5 polegadas e um chassis com 5,4 mm de espessura. A Apple anuncia até 1.200 nits de brilho de pico em HDR, resistência IP67 e compatibilidade com Apple Pencil Pro e Apple Pencil USB-C.
As pré-encomendas abriram a 28 de outubro. A chegada das primeiras unidades aos clientes e a disponibilização nas lojas estão marcadas para 6 de novembro.
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