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Smartphones arrasam consolas portáteis tradicionais no mercado de videojogos

Carlos Duarte por Carlos Duarte
12/06/2015
Em Jogos

Os jogos portáteis, especialmente os que possuem componente multiplayer, estão neste momento a facturar mais dinheiro do que os jogos de consolas portáteis tradicionais (como é disso exemplo a Nintendo 3DS e a PS Vita). Quem o afirma é a App Annie, agência de analítica móvel no seu mais recente estudo, em parceria com a IDC. Este mesmo trabalho demonstra o crescimento do mercado móvel no ano passado, confluindo com os jogos móveis e multiplayer.

É, efectivamente, uma mudança do modelo tradicional. Estes resultados não nascem de uma suposta má qualidade dos videojogos, até porque como é exemplo a recente biblioteca da 3DS, a consola está de boa saúde e com jogos cada vez melhores. Porém, nada muda o facto dos consumidores, apesar de terem à disposição hardware de qualidade com jogos que em nada ficam a dever às consolas tradicionais, preferem jogar uns minutos os jogos simplistas e viciantes nos seus smartphones e tablets.

Mobile-vs-handhelds

Assim, o investimento do consumidor nos jogos móveis cresce a olhos vistos, ao mesmo tempo que os jogadores móveis despendem cada vez mais tempo e dinheiro do que nunca em jogos móveis multiplayer. O maior sinal da força deste mercado é a parceria da Nintendo, a normal campeã dos videojogos portáteis, com a DeNA, um colosso do jogos móveis multiplayer, por forma a fazer a transição das franquias icónicas da empresa japonesa, como Mario, Link e Pokémon para equipamentos móveis.

Para além disso, o estudo revela que o consumo de jogos na App Store do iOS cresceu em 30% e no Google Play em 50% (!) entre 2014 e 2015. Em comparação, temos o crescimento completamente estagnado de equipamentos móveis como a PS Vita da Sony e a Nintendo 3DS durante o mesmo período. É claro que é necessário perceber, também, o que o estudo define como jogo com multiplayer online.

Portanto, e diz o estudo, que se trata de “qualquer jogo que inclua opções que permitam que a gameplay de um jogador afecte, material e directamente a gameplay e resultados in-game de outro jogador”. Ou seja, jogos como Vainglory e Clash of Clans encaixam que nem uma luva nesta descrição. Ainda assim, o estudo demonstra um aumento significativo no engagement do consumidor, bem como no investimento com este tipo de jogos – dentro do Top 50 de jogos móveis, os jogos multiplayer representam 60% dos gastos do consumidor, apesar de representarem apenas 30% dos downloads no primeiro trimestre de 2015.

Caminhamos, a passos largos, para um futuro onde a grande maioria do modelo de negócio dos videojogos estará assente nas microtransacções feitas dentro dos jogos. Será este o futuro que nós, enquanto consumidores, queremos?

Tags: estudoIDCjogossmartphonetablet
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Carlos Duarte

Carlos Duarte

Geek desde a primeira consola, escritor desde o primeiro lápis. Gosta de videojogos, memes, esparguete à bolonhesa e o Boavista é o clube do seu coração.

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