A Huawei continua a consolidar a sua posição no mercado chinês de tablets. Segundo os dados mais recentes da empresa de estudos de mercado GfK, a fabricante terminou o terceiro trimestre de 2026 com uma quota de vendas de 34,2%, mantendo-se na liderança de um dos mercados mais competitivos do setor.
Os resultados mostram que mais de um em cada três tablets vendidos na China durante o período analisado pertenciam à Huawei. A marca conseguiu manter uma vantagem considerável face aos concorrentes, numa altura em que o setor enfrenta desafios relacionados com os custos e a disponibilidade de componentes.
A aposta numa gama diversificada de dispositivos MatePad parece estar a contribuir para o desempenho comercial da empresa.
Huawei mantém liderança com 34,2% do mercado
O relatório da GfK analisa o desempenho do mercado chinês de tablets durante o terceiro trimestre de 2026, compreendido entre julho e setembro.
Os resultados colocam a Huawei na primeira posição, com uma quota de vendas de 34,2%.
A segunda maior participação apresentada nos dados divulgados situa-se nos 22,3%, demonstrando a distância entre a fabricante chinesa e os restantes concorrentes.
Importa distinguir este indicador de uma taxa de crescimento. Os 34,2% representam a participação da Huawei nas vendas do mercado analisado, não um aumento de 34,2% no número de tablets vendidos face ao mesmo período do ano anterior.
Esta diferença é especialmente importante para interpretar corretamente o desempenho comercial da empresa.
A GfK também destaca a capacidade da Huawei para preservar a liderança ao longo do período compreendido entre outubro de 2025 e setembro de 2026.
Os números dizem respeito exclusivamente à China e não permitem concluir que a fabricante tenha alcançado a mesma posição no mercado mundial.

Série MatePad ajuda a impulsionar vendas
A Huawei apresentou vários tablets ao longo de 2026, procurando responder a diferentes necessidades e escalões de preço.
Um dos modelos mais relevantes foi o MatePad Pro Max, um equipamento premium que aposta numa construção extremamente fina, com apenas 4,7 mm de espessura.
A fabricante também destacou a capacidade da bateria e as funcionalidades de produtividade, procurando posicionar o dispositivo como uma alternativa aos computadores portáteis para determinadas tarefas.
Outro lançamento importante foi o MatePad Air 2026, que introduziu um ecrã OLED PaperMatte e novas opções de cor.
A tecnologia PaperMatte pretende reduzir os reflexos e proporcionar uma experiência mais confortável durante a leitura, escrita e utilização prolongada.
Esta abordagem já tinha sido explorada em equipamentos como o MatePad 11.5 S, disponibilizado anteriormente no mercado português.
O novo MatePad Air também suporta uma versão especial da caneta M-Pencil, capaz de funcionar como um rato através do modo Air Mouse.
A diversidade da gama permite à Huawei competir tanto no segmento de produtividade como nas categorias de entretenimento e utilização quotidiana.
Novos tablets já estão a caminho
A Huawei também deverá renovar alguns dos formatos apresentados durante 2025, incluindo o MatePad Edge e o MatePad Mini.
Este último destacou-se por oferecer um formato compacto numa gama onde predominam os ecrãs de maiores dimensões.
A chegada do MatePad Mini 2 é esperada antes do final de 2026, embora ainda não existam especificações técnicas completas.
As informações disponíveis apontam para possíveis melhorias no ecrã, processador e funcionalidades de produtividade, mas estes detalhes permanecem por confirmar.
A aposta em dispositivos compactos poderá ajudar a fabricante a chegar a consumidores que procuram equipamentos mais portáteis, sem abdicar das funcionalidades de um tablet.
Mercado chinês continua estratégico
A forte posição da Huawei na China demonstra a importância do mercado doméstico para a expansão do seu ecossistema de dispositivos.
A fabricante tem apostado na integração entre tablets, smartphones, computadores e outros equipamentos através do HarmonyOS, procurando oferecer uma experiência consistente entre diferentes categorias.
Contudo, a liderança chinesa não significa necessariamente que a empresa esteja a ganhar quota na mesma proporção noutros mercados.
Para já, os dados da GfK confirmam que a Huawei mantém uma posição dominante nas vendas de tablets na China, apoiada numa oferta diversificada e numa estratégia de desenvolvimento contínuo da família MatePad.
Outros artigos interessantes:




