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Xiaomi Phone 2 a grande promessa vinda do oriente


O mercado dos dispositivos móveis está cada vez mais populado. É aliás um segmento da tecnologia muito apetecível para a grande maioria dos gigantes tecnológicos. Além dos gigantes tradicionais neste mercado como a Samsung, Apple, Sony e HTC, algumas empresas chinesas como a Huawei e a ZTE, não se têm poupado em esforços para conquistar uma fatia importante de mercado. Mas a Xiaomi, promete aquilo que as suas conterrâneas Huawei e a ZTE ainda não conseguiram, competir no mercado de alta gama.

A Xiaomi uma empresa para muitos desconhecida, lançou recentemente o Xiaomi Phone 2 um smartphone de alta gama, com características que servem de exemplo para os seus mais directos concorrentes tirarem notas. As grandes diferenças, começam logo no poder de processamento, o Xiaomi Phone 2 possui um processador Qualcomm’s Snapdragon S4 Pro APQ8064 com uma frequência de 1.7 GHZ. Se à primeira vista isto não lhe diz nada, saiba que se trata do primeiro processador Quad-Core da Qualcomm. Este processador com o nome de código “Krait”, pertence a uma nova geração de processadores ARM A15, que a julgar pelos seus antecessores promete bastante ao nível da peformance. Como já foi demonstrado em benchmarks, a geração anterior de processadores Qualcomm Snapdragon S3, (um processador dual-core) conseguiu obter uma performance semelhante e em alguns casos superior ao Tegra 3 da NVidia um processador quad-core teoricamente mais capaz.

Este smartphone destaca-se também internamente por ser o primeiro smartphone com 2GB de memória RAM. No campo do armazenamento interno o modelo base deste smartphone irá possuir 16GB, mas será de esperar que existe uma versão com pelo menos 32GB. A acrescentar ao armazenamento interno, a Xiaomi prometeu que os utilizadores deste smartphone irão ter acesso a 5GB de armazenamento cloud de forma gratuita.

Claro está, que para um smartphone competir dentro do segmento de alta gama, tem que se destacar também por outros factores relevantes, como um ecrã generoso com uma boa densidade de pixeis. O smartphone da Xiaomi possui um ecrã de 4.3 polegadas com a tecnologia IPS (exímia na melhoria dos ângulos de visão) com 342 pontos por polegada (PPP). Trata-se de um valor muito elevado, comparado até com o próprio iPhone 4s, que possui 326 ppp com o HTC One X que possuir 312 ppp, ou mesmo comparando com o Samsung Galaxy S3 com um ecrã pentile de 306 ppp. Quanto maior for o número de ppp, maior será nitidez na reprodução de imagens e vídeo, resultando também em contornos mais definidos do texto.

Contudo, para um ecrã suportar esta densidade elevada de pixeis necessita também de maior energia e como tal de uma bateria de alta capacidade à altura. A Xiaomi ponderou este aspecto e irá incluir uma bateria generosa de 3000 mAh. No aspecto mais fotográfico o Phone 2, está ao nível do que se encontra actualmente nos modelos rivais, com uma câmara frontal de 2MP e uma câmara traseira de 8 MP de 27mm F2.0. Além da conectividade habitual wireless, GPS e 3G, este modelo irá também já suportar as mais modernas tecnologias 4G.

São apenas as características que tornam o Xiaomi Phone 2 atractivo?

Mas mesmo que o Phone 2 tenha características promissoras, será que o consumidor irá pensar em comprar um smartphone de alta gama a um fabricante de dispositivos desconhecido? A questão é que a Xiaomi não é de todo uma “outsider” e tem um background bastante interessante. É nada mais nada menos, responsável pela criação da MIUI Rom, uma rom Android muito popular com milhares de utilizadores em todo o mundo. Os autores da ROM disponibilizaram recentemente dados sobre a utilização da ROM, e a comunidade brasileira conta com no mínimo 508 utilizadores e a comunidade portuguesa com 308. Estes valores são apenas referentes a quem escolheu activar os dados de processamento estatístico na rom, logo o número de utilizadores poderá ser bastante maior.

A MIUI Rom, destaca-se por um design atraente, baseada em alguns paradigmas de design “emprestados” do iPhone e do Android. Por exemplo na MIUI não existe gaveta de aplicações (à semelhança do iPhone), mas conserva a área de notificações que tanto popularizou o Android. Esta mesma rom é dotada de uma personalização impar, indo ainda mais longe que o android em termos de suporte de temas. O Xiaomi Phone irá ser disponibilizado com a versão Jelly Bean do Android com as modificações MIUI. Veja o vídeo apresentado de seguida para saber mais sobre o que uma rom MIUI lhe oferece.

Quanto a disponibilidade e preços a empresa chinesa planeia lançar este dispositivo para o mercado chinês em Outubro a cerca de 310 dólares. Contudo, ao que parece segundo rumores a Xiaomi pretende expandir o seu negócio e está a negociar com fornecedores para expandir a sua cadeia de distribuição numa primeira fase para a Europa. No caso de essa distribuição ser bem sucedida a distribuição irá certamente chegar ao continente americano.


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