Internet

O plano da Google para acabar com a pornografia infantil na net


A Google pretende erradicar as imagens de pornografia infantil de toda a net. O gigante da internet anunciou que está a construir uma base de dados com todas as imagens de abusos sexuais de crianças para a partilhar com outras companhias, agências governamentais e não governamentais. O objetivo é ambicioso: Acabar com a pornografia infantil na net.

A base de dados que a Google está agora a criar funciona com base numa tecnologia já existente, chamada “hashing” que atribui um código de identificação único a cada imagem de crianças molestadas. Com este código, os computadores são capazes de identificar, bloquear e remover todas as cópias de cada imagem. Esta é uma tecnologia que foi desenvolvida pela Google e pela Microsoft e que agora vai dar origem à base de dados que permitirá – assim espera a Google – erradicar por completo a pornografia infantil da internet.

Num post colocado no blog oficial da Google, Jacqueline Fuller explica a urgência de se dar este passo ao afirmar que o volume de imagens de crianças a serem molestadas sexualmente tem vindo a aumentar consideravelmente, registando o centro norte americano para Crianças Desaparecidas e Molestadas um total de 17,3 milhões de imagens e vídeos suspeitos só este ano originários de todo o mundo. Este número é quatro vezes superior ao registado em 2007 e levou o gigante da internet a atuar.

Com a base de dados que a Google vai criar em parte com a tecnologia desenvolvida em 2008, as agências governamentais e não-governamentais poderão trocar informações e acionar os dispositivos necessários para as remover da net. A empresa conta ter a base de dados a funcionar dentro de um ano.

A tecnologia “hashing” é a mesma utilizada pela Facebook para impedir a proliferação deste tipo de imagens na maior rede social do mundo.

Como afirma Jacqueline Fuller, a Google está “no negócio de tornar a informação amplamente disponível, mas há certo tipo de “informação” que nunca deveria ser criado ou encontrado. Podemos fazer muito para garantir que ela não está disponível on-line e que quando as pessoas tentam compartilhar esse conteúdo nojento eles são capturadas e processadas”.


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