Ciência

Cientistas usam crowdsourcing para classificar mais de 300.000 galáxias



Os telescópios modernos apresentam aos astrónomos um grande problema: existem muitas imagens de galáxias para que os cientistas possam classificar uma a uma, seria um trabalho enorme e possivelmente muito dispendioso. Mas o crowdsourcing tem a resposta.

O crowdsourcing é um modelo de produção que utiliza a inteligência e os conhecimentos colectivos de voluntários, que geralmente se encontram espalhados pela Internet. Todos contribuem para a resolução de problemas, criar conteúdos e soluções tecnológicas. Dois bons exemplos de produtos obtidos através deste sistema de crowdsourcing é o sistema GNU/Linux e o navegador Firefox, que foram criados e desenvolvidos por um exército de voluntários em todo o Mundo.

Desde 2007, que alguns astrónomos se alistaram como “cientistas cidadãos” para realizarem o trabalho pesado do projecto conhecido como Galaxy Zoo.

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O projecto original é tão bem sucedido, que na verdade, surgiu um outro projecto no alinhamento do mesmo chamado de Galaxy Zoo 2, que foi iniciado em 2009 e funcionou por 14 meses. A equipa que está por detrás de tudo (que vem de várias universidades de todo o Mundo) já lançou publicamente os dados do Zoo 2. Ao todo, mais de 300 mil galáxias foram organizadas, por cerca de 84 mil voluntários que completaram um total de mais de 16 milhões de classificações.

Compilação de dados sobre galáxias usando o mesmo método, utilizado por Yelp e Foursquare para descobrir se restaurantes aceitam cartões de crédito. Pode parecer amador, mas os investigadores dizem que os computadores ainda não são capazes de igualar o olho humano em identificar a forma física de galáxias. Se você quer se envolver, a equipa agora está trabalhando através de imagens fornecidas pelo Hubble, de algumas das galáxias mais distantes.


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