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Design como foco estratégico para o sucesso [PARTE 3]



No último artigo deixamos no ar algumas perguntas vitais que as empresas não podem deixar de fazer sobre como “Ser importante é essencial

Muitas vezes o que se observa é que o sucesso de grandes produtos não começa com planejamento (planeamento) e projetos. Começa com uma ideia, onde se vê algo funcionando, daí a empresa o desenvolve e o implementa.

Quando discutimos aqui sobre o design, essencialmente como uma abordagem integrada à experiência do usuário (utilizador), isso implica que devemos reconhecer a existência dos elementos de risco, assim como as descobertas ao acaso e principalmente das lições aprendidas com o fracasso.

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É realmente preciso sair e se arriscar para progredir, como em tudo na vida. E esta é também uma parte muito importante do design. Aprender com os fracassos, é valiosíssimo. Só então parte-se para algo que funcione, baseia-se nele e segue-se em frente. “Por trás de toda luta, as vezes boas, às vezes ruins, você pode ver emergir uma série de eventos conscientemente projetados”.

Se uma determinada empresa quiser transformar a sua marca ao ponto de ser realmente importante, é fundamental que ela comece com um design embutido e não apenas adicionado. O design não pode ser só uma fachada.
“Design não é um evento ou processo que você aplica à realidade física e mecânica”. Lembre-se sempre que é projetado é uma rede de fornecimento da experiência dos usuários.
Os CEOs das empresas, que almejam alcançar o sucesso usando o design como seu foco estratégico, precisam ir além. Não se trata apenas de uma questão de juntar novas equipes executivas e dizer: “Desenhem mais coisas” ou fazer reuniões fora do escritório dizendo “Design é importante, portanto, reportem de volta em seis meses com coisas boas”.
É importantíssimo examinar toda a empresa do inicio ao fim. Ver como ela realmente se relaciona com os seus clientes; só assim é possível analisar e decidir como projetar todas as peças do sistema solar das experiências dos clientes e o que fazer então para conseguir realizar a mudança verdadeiramente organizacional nesta empresa.

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No decorrer de todo este processo é preciso que a empresa se baseie nas seguintes etapas para progredir:

  • Percepção onde a empresa realmente está e onde ela precisa estar.
  • Compromisso em dar o “salto de fé”. Acreditar verdadeiramente!
  • Implementação de novas abordagens e pessoas, dando pequenos passos para medidas completas.
  • Vigilância para se manter renovado e extrair o máximo das necessidades atuais dos clientes para uma experiência emocional.

É preciso se manter informado sobre todos os aspectos da rede de fornecimento da experiência dos clientes, e desta forma estar atento para que as todas as coisas que causam efeitos no design sejam coordenadas e feitas adequadamente.
É através da vigilância que se consegue manter todo o processo vivo e rejuvenescido.

Um bom exemplo é Conrad Hilton que ficou famoso por algumas coisas, sendo q a menos relevante foi ter Parris Hilton como sua filha. Ele é mais famoso por dizer: “todos os membros do quadro de funcionários do hotel estão na equipe de vendas, desde o porteiro ao mensageiro, do recepcionista ao contador”.
Hilton queria certamente que a experiência dos clientes fosse positiva e estabelecesse uma conexão emocional com sua marca. Todos os detalhes dos Hotéis Hilton eram voltados para isso. Sempre com o efeito voltado para comunicar ao cliente: “estamos prestando atenção em todos os detalhes da sua estadia”.
Hilton tinha claramente a importância da experiência do cliente em mente, entretanto isso fez com que sua empresa fosse voltada para o design?
Não continuamente, pois não demorou muito para que seus concorrentes recebessem seu sucesso e começassem a copiar suas ideias. Como o H na areia dos cinzeiros ou a porta do papel higiênico dobrada como detalhe e muitos outros.
“Um dos passos para a percepção é reconhecer qual parte seu design os concorrentes não conseguem facilmente replicar e o que é uma experiência realmente icônica que não pode ser copiada.”

Quando uma empresa é voltada para o design ela tem o compromissada desde o topo. Assumem esse compromisso de manter a vigilância implacável da rede de fornecimento da experiência. Começando pelo topo e se estendendo por todos os aspectos operacionais dessa empresa.

“Não se torna uma empresa voltada para o design sem uma liderança executiva contínua. As pessoas não têm esse desempenho a menos que estejam inspiradas, sejam forçadas ou recebam algum incentivo para fazer isso – É da natureza humana”. Então, conseqüentemente é preciso um defensor que entenda todo o processo e esteja realmente disposto a impulsionar a verdadeira mudança do sistema.

Se for examinar como funciona o interior de qualquer empresa voltada para o design, encontrará alguém fazendo esse serviço de diretor de experiências. Assim também acontece na Apple e na Samsung.

“Não é apenas fundamental que a liderança de uma empresa entenda claramente seus produtos e o papel do design, mas que o desenvolvimento, a comercialização e as equipes de vendas estejam igualmente comprometidas com algumas metas. Mais do que nunca estou ciente de que o que alcançamos com design é solidamente dependente do compromisso de muitas equipes diferentes para resolver os mesmos problemas, além de seu compartilhamento das mesmas metas.” (Jonathan Ive – Presidente Sênior de Design da Apple).

Quando você vê empresas que são excelentes em design e voltadas para este, verá que elas estão, desde o começo, buscando a oportunidade certa; elas já estão pensando sobre a possibilidade de design da experiência. E quando elas encontram a oportunidade, começam a projetá-la.

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O design sempre deve ser considerado em todas as etapas do processo, e é claro isso inclui na promoção e também no mercado. Essa é a ideia. O design é um processo e não um evento ou produto. É como se faz as coisas.
É uma metodologia que se usar para cria e modelar um relacionamento entre a empresa e seu cliente. Significa estar premeditadamente criando, desenvolvendo, prototipando, fabricando e se relacionando com vida e as emoções dos consumidores. E não simplesmente deixando que tudo isso se desenvolva sozinho e aconteça ao acaso.
“Fazer designs ótimos é trabalho de todos, não apenas do projetista”

Afinal todos nós fazemos parte desse processo.
Todos nós também somos designers!


1 comentário em Design como foco estratégico para o sucesso [PARTE 3]

  1. Rosa Maria

    Bom dia Andrea,
    Sigo os seus posts com atenção, o conteúdo é útil e a linguagem é clara, mas fica sempre um gostinho de quero mais 🙂

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