Tecnologia

Como usar tecnologia nos pés para chegar ao destino


Até poderíamos dizer que são apenas mais uns sapatos modernos que chegam ao mercado, mas este não é o caso: Lechal são calçados que, para além da utilização óbvia, têm como função principal guiar os utilizadores até o destino desejado, com simples vibrações que indicam quando se deve virar para direita ou para a esquerda. Há quem aposte, inclusive, que são a resposta da Índia aos óculos interativos Google Glass.

Com design desportivo, os sapatos estarão disponíveis em preto e em vermelho e, embora a sua aparência possa não ser tão atrativa, é a tecnologia que possuem que os transformam num possível fenômeno mercadológico.

O funcionamento é muito simples: através de uma aplicação que utiliza o Google Maps como base de informação, os sapatos vibram para indicar ao utilizador por onde seguir até que chegue ao destino desejado. Será necessário fazer download da app para um smartphone, indicar o local pretendido e guardar o aparelho no bolso, mala, mochila etc. A seguir, o utilizador só precisa estar atento às vibrações que serão emitidas sempre que houver a necessidade alterar o percurso.

Os sapatos e as palmilhas vão ter um preço entre os 100 e os 150 dólares DUCERE

Os sapatos e as palmilhas vão ter um preço entre os 100 e os 150 dólares (foto: DUCERE)

Outro ponto a favor do produto inovador é que será possível ter a tecnologia em outros sapatos, visto que as palmilhas poderão ser adquiridas separadamente. Criado pela startup indiana Ducere Technologies Pvt, os Lechal custarão entre os 100 e 150 dólares (74 e 111 euros / 224 e 335 reais) e serão comercializados já a partir de setembro. De acordo com Krispian Lawrence, co-fundador e director executivo da empresa, mesmo sem os sapatos não estando ainda disponíveis para compra, já foram feitas 25 mil pré-encomendas.

Os Lechal poderão ser utilizados por qualquer pessoa e estarão disponíveis do tamanho 37 ao 47. Contudo, o objetivo inicial dos desenvolvedores era criar um produto que pudesse ser utilizado por invisuais e pessoas com outros problemas graves de visão. Em entrevista ao Wall Street Journal, Krispian Lawrence explica que, mesmo que os cegos utilizem bengalas ou cães-guia, por exemplo, estes métodos de auxílio na orientação não indicam para que lado devem seguir ou quando devem mudar de direção.

Via Gizmodo


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