Ciência

Eclipse total de Super Lua é fenómeno raro


O mundo hoje vai assistir a um fenómeno raro que apenas se voltará a repetir em 2033. A junção de dois eventos raros torna especial esta noite de 27 para 28 de Setembro para todos os amantes da astronomia. E mesmo aqueles que não se interessem tanto pelo assunto ficarão deslumbrados com a beleza do céu nocturno. É que hoje é há uma Super Lua e também um eclipse total do planeta que é satélite da terra.

A Super Lua acontece quando o planeta está no perigeu da sua órbita em 2015, ou seja, no ponto mais próximo da Terra. E o eclipse total dá-se quando a Terra e a Lua se alinham com o sol, projectando o nosso planeta a sua sombra sobre a Lua. O que esta noite tem de especial é que os dois fenómenos acontecem em simultâneo.

Às 02.46 da madrugada (Lisboa) ou 22.46 (Brasília), a Lua atinge o perigeu da sua órbita, encontrando-se a apenas 356.877 quilómetros da Terra. Esse é também a altura em que a Lua já entrou na sombra da Terra. O eclipse total será às 3.11 (Lisboa) ou 23.11 (Brasília).

A conjunção destes dois eventos astronómicos é rara. Somente aconteceu cinco vezes no século passado e só voltaremos a assistir a um fenómeno semelhante em 2033.

Digno de se ver

As horas do eclipse (no Brasil retirar quatro horas) @Observatório Astronómico de Lisboa

As horas do eclipse (no Brasil retirar quatro horas) @Observatório Astronómico de Lisboa

Ao estar tão perto da Terra, a Lua esta noite será gigante, aparentando ser 14 por cento maior do que quando a lua cheia ocorre no apogeu da sua órbita. Se os céus ajudarem, este será um espectáculo digno de ser visto. A maior Lua ficará sob a sombra da Terra. Mas isto não quer dizer que ela desapareça ou que seja mais difícil vê-la.

Pelo contrário, o Observatório Astronómico de Lisboa explica que “embora fique totalmente na sombra, a lua não deixa de ser visível mas apresenta uma cor avermelhada e acastanhada. De facto, durante um eclipse lunar os raios solares incidem na lua após atravessarem a atmosfera terrestre onde são dispersados e perdem uma grande quantidade de luz azul e verde (ficam mais retidos na atmosfera). Assim, durante o eclipse, a lua não é iluminada com luz branca mas sim com luz mais avermelhada


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