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A Informática Cada Vez Mais Na Mira dos Criminosos


A Procuradora-Geral da República, Joana Marques Vidal, afirmou que meios informáticos são cada vez mais utilizados por criminosos para a prática de atividades ilegais. Além disso, afirmou que o Ministério Público não dispõe de recursos necessários para investigações.

Crescimento do Uso de Recursos Informáticos

Em entrevista, Vidal explicou que a maior parte dos delitos portugueses passam de alguma forma pela utilização de tecnologia, incluindo atos considerados de menor gravidade, como injúrias, ofensas, difamações, coações e ameaças.

Apesar disso, a Procuradora-Geral mencionou que ainda não há números que permitam identificar, com clareza, o crescimento desses crimes, pois segundo ela: “quando falamos numa ameaça, não temos uma prova estatística que nos permita ainda identificar se foi uma ameaça através do meio informático, ou através da utilização de um blogue, ou do Facebook ou se foi uma ameaça efetuada por viva voz”, afirmando ainda que a PGR (Procuradoria Geral da República) precisa melhorar evidências  estatística, para conhecer a realidade que o país enfrenta.

Cooperação para o Combate aos Crimes Cibernéticos

O Laboratório de Cibersegurança e Informática Forense (LabCIF) utiliza uma ajuda do Instituto Politécnico de Leiria, com a PGR e a Polícia Judiciária, para o combate aos crimes cibernéticos. O compartilhamento ativo de conhecimentos e experiências é uma das apostas para o sucesso do parceria, pois ele reúne os componentes necessários acadêmicos, policiais e legais.

Para Vidal, o trabalho do LabCIF agilizará a realização de perícias em investigações, que têm em causa a utilização de tecnologias, como telemóveis, tablets ou computadores.

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Cidadãos Devem Proteger Seus Computadores

Baltazar Rodrigues, responsável do Laboratório Nacional de Informática Forense da Polícia Judiciária, afirma que Portugal ocupa o 10º lugar no âmbito de ataques de phishing, mencionando também que para um país com 10 milhões de habitantes, ser o 10º lugar em nível mundial é gravemente mal. Para Rodrigues, a pouca compreensão do mundo digital dos portugueses é o motivo por trás desse número.

Além de estarem mais atentos aos perigos, é importante que os portugueses invistam na segurança de seus computadores, através de um bom programa antivírus para a internet, que entre outras ferramentas, conte com anti-malware e anti-spyware, promovendo a navegação cautelosa e a proteção de dados privados, sem afetar o desempenho da máquina.

 

Imagens: Barriga Tecnologic e El Confidencial


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