Peixe robô nada como um animal de verdade

Peixe robótico desenvolvido no MIT executa movimento ondulatório com a cauda. Crédito: YouTube/ MIT

Peixe robótico desenvolvido no MIT executa movimento ondulatório com a cauda. Crédito: YouTube/ MIT

 

 




Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) construíram um peixe robô flexível que se parece — e nada — como um verdadeiro peixe. O projeto não deve chegar ao aquário que o(a) leitor(a), porventura, tenha em sua residência; porém, o peixe robô poderá trabalhar infiltrado em cardumes para coletar informações a respeito do comportamento dos peixes.

Os pesquisadores explicam (no vídeo abaixo, em inglês) que o robô armazena um fluido gasoso em uma câmara. Então, os movimentos realistas de ondulação são criados quando diferentes partes do seu corpo são infladas com o fluido e desinfladas. Graças ao material macio de que é feito, o robô pode executar manobras com a mesma agilidade com que os peixes reais as fazem — mudando de direção em meros 100 milissegundos, por exemplo (cada milissegundo equivale a 10-3 segundos).

Daniela Rus, diretora do Laboratório de Ciências da Computação e Inteligência Artificial do MIT, diz que os peixes biológicos podem realizar rápidas manobras evasivas (denominadas C-turns, ou curvas-C, em alusão à curvatura que o corpo precisa alcançar no movimento) para escapar dos predadores, tarefa que também é executada pelo peixe robô com o mesmo desempenho.

Andrew Marchese, estudante de pós-graduação do MIT, afirma que um receptor da cabeça do robô capta sinais Wi-Fi enviados por computador e, a partir deles, direciona o gás pelas válvulas e canais da cauda para gerar o movimento desejado.

O novo peixe robô é autônomo, ou seja, possui tudo de que necessita para operar dentro do próprio mecanismo. O centro de comando do peixe, seu “cérebro”, é formado por peças estruturalmente rígidas e se localiza na cabeça, o que libera maior potencial de flexibilidade à cauda de silicone.

A professora Rus aponta para outra vantagem intrínseca ao projeto: a segurança que os corpos macios dos robôs podem fornecer aos humanos: “Como os robôs penetram o mundo físico e começam a interagir mais e mais com as pessoas, é muito mais fácil fazer robôs seguros se seus corpos são tão maravilhosamente macios que não há perigo se eles acertarem você“, diz.

Entretanto, existe um inconveniente. Na sua configuração atual, o robô esgota toda a carga de dióxido de carbono que carrega consigo após 20 ou 30 manobras evasivas, e os pesquisadores esperam lançar uma versão aprimorada do peixe capaz de nadar por cerca de meia hora, utilizando a água bombeada nos canais de movimentação em substituição ao gás carbônico. Uma descrição do projeto do robô se encontra na edição de estreia do periódico Soft Robotics.

O crédito pelo vídeo utilizado neste artigo pertence ao YouTube e ao Massachusetts Institute of Technology.

Fonte: LiveScience

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é graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e trabalha como consultor financeiro na Valore Brasil - Controladoria de Resultados. Atualmente, cursa o MBA em Controladoria e Finanças na Universidade de São Paulo (USP). Entusiasta da razão e da ciência, fundou o espaço de divulgação científica Make It Clear Brasil, em 2013.

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