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10 maiores mudanças nas viagens aéreas desde os Anos Dourados

Alfredo Beleza por Alfredo Beleza
26/09/2018
Em Notícias, Press Release

De forma a assinalar o Dia Internacional do Turismo, que se celebra a 27 de setembro, a SKYCOP fez um apanhado das 10 maiores mudanças nas viagens aéreas desde os Anos Dourados, ou seja nos últimos 70 anos.




Vale lembrar que a SKYCOP é uma empresa que defende os passageiros e seus direitos numa luta contra a má conduta das companhias aéreas em relação a reembolsos de voos.

Leia o comunicado de imprensa na íntegra:

Antes e Agora – 10 mudanças nas viagens aéreas desde os Anos Dourados

Em 2017 quase 4 mil milhões de passageiros gastaram algum do seu tempo acima das nuvens e espera-se que esse número aumente com o passar do tempo. Se alguém tivesse partilhado estes números nos anos 50, o mais provável seria chamarem-lhe lunático porque, naquele tempo voar não era nada como é agora.

Os anos 50 e 60 são apelidados de Anos Dourados das viagens aéreas e, ainda que alguns olhem para esses tempos com saudade e fascínio, outros não concordam tanto com isso. Então vamos descobrir como os Anos Dourados eram diferentes da Era Moderna da aviação.

Antes de mergulharmos nos detalhes dos voos, falemos de publicidade. Anúncios modernos tendem a focar-se na acessibilidade, inclusividade e responsabilidade, enquanto os anúncios dos anos 50 e 60 eram sobre luxo, conforto e aventura num (relativo) curto período de tempo. Slogans como “Voe num luxo sem comparação” da Air France, “Demorou 27 anos para a Senhora Sullivan conseguir convencer o Senhor Sullivan a voar até ao Havaí. A United Jet conseguiu-o numa tarde”, pela United Airline e “Turistas chamam-lhe (e tu também o irás fazer): A melhor companhia aérea para se viajar”, por Douglas, todas divulgam novidades sobre o encanto das viagens de avião.

Depois de se apaixonarem pelo anúncio e a ideia de voar, os viajantes dos Anos Dourados tinham algumas opções de como conseguir os seus bilhetes – ligar diretamente para as companhias aéreas ou entrar em contacto com agentes de viagens pessoalmente, pelo telefone ou por carta. Agora, graças à magia da internet, os bilhetes estão, literalmente, a alguns cliques de distância a qualquer momento e pode escolher entre as várias companhias e preços.

Falando de preços, pode chamar-se sortudo por poder viajar neste milénio. Nas últimas décadas, os preços dos voos baixaram em mais de 40% desde os Anos Dourados e a popularidade das companhias de baixo custo deu a oportunidade de viajar pelo ar a várias pessoas de diferentes classes económicas. Nos anos 50 e 60 apenas as pessoas ricas podiam disfrutar das viagens aéreas. Por exemplo, em 1955, a agora extinta Trans World Airline (abreviada de TWA) oferecia voos de Nova Iorque para Roma, Itália, por apenas 360 dólares. Parece fantástico, certo? Bem, naquele tempo o salário anual de uma pessoa chegava aos 4.000 dólares significando que uma viagem apenas de ida correspondia a 10% do salário anual da pessoa e, convertendo para os valores de hoje, ajustando a inflação, o bilhete custaria mais de 3.000 dólares! Ainda assim, naquele tempo não havia custos adicionais, como taxa de bagagens ou taxa para ter mais espaço para as pernas – talvez valesse a pena então?

Voos de Nova Iorque para Roma hoje podem custar apenas 346 dólares se conhecer alguns truques. Claro que há opções luxuosas que podem custar muito mais do que 3.000 dólares, mas o facto de podermos escolher é o que importa.

Embarcar era muito mais fácil naquele tempo. Verificações de segurança começaram em 1973, ou seja que até então embarcar era fácil: chegava, entregava o bilhete dividido em 3 partes e era-lhe entregue o bilhete de embarque, nem necessitava do seu bilhete de identificação. Agora pode demorar uma hora ou mais para conseguir passar pelas verificações de segurança, mas vale a pena.

Hoje, quando finalmente chega ao avião é recebido pela tripulação de ambos os sexos com uma aparência amigável que o assiste durante o voo e explica o protocolo de emergência. Há 50 anos apenas as mulheres podiam ser hospedeiras de bordo: tinham de ser jovens, bonitas, charmosas e solteiras para conseguirem o lugar. As regras de muitas companhias aéreas ditavam que as hospedeiras só poderiam trabalhar até ao 32º aniversário, bem como o casamento também significava reforma. As hospedeiras de bordo tinham de pendurar os casacos, entregar revistas, servir refeições e ter conversas agradáveis com os passageiros.

Voar, naqueles tempos, era um sinal de riqueza. As viagens aéreas eram vistas como um meio de transporte luxuoso e aventureiro com confortos que seriam inimagináveis nos nossos dias. Bares, mesas e até pianos estavam no avião para dar a melhor experiência de luxo. E, enquanto hoje se queixa sobre a falta de espaço para as pernas, há 50 anos, havia espaço suficiente não só para se sentar confortavelmente, como para andar ou até mesmo dançar.

A comida nos aviões era também bastante diferente. Hoje pode ter direito a um snack de cortesia, mas naquele tempo, jantar nas nuvens tinha, sim, adivinhou, um sabor luxuoso. Refeições servidas em serviços de porcelana nos quais comia com talheres de prata. Saladas, carnes e até mesmo lagosta eram refeições servidas durante os voos e poderia “empurrar” tudo com um copo de champagne ou brandy.

Na realidade, beber durante o voo era bastante comum uma vez que não havia muito mais a fazer a bordo. Sim, algumas pessoas liam livros, escreviam postais ou jogavam xadrez, mas muitos preferiam ter a experiência de uma festa acima das nuvens, regada com muita bebida. Agora tem os passageiros têm os seus aparelhos eletrónicos para entreter durante o voo com várias horas de filmes, música e jogos. Aviões nos anos 50 e 60 tinham regras bastante livres no que diz respeito a fumar, sendo a única regra que só poderia fumar depois de levantar voo. Imagine-se fechado num ambiente cheio de fumo durante horas sem um sopro de ar fresco. Se é disso que gosta, teria adorado aquela época. Na realidade, os aviões apenas proibiram os passageiros de fumar no final dos anos 90, portanto, fumar nos aviões é um passado não tão longínquo.

No entanto, enquanto as viagens nos anos 50 e 60 soam mais glamorosas e divertidas, eram muito mais perigosas do que são hoje em dia. Não era seguro aterrar com nevoeiro, havia vários acidentes e colisões no ar eram comuns. Pode parecer engraçado, mas os motores costumavam cair do avião e costumava acontecer com tanta frequências que contratempos como esse já não eram contados como acidentes, desde que o outro motor conseguisse aterrar o avião em segurança.

Turbulência também era uma preocupação a ter em conta – hoje em dia é apenas um pequeno susto para os passageiros, mas naquele tempo poderia custar-lhe a vida. Os aviões tinham tetos mais baixos e os cintos de segurança tinham um design inferior, pelo que a turbulência poderia partir o pescoço a algum dos passageiros. Outro perigo de segurança eram os separadores de vidro que separavam a primeira classe da económica e, ainda que dessem um bom aspeto, a turbulência poderia fazer com que se partissem.

Viagens durante os anos 50 e 60 eram bastante lentas à luz do que temos hoje. De acordo com os horários de voo da Aer Lingus em 1952, um voo de Dublin para Londres demorava 3 horas e de Dublin para Paris 4 horas e 25 minutos. Hoje, o mesmo voo com as mesmas companhias aéreas demoraria uma hora e 35 minutos e uma hora e 45 minutos, respetivamente.

No final de contas, terão sido os “Anos Dourados das viagens de avião” realmente tão dourados assim? Você decide.

Sobre a SKYCOP:

A SKYCOP é uma empresa que defende os passageiros e seus direitos numa luta contra a má conduta das companhias aéreas em relação a reembolsos de voos.
A plataforma online global da empresa, www.skycop.com, oferece a gestão simplificada de reclamações para voos atrasados, cancelados ou sobrelotados para passageiros em todo o mundo.

 

Tags: Anos DouradosaviaçãoSKYCOPviagens aéreas
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Alfredo Beleza

Alfredo Beleza

É o fundador e director editorial do TecheNet. Com carreira internacional como CEO e director comercial e de marketing em empresas em Portugal, na Suíça e no Brasil, desenvolveu uma perspectiva aprofundada sobre a intersecção entre tecnologia, negócios e mercados globais. Com formação em Gestão, Administração e Marketing pela Webster University, na Suíça, fundou o TecheNet como um projecto editorial comprometido com o rigor e a imparcialidade da informação tecnológica em língua portuguesa.

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