Check Point: dezembro trouxe novidades no Top de Malware

top de malware em Portugal e no mundo

Em Dezembro, o Índice de Impacto Global de Ameaças da Check Point viu o SmokeLoader entrar no topo da lista do índice de malware pela primeira vez. O índice revela que o SmokeLoader, um downloader de segunda fase conhecido pelos investigadores desde 2011, subiu 11 lugares em dezembro ocupando o 9º lugar da tabela. Depois do aumento de atividade na Ucrânia e no Japão, o seu impacto global cresceu em 20%. O SmokeLoader é utilizado maioritariamente para carregar outro malware, como o Trickbot Banker, AZORult Infostealer e Panda Banker.




Os malware de criptomineração continuam a liderar este índice, com o Coinhive a manter a sua primeira posição pelo 13º mês consecutivo e atingindo 12% das empresas em todo o mundo. O XMRig foi o segundo malware mais prevalecente com um alcance global de 8%, seguido do miner JSEcoin com o terceiro lugar no impacto global com 7%. Apesar da queda no valor das criptomoedas em 2018, as empresas continuam a ser alvo dos criptomineradores

O relatório também demonstra que os banking Trojans continuam a subir no índice. O Ramnit, um banking trojan que rouba as credenciais de acesso e outros dados sensíveis, voltou a entrar no top 10, ocupando agora o 8º lugar.

Maya Horowitz Threat Intelligence and Research Director na Check Point comenta: “O relatório de dezembro mostra o aparecimento do SmokeLoader no top 10 da lista pela primeira vez. O seu súbito aumento na prevalência reforça a tendência do aumento de malwares prejudiciais e multifunções no Índice de Impacto Global de Ameaças, sendo que o top 10 está igualmente dividido entre criptominers e malware que utilizam diversos métodos para distribuir ameaças. A diversidade de malware que existe dentro do Índice indica que é crucial que as empresas apliquem uma estratégia de cibersegurança multicamadas que os proteja tanto das famílias de malware já conhecidas como de novas ameaças.” 

O Top 3 dos “Mais Procurados” de Dezembro em Portugal:

*As setas estão relacionadas com as mudanças de posição no ranking comprador com o mês anterior.

  1. ↔ Coinhive – É um Cripto Miner desenhado para realizar mining online da criptomoeda Monero quando um utilizador entra na página web sem autorização do utilizador. O JavaScript implementado utiliza elevados recursos de computação do utilizador final para minar moedas, impactando assim a performance dos dispositivos. Este cryptominer teve um impacto nacional de 22%.
  2. Cryptoloot – É um malware de Cripto Mineração que utiliza a energia e os recursos existentes do CPU ou GPU para fazer criptomining adicionando transações para criar mais moedas. É um concorrente do Coinhive que tenta tirar-lhe quota de mercado ao pedir uma percentagem de resgate menor de receitas aos websites. Este teve um impacto nacional de 18.38%.
  3. XMRig – É um software de mining em CPU de código aberto utilizado no processo de mining da criptomoeda do Monero. Foi visto pela primeira vez em maio de 2017 e teve um impacto nacional de 12.45%.

O Triada, um backdoor modular para Android, manteve o primeiro lugar na lista de top Mobile Malware. O Guerilla subiu para o segundo lugar, substituindo o Hiddad. Entretanto, o Lotoor substituiu no terceiro lugar o banking Trojan e ladrão de informações, Lokibot.

Top Mobile Malware do Mundo durante o mês de dezembro de 2018

  1. Triada – É um Backdoor modular para Android que dá privilégios de super-utilizador para fazer download de malware e permite que seja incorporado nos processadores. O Triada já foi encontrado a fazer spoofing em URLs abertos nos browsers.
  2. Guerilla – É um ad-clicker para Android que tem a habilidade de comunicar com um servidor command and control (C&C) remotamente, fazer download de plugins maliciosos e realizar um ad-clicking agressivo sem a permissão ou conhecimento do utilizador.
  3. Lotoor – É uma ferramenta de hacking que explora as vulnerabilidades num sistema operativo Android para ganhar privilégios de administração nos dispositivos móveis comprometidos.

Os analistas da Check Point também analisaram as cibervulnerabilidades mais exploradas. Mantendo o primeiro lugar o CVE-2017-7269, em que o seu impacto global aumentou ligeiramente para 49%, comparado com os 47% de novembro. Em segundo lugar está o OpenSSL TLS DTLS Heartbeat Information Disclosure com um impacto global de 42%. Logo de seguida, em terceiro lugar, está o PHPMyAdmin Misconfiguration Code Injection com um impacto de 41%.

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Nilton é um entusiasta das novas tendências tecnológicas e do impacto que estas têm nas organizações e no nosso dia a dia.

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