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Fake news, como distinguir sobre o tema Covid-19?

Nilton Almada por Nilton Almada
18/03/2020 - Atualizado a 19/03/2020
Em Check Point Software, Segurança

Como combater as fake news que nos chegam em cadeias de mensagens de texto, vídeos, tweets?

Nos últimos tempos, a corrente de informação e notícias sobre o Covid-19 está a tomar conta da actualidade informativa. A incerteza em torno da situação actual faz que no final do dia recebamos milhares de mensagens alertando para possíveis riscos, novos dados, conselhos sobre como combater o coronavírus, etc. cuja verosimilhança influencia a opinião dos utilizadores.

A Check Point® Software Technologies Ltd., fornecedor líder de soluções globais de cibersegurança, alerta que os cibdercriminosos aproveitam-se de todo este caudal de comunicações para difundir fake news e gerar assim maior confusão e incerteza, bem como ter acesso a uma grande quantidade de dados.

“Em termos gerais, principalmente em momentos como os que estamos a viver, a informação é uma arma muito poderosa e crucial que pode marcar a próxima crise global em que nos encontramos imersos”, refere Mario García, diretor geral da Check Point para Espanha e Portugal. “Os cibercriminosos estão conscientes disto e dos danos que geram as conhecidas fake news, daí que se aproveitam para lançar campanhas massivas deste tipo de ameaça virtual. Por tanto, para garantir a segurança e veracidade da informação tanto no mundo virtual como no real, é fundamental ajudar os utilizadores a saber distinguir e evitar fazer caso de notícias falsas”, acrescenta Mario García.

Como saber quando estamos perante uma fake news?


Nos últimos dias, são muitas as mensagens que os utilizadores têm recebido por diversas plataformas como correio eletrónico, aplicações de mensagem instantânea, etc. em que se partilhavam notícias com informação sobre o vírus. Por este motivo, os especialistas da Check Point sugerem as 5 perguntas chave que deverá fazer-se para distinguir as fake news:

  1. Quem me enviou isto e porquê? Esta pergunta é fundamental, para todo o tipo de comunicação produzida por correio eletrónico. Os cibercriminosos sabem roubar a identidade de organizações ou de fontes fiáveis nas mensagens que enviam com o fim de ganhar a confiança do receptor. Por este motivo, quando recebemos qualquer tipo de notificação é vital comprovar se estamos subscritos em algum tipo de newsletter ou qualquer outro tipo de serviço de comunicações emitido pela suposta entidade, já que, caso contrário, é praticamente impossível que possam ter os nossos dados como o correio eletrónico, para não dizer que não teriam qualquer tipo de motivos para contactarem connosco.
  2. Tem erros de ortografia ou gramaticais? Não há dúvida que o factor de erro humano na redação está muito presente e que, na hora de escrever um texto, é muito fácil cometer algum erro ortográfico e nem se dar conta. Rever a qualidade do texto da notícia que nos enviam também deixa pistas para sabermos se estamos perante um texto que provém de uma fonte de confiança ou não. No caso de ao longo do conteúdo se repetirem de forma recorrente erros de concordância gramatical em termos de uso do género ou quanto à conjugação dos tempos verbais, então é  bem provável que nos encontremos perante um texto escrito numa língua estrangeira e que foi traduzido por meio de algum programa informático e que não tenha sido revisto corretamente.
  3. O link incluído para clicar é el verdadeiro? Em muitas ocasiões, não se partilha a notícia, mas junta-se um link que redirige o utilizador para uma determinada página web. Nesta situação, é fundamental comprovar o URL, já que os cibercriminosos tendem a criar webs de fake news que copiam a imagem e o formato das páginas web de meios de comunicação, criação de páginas web com informação variada, etc.  Neste sentido, em caso de dúvida, na rede também há sites especiais disponíveis que permitem aos utilizadores verificar que as páginas web que estão a visitar são de confiança e o tempo que um determinado domínio se encontra activo, já que se foi criado há pouco, muito provavelmente trata-se de uma página web falsa criada para levar a cabo actividades fraudulentas.
  4. Utiliza fontes de confiança? Uma das bases de uma notícia de confiança, principalmente quando apresenta valores ou dados, é utilizar fontes que aportem credibilidade e sustentação à notícia. Na internet há milhões de páginas web de onde se pode sacar informação, mas é sempre muito mais recomendável utilizar fontes oficiais (por exemplo, agora com o caso do Covid-19, webs de instituições públicas como o Ministério da Saúde, Direção Geral da Saúde ou organizações como a OMS). Caso contrário, em que as fontes sejam desconhecidas e de precedência duvidosa, muito provavelmente estamos perante uma notícia falsa. 
  5. É mesmo verdade que é uma informação exclusiva? Não há dúvida que os meios de comunicação, em certas ocasiões, contam com dados ou fontes que outros meios não têm acesso. Se estamos perante uma notícia que declara ser exclusiva, devemos suspeitar, já que em caso de nenhum outro meio de comunicação faça eco dessa informação, pode significar que estamos ante uma fake news. Para isso, é muito recomendável o utilizar Google News, já que ao inserir palavras chave relacionadas com o artigo, o software mostrará unicamente notícias relacionadas que provenham de fontes verídicas. Se não existem resultados, então essa informação não é de fiar.
  6. “Os cibercriminosos aproveitam estes momentos de desconcerto e de pânico generalizado para gerar fake news com o objetivo de aumentar a incerteza e dificultar o acesso à informação verdadeira. Por este motivo, é fundamental estar prevenidos perante a avalanche de notícias que recebemos diariamente, já que nem todas são reais. Utilizar o senso comum, verificar as fontes e os URLs, bem como comprovar que outros meios fazem eco de informações similares, são ciberconselhos simples que permitem evitar ser vítima das noticias falsas”, conclui Mario García.
Tags: coronavíruscovid-19fake news
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Nilton Almada

Nilton Almada

Nilton é um entusiasta das novas tendências tecnológicas e do impacto que estas têm nas organizações e no nosso dia a dia.

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