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Atualização “The Merge” da Ethereum: Tudo o Que Precisa Saber

Alfredo Beleza por Alfredo Beleza
17/09/2022
Em Criptomoedas

Esta semana (mais precisamente no dia 15 de setembro), a “mainnet” (rede principal) da Ethereum mudou de um mecanismo de consenso Proof of Work para o mecanismo Proof of Stake, através de uma atualização chamada “The Merge” (em tradução livre, “a fusão”).

Atualização “the merge” da ethereum

A “The Merge” faz parte de uma série de grandes atualizações do ecossistema Ethereum, que também inclui “The Surge”, “The Verge”, “The Purge” e “The Splurge”. O objetivo destas atualizações é fornecer mais escalabilidade e eficiência energética à Ethereum. A Merge combina a mainnet da Ethereum com a rede Proof of Stake da Beacon Chain. 

Já recentemente explicámos como irá ser a chamada Ethereum 2.0. Neste artigo da Binance Academy, vamos concentrar-nos sobretudo nas alterações trazidas pela “The Merge”.

Introdução

Desde o seu lançamento, em 2015, a Ethereum estabeleceu-se na indústria blockchain como uma plataforma descentralizada muito popular, permitindo que milhares de projetos fossem criados na sua blockchain.

Embora continue a ser uma das blockchains mais importantes, a infraestrutura atual da Ethereum não fornece a escalabilidade necessária às suas operações para atender à crescente procura global. Para combater a falta de escalabilidade, a equipa da Ethereum propôs um conjunto de atualizações que resultariam numa versão evoluída da sua blockchain. Essas atualizações incluem a Beacon Chain, The Merge, The Surge, The Verge, The Purge e The Splurge.

Porque é que a Ethereum está a implementar estas atualizações?

Geralmente, as blockchains são desenvolvidas com um princípio fundamental de descentralização e não dependem de uma autoridade central. Os benefícios de blockchains descentralizadas incluem o facto de serem permissionless, trustless e mais seguras, graças à sua resistência contra pontos únicos de falha.

À medida que as blockchains se tornam mais populares, as plataformas devem garantir ser capazes de atender à necessidade global de processamento rápido de transações, também chamada “procura de escalabilidade”.

Caso contrário, a rede pode ter congestionamentos, quando a capacidade da blockchain for sobrecarregada com um grande número de transações pendentes. Muitas vezes, isso provoca um aumento nas taxas de transação. No entanto, alcançar segurança e escalabilidade pode ser uma tarefa difícil, caso as blockchains queiram preservar sua natureza descentralizada.

Este problema é explicado pelo conceito do trilema de escalabilidade, proposto por Vitalik Buterin. O Trilema da Blockchain descreve o desafio de equilibrar três propriedades importantes – escalabilidade, segurança e descentralização.

Segundo Vitalik Buterin, a rede Ethereum (pré-Merge), devido ao seu mecanismo de consenso Proof of Work, não era capaz de satisfazer os critérios de escalabilidade. Geralmente, uma blockchain Proof of Work tem mais dificuldade em obter escalabilidade, devido a uma série de motivos: o número de transações que cada bloco pode validar é limitado; e os blocos devem ser minerados a uma taxa constante. 

Por exemplo, o Bitcoin foi projetado para ter blocos minerados a cada 10 minutos em média, de acordo com a dificuldade de mineração, que é ajustada automaticamente pelo protocolo.

Mas, embora o design do Bitcoin seja altamente seguro, em períodos de maior procura, o tempo de bloco combinado com o limite de transações por bloco pode provocar um congestionamento na rede – o que normalmente provoca um aumento considerável nas taxas de transação e tempos de confirmação.

Para superar as limitações do PoW (Proof of Work), a equipa da Ethereum propôs um conjunto de atualizações, globalmente conhecido como Ethereum 2.0 (ETH 2.0), e de que The Merge é o segundo grande passo (o primeiro foi a implementação da Beacon Chain; sobre os restantes mecanismos, consultar este artigo).

Panorama geral dos upgrades da Ethereum

The Merge

Resumidamente, The Merge integra as duas blockchains independentes já existentes no ecossistema da Ethereum: a camada de execução (execution layer) e a camada de consenso (consensus layer – a Beacon Chain).

O que se passou em 15 de setembro foi a fusão da mainnet da Ethereum com o sistema Proof of Stake, coordenado pela Beacon Chain. Após a Merge, o ecossistema usará apenas o Proof of Stake para garantir o funcionamento e segurança da sua rede.

Mecanismo de Consenso

Com a implementação da Merge, o Proof of Work da Ethereum será substituído pelo mecanismo de consenso Proof of Stake. Em vez de depender do processo de mineração, os blocos serão criados (ou forjados) por nodes chamados “validadores”. Periodicamente, um node é designado de forma aleatória para validar um bloco candidato. Para realizar esse serviço, os validadores recebem incentivos na forma de taxas de transação e recompensas de staking. Como não há competição entre nodes para a adição de um novo bloco, o PoS consome significativamente menos recursos do que o PoW, tornando-o mais sustentável.

Até agora, a Beacon Chain processava apenas uma parte das transações da rede. Com a Merge, a Beacon Chain será o principal local de obtenção de consenso.

Tokens

O histórico de transações da Ethereum será fundido com a Beacon Chain, mas não haverá alterações em relação à sua moeda, Ether (ETH). Os fundos ETH permanecerão acessíveis após a Merge e os utilizadores do token ETH não precisam de se preocupar com nenhuma medida ou preparação necessária antes ou após da atualização.

O modelo atual possui um sistema de emissão de tokens que distribui cerca de 13.000 ETH por dia através da mineração e das recompensas de staking. Com a implementação da Merge, já não haverá recompensas de mineração, reduzindo a emissão de novos tokens ETH para aproximadamente 1.600 ETH por dia, provenientes apenas das recompensas de staking.

O que vem depois da atualização The Merge?

Embora ainda não exista um anúncio oficial sobre as outras atualizações da Ethereum (The Surge, The Verge, The Purge e The Splurge), o Sharding (do inglês, “fragmentação”) está definitivamente em andamento. A sua implementação está prevista para 2023.

Aparentemente, a Ethereum está a preparar-se para o futuro e para assumir uma enorme carga de transações, o que deve incentivar a sua adoção em massa. Quanto mais soluções disponíveis, mais chances de reduzir o congestionamento da rede de modo geral. Além do mais, isto também pode evitar pontos únicos de falha se uma solução de escalabilidade se revelar insuficiente. Ter várias soluções de escalabilidade não apenas prepara a rede para aumentar a velocidade e a taxa de transferência das transações, mas também ajuda os utilizadores, reduzindo os custos desses serviços.

Impacto da Merge sobre o ETH

Como um dos mais importantes projetos de blockchain da segunda geração, a Ethereum foi lançada com um fornecimento inicial de 72 milhões de Ether (ETH). Sob o seu modelo PoW original, uma grande percentagem desse fornecimento de tokens é usada para incentivar os mineradores a garantir a segurança da rede.

Após a mudança para o PoS, as recompensas de mineração já não serão distribuídas. Sendo assim, haverá uma redução líquida na emissão anual de ETH de aproximadamente 90%. Se a lei da oferta e procura prevalecer, é possível que o preço do ETH aumente. No entanto, os mercados financeiros são imprevisíveis e voláteis e há muitos outros fatores em jogo.

Impacto da Merge sobre o BETH

BETH é uma versão tokenizada do ETH em staking na Binance. Com a Merge, os mineradores já não poderão ganhar recompensas do Proof of Work. Em vez disso, os validadores receberão recompensas de staking, bem como taxas de transação que foram oferecidas aos mineradores antes da Merge.

Adicionalmente, após a Merge, os validadores receberão parte das recompensas do valor máximo extraível de cada bloco (Maximum Extractable Value – MEV). O rendimento anual (APR) deve ter um aumento quando o token BETH adotar esse modelo. Portanto, espera-se que a taxa percentual anual (APR) aumente significativamente.

Considerações finais

A Merge é a segunda de uma série de atualizações importantes da rede Ethereum. Ela foi proposta como uma preparação para implementações e soluções que fornecerão mais escalabilidade.

Após a conclusão de todas as atualizações listadas, a Ethereum provavelmente ficará preparada para lidar com um volume maior de transações, sem comprometer a segurança ou a descentralização.

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Tags: BitcoinEthereumThe Merge
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Alfredo Beleza

Alfredo Beleza

Gestor de empresas, “blogger” e designer. Com uma carreira marcada por experiências internacionais, foi diretor de marketing/comercial em empresas na Suiça e no Brasil. É co-fundador do site de notícias TecheNet, onde partilha a sua paixão pelo mundo da tecnologia.

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