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Fizz: A nova rede social que pode ser o próximo Facebook

Ana Laura Ferreira por Ana Laura Ferreira
15/08/2023
Em Facebook, Notícias, Redes sociais

Acumulando mais de US$41 milhões em investimentos, a rede social criada em Stanford  está sendo chamada de o próximo Facebook. E as semelhanças com o concorrente prometem um futuro promissor.

O aplicativo criado por Ashton Cofer e Teddy Solomon, dois estudantes da universidade de Stanford, vem dando o que falar entres os campûs americanos.

Anteriormente chamado Buzz, o Fizz é um aplicativo muito parecido com redes sociais já conhecidas como Facebook e Twitter – agora renomeado como X -, mas que se destaca em um grande diferencial: o anonimato.

Tela de login do facebook
Imagem: solen feyissa via unsplash

“Originalmente, criamos o Buzz como uma plataforma para nossos amigos se divertirem e ajudarem os alunos a se conectarem ao campus”, disse Cofer ao The Stanford Daily.

O criador da ferramenta afirma ainda que o objetivo do app é “se manter positivo por meio da moderação de conteúdo”.

O que mais preocupa seus utilizadores e investidores são os perigos do anonimato, algo que seus desenvolvedores afirmam não abrirem mão com o app.

Mas essa é apenas a ponta do iceberg que pode se tornar essa rede caso popularizada.

O início da Fizz

O aplicativo surgiu inicialmente como um recurso para facilitar o contato entre os universitários durante o lockdown de COVID-19. Entretanto, desde então essa ideia evoluiu muito.

Imagem de um campus universitário
Imagem: emily karakis via unsplash

O fórum anônimo deixou de ser exclusivo para assuntos acadêmicos e se tornou uma rede de compartilhamento para eventos, tendências, divulgações e muito mais.

Ainda que o ingresso na plataforma seja por um email de Stanford, a Fizz já começou sua expansão, liberando o acesso e estando presente em mais de 80 campus universitários nos EUA.

E seu crescimento não para por aí. Até o fim de 2023 seus criadores planejam estar presentes em mais de 250 escolas.

Outra inovação do app foi sua forma de reagir aos comentários. Deixando para trás os ‘likes’, agora a ferramenta aposta em uma classificação de ‘carma’ com base em votos positivos e negativos, com os quais os utilizadores podem ter ‘efervescência’.

Fizz segue os passos do Facebook

Assim como a rede social de Mark Zuckerberg, a Fizz também nasceu dentro de um ambiente universitário e acabou se expandindo.

Já engatando em uma perspectiva de crescimento mais rápida e exponencial do que o app anterior, a plataforma de Stanford já fez mudanças de nome, rebrand e medidas de controle para a violação de privacidade e anonimato.

Imagem de um campus universitário
Imagem: parker gibbons via unsplash

As medidas vêm principalmente por medo de que se repita a história de certos apps como o YikYak.

Nascido com a mesma ideia do sigilo, o aplicativo acabou por encerrar suas atividades depois de 4 anos.

Os maiores responsáveis por tal declínio foram publicações que incitavam o cyberbullying e discursos de ódio.

O app ressurgiu em 2022 com uma política de proteção à comunidade, mas não teve o mesmo alcance de antes.

Desse modo, as medidas de segurança tomadas pela Fizz vem dando mais confiança para investidores. A Owl Ventures e a NEA foram os primeiros a comprarem a ideia adicionando US$25 milhões em financiamento da Série B à plataforma.

Desde então, o interesse crescente fez com que o aplicativo acumulasse cerca de US$41,5 milhões em financiamento total.

Entretanto, mesmo com as perspectivas positivas, a preocupação com que tipo de ambiente virtual o anonimato pode gerar ainda persiste.

Em relação ao tema, Teddy Solomon afirmou ao jornal estudantil Rice “crescendo em uma era tão tecnológica, somos natural e justificadamente ansiosos [..], e [o Fizz] nos permite ter espaço autêntico suficiente onde seu nome não está anexado.”

“Logo quando você tira esse nome, você é capaz de ser o seu eu autêntico. Você é capaz de se expressar de verdade e isso elimina a ansiedade social que acompanha tudo”, acrescenta ele.

Sem data para furar a bolha universitária, o Fizz ainda é uma perspectiva um tanto distante para utilizadores em geral.

Ainda assim, é uma plataforma e tanto para ficar de olho, especialmente depois da queda no valor de mercado do Twitter e a insatisfação crescente de seus usuários com as medidas tomadas por Elon Musk.

Talvez seja cedo para pensar nela como uma substituta para aplicativos tão populares, mas definitivamente é uma ferramenta com potencial para isso.

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Tags: facebookFIZZrede socialStanforduniversidade
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Ana Laura Ferreira

Ana Laura Ferreira

Graduada em Jornalismo pela UNESP (2022), é especialista em Marketing Digital, com foco em SEO e Comportamento do Consumidor. Apaixonada por cultura e por suas possibilidades de ação dentro da sociedade, participa ativamente de diversos projetos focados em crítica e estética cultural.

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