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Google enfrenta sua primeira ameaça concreta ao monopólio de buscas

Ana Laura Ferreira por Ana Laura Ferreira
09/08/2023
Em Google, Notícias

O Google acaba de entrar para a lista de empresas famosas a sofrerem reivindicações de monopólio pelo governo dos Estados Unidos. Venha entender como isso pode afetar as suas buscas!

Com mais de 500 milhões de utilizadores apenas em território estadunidense e um faturamento de cerca de US$ 280 bilhões, o Google é uma das maiores corporações ativas do mundo atualmente.

O que torna a batalha judicial presidida pelo juiz Amit Mehta, uma das mais importantes das últimas décadas.

O grande problema a ser resolvido na justiça é o monopólio de pesquisa e propaganda da plataforma de buscas, que hoje detém entre 90% e 95% do mercado norte americano.

Imagem de um computador na página inicial de pesquisa do google
Imagem: firmbee. Com via unsplash

De acordo com o governo, esse domínio não se manteve graças ao aprimoramento da ferramenta, mas sim ao bloqueio da concorrência.

Vamos entender mais a fundo como esse sistema que vem sendo discutido nos EUA funciona e como ele afeta as suas pesquisas em qualquer lugar do mundo!

Como o Google Search mantém seu monopólio?

Quando uma pergunta surge em sua cabeça, qual a primeira medida que toma para saná-la?

A resposta mais comum é “eu pesquiso no Google”.

Essa afirmativa é tão verdadeira que muito se fala nas áreas de marketing e comportamento do consumidor sobre a importância de usar a plataforma como a maneira mais efetiva de entrar em contato com os consumidores.

Contudo, você já parou para pensar como o buscador chegou a esse nível de importância em nosso dia a dia?

Segundo dados fornecidos pelo Four Week MBA, o Google paga em média US$ 45 bilhões ao ano para que os principais distribuidores de tecnologia se recusem a vender produtos de empresas concorrentes ao mecanismo de pesquisa.

Algumas das marcas que assinaram acordos desse tipo com a empresa são Apple, LG, Motorola e Samsung, além de navegadores como Opera e Mozilla.

Em outras palavras, a empresa adquiriu todo o espaço na ‘vitrine’ digital, de modo que ele seja sempre a primeira opção oferecida aos utilizadores.

Essa é uma estratégia muito parecida com a feita pela Microsoft em meados de 1990, o qual entrou na lista de grandes casos de monopólio após seu julgamento em 1998.

Fachada da sede da microsoft
Imagem: efes/pixabay

Cerca de 25 anos depois, é a vez do Google enfrentar as consequências do redirecionamento padrão que ele mesmo implantou na web.

O que isso significa para a sua pesquisa?

Muito se fala sobre como os Estados Unidos exercem uma forte influência nas decisões tomadas ao redor do mundo. E com o Google não seria diferente.

Caso a empresa seja considerada culpada pelo judiciário americano, o mercado dos mecanismos de busca poderá se tornar mais competitivo – e quem ganha é o utilizador.

Com as novas tendências de aprendizado de máquina e Inteligência Artificial (IA), o esperado é que os buscadores se tornem mais otimizadores e, por consequência, entreguem resultados cada vez melhores e mais personalizados para cada utilizador.

Essa perspectiva abre possibilidades para um mercado até então dominado pelo Google.

Em entrevista concedida ao Financial Times, em 2020, até mesmo a Apple chegou a mencionar que está preparando seu próprio mecanismo de busca, se precavendo caso seu acordo com o Google acabe junto com o julgamento.

De modo mais resumido, se o governo americano sair vitorioso dessa batalha, que vem rolando desde 2020, o que podemos ver é um mercado mais competitivo e atrativo entre os buscadores online.

O que o Google tem a dizer sobre a acusação?

A estratégia usada pela plataforma para sua defesa é de que o monopólio de pesquisas não é algo prejudicial aos seus utilizadores.

Google on your smartphone g20e9ba717 1280 1 eua, google, google search, notícias

O advogado responsável pela argumentação, John Schmidtlein, afirmou que o fator principal que dá ao Google o aval para manter seu  domínio é a satisfação de seus clientes, uma vez que a ferramenta busca comprovar tal contentamento no tribunal.

Entretanto, essa pode ser uma estratégia pouco efetiva.

Comentários como o do ex-Google, Praveen Seshadri – que afirmou que “o Google tem mais de 175.000 funcionários capazes e bem remunerados que fazem muito pouco” -, podem representar uma batalha difícil para a empresa.

Mas e você, qual a sua opinião sobre o monopólio do Google nos buscadores online? 

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Tags: EUAgoogleGoogle SearchNotícias
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Ana Laura Ferreira

Ana Laura Ferreira

Graduada em Jornalismo pela UNESP (2022), é especialista em Marketing Digital, com foco em SEO e Comportamento do Consumidor. Apaixonada por cultura e por suas possibilidades de ação dentro da sociedade, participa ativamente de diversos projetos focados em crítica e estética cultural.

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