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Artigo exclusivo

A IA garante a evolução da contabilidade, mas é preciso confiar primeiro

por Aaron Harris, CTO da Sage

Convidado por Convidado
24/05/2024
Em Opinião
A ia garante a evolução da contabilidade, mas é preciso confiar primeiro
Aaron harris, cto da sage

Uma visão assente nos contabilistas usarem a IA não só para tarefas de rotina, mas também para obterem informações mais detalhadas sobre dados financeiros, para lhes proporcionar um pensamento mais estratégico e impulsionar o crescimento da empresa, está mais próxima de se concretizar do que se pensa. Mas depende de um fator crítico: a confiança. Este é o principal ponto de atrito que ressalta ao explorarmos as oportunidades que a IA proporciona à contabilidade.

70% dos membros da ACCA (um organismo global de contabilistas profissionais) concordam que a IA tem a capacidade de lhes disponibilizar mais tempo para se concentrarem em tarefas críticas para a empresa, e um estudo revela que 69% dos contabilistas acreditam que a IA tem um impacto positivo na profissão. Contudo, 89% dos inquiridos admitem terem pelo menos uma preocupação em relação à IA, e um estudo mais geral da KPMG revela que 3 em cada 5 pessoas têm receio de confiar nestes sistemas.

Neste sentido, se a confiança é o maior obstáculo para a adoção de IA, como é que os programadores de IA conseguem garanti-la? Como é que conseguem incutir confiança na IA para que esta consiga transformar a indústria de forma significativa? Para mim a resposta está em apresentar uma abordagem metódica, isto é, dar o mesmo grau de importância ao ‘como’, ‘quando’, e ‘porquê’ é que a IA está a ser implementada, do que ao ‘o que é que’ ela consegue fazer.

Transparência é sinónimo de confiança

Para construir uma relação de confiança com as soluções de IA é necessário começar por deixar claro desde o início o que é que se pretende fazer com a tecnologia, explicando o ‘porquê’ e o ‘como’ de forma transparente. A base deve ser criar e partilhar princípios de IA e dados que tenham como prioridade questões éticas. Isto implica ter em conta o impacto que o uso de IA terá do ponto de vista individual, coletivo, e social, podendo ser necessário ter de explicar as razões da utilização dos dados a priori e investir em investigação e desenvolvimento – como por exemplo o uso seguro de Large Language Models (LLM) – de forma a serem evitados enviesamentos na própria tecnologia.

Inovação e segurança na mesma medida

A IA tem a capacidade de garantir novos níveis de eficiência e produtividade. Mas num setor que existe para dar garantias às empresas e aos mercados, os utilizadores precisam de ser assegurados de que a tecnologia irá cumprir as tarefas de forma competente e segura. Até porque, em última instância, independentemente do grau de automatização, irá sempre haver um ser humano responsável pelo resultado.

Neste sentido, é necessário ir para além de automatizar tarefas repetitivas, fazendo investimentos tecnológicos que permitam que os contabilistas consigam proporcionar uma liderança estratégica e de confiança às empresas que servem. Esta é uma prioridade que pode ser conseguida através: de uma visão tecnológica e aposta na contabilidade contínua, garantia contínua e conhecimentos (insights) contínuos. 

A contabilidade contínua está atenta à atividade empresarial e contabiliza-a em tempo real. Porém, nenhum contabilista utiliza estes dados para tomar decisões se não confiar que o resultado é preciso. Para tal, acrescentamos a garantia contínua, que permite usar a IA e outras tecnologias para detetar anomalias que podem ser revistas por um ser humano aquando seja necessário tomar uma decisão crítica. A partir daqui as equipas de contabilidade conseguem escapar de ciclos como os fechos e as auditorias e concentrarem-se no futuro. Isto traz-nos à terceira área de investimento em inovação, os insights contínuos. Nesta etapa, a IA é utilizada como uma estratégia de previsão sobre a empresa que alerta os contabilistas quando ocorrem alterações, de forma a poderem decidir o que fazer em tempo real.

A IA não serve tudo e todos

Quem desenvolve tecnologia de IA tem de ter uma atitude de humildade e de responsabilidade, e pôr de lado o lema que tem existido ao longo da inovação tecnológica tradicional “avançar rapidamente e partir coisas” (do inglês, “move fast and break things”). É inegável que a IA é capaz de feitos extraordinários e que permite ao ser humano ultrapassar barreiras, que eram intrespassáveis. Contudo, é crucial ter noção de que não é perfeita para tudo. Um foco de investigação essencial, do ponto de vista da equipa de ciência de dados e engenharia de IA, é como detetar e evitar alucinações da IA. Além disso, importa também que os fornecedores de tecnologia de IA avancem segundo a política de que a IA nunca deve ser usada de uma forma que coloque em causa a confiança dos utilizadores.

Colaboração estreita com clientes

Se o objetivo é que os clientes se sintam confiantes a usar IA, então também é fundamental que sintam que estão sob controlo. Isto traduz-se em implementar uma política que permite aos utilizadores confirmarem e reverem o que receberem. Além disso, é fundamental envolver o utilizador na fase de desenvolvimento, de forma que o produto reflita e represente as pessoas para as quais desenvolvemos esta tecnologia. Ao contrário da tecnologia tradicional, não é possível criar IA sem o cliente. Isto é verdade quer de um ponto de vista prático (são os clientes que fornecem os dados que vão treinar a IA), quer de um ponto de vista holístico, garantindo que a IA se comporte da forma que os nossos clientes esperam que um humano se comporte.

Esta estratégia, de trabalhar em colaboração estreita com o cliente, permite avaliar quais as questões mais prioritárias – as suas maiores necessidades e desafios – e, assim, desenvolver IA com um elevado nível de adaptabilidade. Ao integrarmos o feedback humano na experiência podemos identificar em tempo real quando algo precisa de ser ajustado. Este facto foi – e continua a ser – fundamental para a introdução de assistentes de negócio baseados em IA generativa. Não se trata apenas de utilizar a tecnologia para ajudar os clientes a serem mais produtivos, mas também para lhes permitir ter empregos e vidas mais gratificantes.

Gerar confiança a cada passo

É inegável que existe um grande entusiasmo em torno da IA por parte dos contabilistas, mas para avançar é fundamental criar um laço de confiança antes de tudo. Para tal, é necessário que a IA seja implementada de forma cuidadosa, que haja uma comunicação clara e que se possa contar com a colaboração dos criadores de IA ao longo de todo o processo. É necessário transmitir a mensagem de que a IA está aqui para melhorar e não para substituir a inteligência humana; que ela não compromete a integridade dos dados e faz o trabalho com competência; e que terá sempre em atenção ter controlo humano. Esta tecnologia consegue, assim, não só melhorar a eficiência, como garantir que os dados financeiros fornecidos pelos contabilistas sejam precisos. É altura de tirar partido da vantagem de trabalhar com IA, para entrar com o pé direito numa nova era de contabilidade baseada na confiança e na inovação.

Este artigo de opinião é da autoria de

Aaron Harris, CTO da Sage

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