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Perplexity: a nova IA que paga às notícias, mas apaga os jornalistas

Vitor Urbano por Vitor Urbano
28/08/2025
Em Inteligência Artificial, Tecnologia

A startup de inteligência artificial Perplexity acaba de lançar um novo serviço que, à primeira vista, parece ser a solução para o caos da publicidade online e uma forma mais justa de consumir notícias. Chama-se Comet Plus, é um browser de IA com uma subscrição de 5 dólares por mês, e a sua promessa é simples: dar-te acesso a conteúdo de notícias premium, pagando diretamente aos editores por isso.

É uma proposta aliciante. Num mundo digital saturado de anúncios, a ideia de pagar uma pequena quantia para ter acesso a jornalismo de qualidade, com 80% da receita a ir para quem o produz, soa a uma lufada de ar fresco. No entanto, um olhar mais atento revela que esta solução pode ser uma faca de dois gumes, que paga ao agricultor mas transforma a colheita em “ração” para a IA, apagando pelo caminho a peça mais importante: o autor.

Perplexity comet plus (2)

Uma proposta que parece justa (à primeira vista)

O modelo de negócio do Comet Plus é inovador. Com uma subscrição mensal de 5 dólares, ganhas acesso, através da IA, a conteúdo de publicações de renome que normalmente estariam atrás de uma paywall, como a Gannett ou a Der Spiegel. A Perplexity garante que 80% das taxas de subscrição são pagas diretamente a estes editores.

A empresa vai ainda mais longe, afirmando que os pagamentos são feitos de três formas:

  • Quando visitas uma notícia a partir do browser.
  • Quando o conteúdo de uma publicação é citado numa resposta da IA.
  • Quando um agente de IA usa esse conteúdo para completar uma tarefa para ti.

A ideia é que, se o conteúdo tem valor, quem o produz deve ser pago por esse valor. É um modelo que, sem dúvida, parece mais justo do que o atual sistema baseado em cliques e anúncios.

O moedor de salsichas de IA e o jornalista invisível

Apesar das boas intenções, o modelo do Comet Plus levanta uma questão fundamental. Ele continua a tratar o jornalismo, mesmo o que é pago, como uma matéria-prima para ser triturada e processada pela sua inteligência artificial. A experiência que te é entregue não é o artigo original, mas sim um resumo, uma resposta destilada, projetada para ser breve e rápida.

O problema? Ao fazer isto, a IA retira ao texto tudo o que o tornava valioso em primeiro lugar: a voz do autor, a estrutura da narrativa, o contexto. Recebes as respostas, mas perdes a história. E, mais importante ainda, perdes a ligação com quem a escreveu.

Este modelo não só não incentiva a leitura do trabalho original, como, na verdade, te dá menos razões para o fazeres. Para quê ler cinco artigos sobre um tema se podes pedir à IA para te dar um resumo dos cinco? É ótimo para a eficiência, mas terrível para os autores, cujo trabalho fica enterrado algures no resultado final.

Perplexity comet plus

Uma solução que ignora o verdadeiro problema

É preciso dar crédito à Perplexity por, pelo menos, tentar resolver o problema da monetização do jornalismo na era da IA. É uma abordagem mais respeitável do que a de outras plataformas. No entanto, é uma “fina camada de respeitabilidade” que ignora a confusão que está por baixo.

Se o objetivo é reconstruir o modelo de uma forma que ajude os escritores, então o design tem de ser focado na visibilidade, e não apenas na monetização. E se queres que as pessoas se importem com artigos escritos por humanos, resumi-los a frases curtas e simplistas não vai ajudar.

Não importa o que o Comet Plus possa afirmar, ele comete o mesmo erro que todas as plataformas de IA têm cometido desde 2022: trata o trabalho original como um recurso a ser explorado, e não como uma experiência a ser preservada. A fria verdade é esta: a maioria das pessoas nunca saberá o nome do vencedor de um Pulitzer ou do freelancer brilhante cujo trabalho o seu assistente de IA acabou de resumir. Poderão ter os factos, mas irão perder o mais importante, mesmo que paguem 5 dólares por mês para o fazer.

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Vitor Urbano

Vitor Urbano

Frequentou a licenciatura de Desporto em Setúbal e atualmente reside na Letónia. Apaixonado por novas tecnologias e fã do "pequeno" Android desde 2009.

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