A eterna guerra entre a Apple e a Samsung acaba de ganhar mais um capítulo empolgante. Se és um fã de fotografia mobile e estavas à espera que o novíssimo Samsung Galaxy S26 Ultra esmagasse completamente o iPhone 17 Pro (que já se encontra no mercado desde setembro de 2025), talvez tenhas de moderar um pouco as tuas expectativas. Os conceituados especialistas da DxOMark acabaram de lançar os seus testes iniciais às câmaras do novo “monstro” sul-coreano e os resultados são verdadeiramente surpreendentes.
Apesar de a Samsung ter feito melhorias gigantescas e muito aguardadas no seu hardware, a Apple parece continuar a segurar a coroa naquilo que toca à consistência e precisão. Vamos mergulhar nos detalhes técnicos para perceberes exatamente o que está a acontecer.

O hardware do S26 Ultra: mais luz e novos prismas
No papel, quando olhas para a ficha técnica, o Galaxy S26 Ultra até parece bastante semelhante ao seu antecessor, o S25 Ultra. A Samsung decidiu jogar pelo seguro numa parte do conjunto, mantendo exatamente a mesma câmara ultra-grande angular de 50 MP (com o sensor de 1/2.52 polegadas e abertura f/1.9) e a mesma lente teleobjetiva de 10 MP para o teu zoom habitual de 3x. Mas a verdadeira revolução, e onde a marca asiática gastou o grosso do seu orçamento, foi nas câmaras principal e de zoom de longo alcance.
A grande estrela da companhia continua a ser o sensor principal de 200 MP, mas agora com um truque fenomenal na manga: uma abertura incrivelmente luminosa de f/1.4 (substituindo a antiga f/1.7). Para ti, no dia a dia, isto traduz-se numa coisa simples mas vital: esta lente deixa entrar cerca de 47% mais luz até ao sensor. Na teoria e na prática, isto significa que as tuas fotografias noturnas, ou os registos em ambientes muito fechados e escuros, vão ter muito mais detalhe e muito menos daquele “grão” irritante (o ruído digital) que costuma arruinar as fotos noturnas.
Outra mudança drástica aconteceu na câmara teleobjetiva periscópica de 5x, que agora conta com 50 MP e uma abertura de f/2.9. A Samsung introduziu um design interno mais compacto chamado ALoP (Adaptive Lens on Prism). Se gostas de tirar fotos com o fundo artisticamente desfocado, vais notar que os pontos de luz no fundo (o famoso efeito bokeh) aparecem agora muito mais redondos, suaves e naturais, perdendo aquele aspeto quadrado e artificial dos modelos anteriores. A desvantagem desta nova lente é que a distância mínima de focagem aumentou para os 52 centímetros. Isto significa que vais ter um pouco mais de dificuldade se quiseres tirar fotos macro ou focar em objetos que estejam demasiado colados à lente do telemóvel.
Porque é que o iPhone 17 Pro continua a ganhar?
Os testes exaustivos da DxOMark confirmam que estas afinações da Samsung fazem a diferença real. O S26 Ultra capta, de facto, fotos noturnas mais limpas e apresenta tons de pele muito mais naturais e fiéis do que o modelo do ano passado. Os retratos estão também mais equilibrados e agradáveis. Então, porque é que o iPhone 17 Pro continua a ganhar o braço de ferro? O segredo está na precisão cirúrgica do software da Apple.

A equipa da DxOMark notou que o foco automático do Galaxy S26 Ultra ainda engasga e tem dificuldades ocasionais quando tenta detetar rostos em movimento. Além disso, no modo retrato, a Samsung ainda cria alguns recortes artificiais (os chamados artefactos) à volta do sujeito, misturando pontualmente o cabelo da pessoa com o fundo desfocado. O iPhone 17 Pro continua a entregar imagens ligeiramente mais limpas e sem sobressaltos nas condições de pouca luz mais extremas e desafiantes. Quando tiras um retrato com o iPhone, a separação computacional entre a pessoa e um fundo complexo é praticamente imaculada e instantânea.
Para finalizar a análise, o que fica claro para os consumidores é que a Samsung fez um trabalho técnico notável ao evoluir o seu sistema fotográfico, entregando um equipamento de luxo inegável para qualquer amante de fotografia. Contudo, a consistência implacável da Apple, especialmente na forma como o seu software processa imagens difíceis e foca os rostos sem hesitar uma única vez, continua a dar-lhe uma pequena, mas decisiva, vantagem técnica nos cobiçados testes da DxOMark. A escolha final será sempre tua, dependendo puramente se preferes a versatilidade de zoom brutal oferecida pela Samsung ou a fiabilidade constante de “apontar e disparar” do iPhone.
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