A Apple sempre teve uma abordagem única no que toca à autonomia dos seus smartphones. Em vez de atirar para cima da mesa baterias com números exorbitantes, a gigante de Cupertino preferiu sempre otimizar a fundo a sua integração entre software e hardware.
No entanto, parece que a estratégia está prestes a mudar com a chegada da próxima geração. Uma recente fuga de informação, descoberta na base de dados reguladora 3C da China, revelou os planos bastante ambiciosos da marca para os seus novos topos de gama.
A novidade é no mínimo surpreendente e promete dar muitas dores de cabeça às rivais no universo Android. Pela primeira vez, vamos ver capacidades de bateria que não só rivalizam, como podem ultrapassar de forma clara muitos dos principais concorrentes do mercado.

Os números impressionantes das novas baterias da Apple
Segundo os dados partilhados pelo conhecido leaker Digital Chat Station, a diferença de capacidade face à geração anterior é notória. A Apple decidiu finalmente dar aos utilizadores aquilo que tanto pediam nas redes sociais: mais poder de fogo bruto para aguentar dias intensos de utilização.
Os valores variam dependendo da região, mas o grande destaque vai inteirinho para o modelo mais artilhado da marca, que ultrapassa a barreira psicológica dos 5000 mAh de forma completamente folgada.
Aqui estão os valores de capacidade esperados para os novos smartphones da Apple:
- iPhone 18 Pro (China): 4056 mAh
- iPhone 18 Pro (EUA): 4288 mAh
- iPhone 18 Pro Max (China): 5391 mAh
- iPhone 18 Pro Max (EUA): 5567 mAh
Estes números ganham ainda mais peso quando nos lembramos que o iPhone 17 Pro Max ficava pelos 5088 mAh na sua versão norte-americana. É um salto considerável nas especificações que vai certamente fazer-se notar no uso diário do teu próximo equipamento.
O segredo do espaço extra nos modelos norte-americanos
Se olhaste para a lista em cima com atenção, reparaste numa enorme discrepância de valores entre os modelos chineses e os dos Estados Unidos. Esta diferença não é um erro de fabrico ou de leitura no benchmark, mas sim uma autêntica jogada de mestre no design interno do smartphone.
A verdade é que os modelos norte-americanos beneficiam de um design exclusivamente focado no eSIM. Ao remover a gaveta física do cartão SIM, a Apple conseguiu libertar um espaço precioso no interior do chassi, permitindo encaixar uma bateria substancialmente maior.
Como os modelos vendidos na China ainda são obrigados a incluir a ranhura para o cartão físico, acabam por ter de se contentar com células energéticas ligeiramente mais curtas. É um detalhe técnico fascinante que mostra como cada milímetro conta no interior de um dispositivo destes.
Com a chegada iminente da nova geração de processadores Apple Silicon e ecrãs ainda mais eficientes, a Samsung, OnePlus e Xiaomi que se cuidem. Se a Apple já conseguia liderar tabelas de autonomia com baterias mais pequenas, é no mínimo assustador imaginar o estrago que fará com uma capacidade de 5567 mAh.
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