A Samsung prepara-se para entrar em força no mercado dos wearables com os seus primeiros smart glasses antes do final do ano. Embora já tivéssemos uma ideia do que aí vinha, um novo vídeo partilhado pelo SamMobile acaba de nos dar o olhar mais aproximado e detalhado até à data sobre o design destes óculos inteligentes.
É inegável que a gigante sul-coreana quer bater de frente com a Meta neste segmento em clara expansão. A aposta num formato tradicional, sem grandes excentricidades visuais, mostra que o objetivo é colocar a tecnologia no teu rosto sem que pareças saído de um filme de ficção científica.
Com a inteligência artificial a assumir o papel de protagonista e a integração profunda no ecossistema da marca, estes óculos prometem mudar a forma como interages com o mundo ao teu redor. Vamos mergulhar nos detalhes físicos e técnicos que esta fuga de informação acaba de confirmar.
Um olhar atento ao design e controlos físicos
O vídeo revelado mostra-nos um dos designs finais dos Galaxy Glasses, ostentando lentes num formato quadrado com cantos arredondados. É um visual clássico e discreto, perfeito para o uso diário, mas que esconde imensa tecnologia embutida nas suas hastes.
A disposição dos elementos físicos foi pensada para ser altamente intuitiva e de fácil acesso. Na lente do lado esquerdo encontramos a câmara integrada, enquanto o lado direito alberga um indicador LED. O botão de energia está estrategicamente colocado no topo da haste direita, com o controlo de volume posicionado um pouco mais atrás.
A magia acontece na haste direita e no ecossistema
Para além dos botões físicos tradicionais, a Samsung incluiu uma área sensível ao toque na haste direita. É exatamente aqui que vais poder navegar pela interface de utilizador, através de gestos simples de deslize usando apenas um ou dois dedos. Curiosamente, os relatos indicam que poderás também controlar os óculos usando o teu Galaxy Ring e, muito provavelmente, o Galaxy Watch.
No interior, o grande cérebro da operação é o One UI XR, um sistema operativo baseado no Android XR da Google. O verdadeiro trunfo, contudo, é a integração nativa do assistente Gemini AI. Equipados com a versão Gemini Live, os óculos conseguem “ver” o teu ambiente em tempo real e responder a questões precisas com base no contexto visual imediato.

Para que não te escape nenhum detalhe técnico desvendado por esta fuga de informação, aqui fica o resumo das especificações de hardware visíveis:
- Câmara única embutida no lado esquerdo da armação.
- Indicador LED no lado direito para alertar terceiros sobre possíveis gravações.
- Área tátil na haste direita para navegação rápida por gestos.
- Microfones e colunas direcionais integradas para comunicação e reprodução de áudio.
- Ausência total de ecrã ou projeção visual nas lentes.
A ausência de ecrã: um compromisso ou jogada de mestre?
O detalhe que mais salta à vista nesta revelação de design é, ironicamente, aquilo que não está lá: um ecrã. A Samsung optou claramente por deixar os displays de fora desta primeira geração de smart glasses, focando-se inteiramente na experiência de áudio e na visão computacional alimentada pela inteligência artificial.
Pode parecer uma pequena desilusão para os puristas da realidade aumentada, mas é, no mínimo, uma decisão compreensível. Manter os óculos leves, discretos e com uma autonomia capaz de aguentar o teu dia a dia obriga a fazer concessões. Delegar a resposta visual para o teu smartphone, enquanto tens um assistente de voz imbatível nos ouvidos, parece ser a estratégia mais sensata para conquistar o mercado em 2026.
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