A Motorola está a preparar-se para renovar a sua popular linha Fusion com um dispositivo que promete corrigir a maior queixa dos utilizadores modernos: a falta de bateria. O sucessor do Edge 60 Fusion, lançado em abril do ano passado, apareceu agora numa fuga de informação massiva que detalha todas as suas especificações. O novo Motorola Edge 70 Fusion, conhecido internamente pelo nome de código “Avenger”, perfila-se como um campeão de resistência e estilo, trazendo de volta materiais clássicos e elevando a capacidade da bateria para níveis nunca vistos na gama.
Segundo o reputado leaker Evan Blass, a Motorola decidiu não jogar pelo seguro. O novo modelo não é apenas uma atualização incremental; é uma reengenharia focada na longevidade e na experiência visual, com um ecrã que brilha tanto quanto os topos de gama mais caros do mercado.
A revolução da bateria: 7.000 mAh para dias de uso
O dado mais impressionante desta folha de especificações é, sem dúvida, a bateria. Enquanto o modelo anterior (Edge 60 Fusion) se ficava pelos 5.500 mAh, o novo Edge 70 Fusion dá um salto gigantesco para uma célula de 7.000 mAh.
Este aumento de capacidade coloca a Motorola na vanguarda da tendência de 2026 para baterias de alta densidade (provavelmente usando tecnologia de silício-carbono), prometendo uma autonomia que pode facilmente ultrapassar os dois dias de utilização intensiva. Para recarregar este “tanque”, o dispositivo mantém o suporte para carregamento rápido de 68 W, o que garante tempos de espera reduzidos na tomada.

Ecrã de luxo: curvas quádruplas e brilho extremo
A Motorola continua a ser uma das poucas marcas a apostar forte nos ecrãs curvos, e o Edge 70 Fusion leva isso ao limite com um painel OLED de 6.78 polegadas com curva quádrupla (curvado nos quatro lados). Esta escolha de design confere ao dispositivo uma aparência “infinita” e fluida, muito apreciada por quem consome multimédia.
Mas a beleza não é apenas superficial. O painel suporta uma taxa de atualização de 144 Hz (ideal para gaming) e atinge um pico de brilho estonteante de 5.200 nits. Com suporte para HDR10+ e proteção Gorilla Glass 7i, este ecrã está preparado para oferecer uma das melhores experiências visuais do segmento de gama média-alta, garantindo legibilidade perfeita mesmo sob a luz direta do sol.
O regresso do tecido e a mudança para Snapdragon
No que toca ao design, a Motorola parece estar a olhar para o seu passado glorioso (lembrando a era Droid Razr) ao introduzir um painel traseiro inspirado em nylon e linho. Esta textura não só oferece uma aderência superior e resistência a impressões digitais, como distingue o telemóvel num mar de vidro e plástico. A robustez é assegurada pelas certificações IP68 e IP69, garantindo proteção total contra água, poeira e jatos de alta pressão.
Debaixo do capô, há uma mudança de estratégia. A Motorola abandonou os chips MediaTek (o modelo anterior usava o Dimensity 7400) em favor do Qualcomm Snapdragon 7s Gen 3. Embora seja um processador de gama média, oferece um equilíbrio sólido entre eficiência e desempenho, apoiado por configurações de 8 GB ou 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento.
Câmaras e Software
A fotografia fica a cargo de um sensor principal Sony Lytia de 50 MP, uma escolha que garante qualidade e estabilidade, acompanhado por uma câmara frontal de 32 MP para selfies nítidas.
O dispositivo chegará ao mercado com Android 16 e uma promessa de três anos de atualizações de sistema operativo. Embora não seja o suporte mais longo do mercado (a Samsung oferece mais), é um compromisso razoável para a gama.
Disponível numa paleta de cores evocativa — Blue Surf, Country Air, Orient Blue, Sporting Green e Silhouette — o Motorola Edge 70 Fusion está pronto para ser a escolha de quem valoriza a autonomia e o design tátil acima de tudo.
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