A Huawei apresentou na China a série Mate 90, composta pelo Mate 90, Mate 90 Pro, Mate 90 Pro Max e Mate 90 RS | ULTIMATE DESIGN. Os quatro smartphones utilizam o HarmonyOS 7 e diferentes processadores Kirin desenvolvidos pela empresa, com preços a partir de 5.999 yuan.

A nova geração sucede à série Mate 80 e alarga a aposta da Huawei numa plataforma tecnológica própria, que combina sistema operativo e processadores desenvolvidos internamente. A apresentação oficial da série Mate 90 confirma os quatro modelos, com o Pro Max e o RS | ULTIMATE DESIGN no topo da gama.
Huawei Mate 90 abre a gama com Kirin 9030
O Huawei Mate 90 utiliza o Kirin 9030 e um ecrã OLED LTPO de 6,75 polegadas, com resolução de 2832 × 1280 píxeis e taxa de atualização variável até 120 Hz. A configuração base combina 12 GB de memória com 256 GB de armazenamento.
O sistema fotográfico traseiro inclui uma câmara principal de 50 MP com abertura variável entre f/1,4 e f/4,0, uma ultra grande angular de 40 MP e uma teleobjetiva de 50 MP com estabilização ótica. A bateria tem 6.600 mAh e suporta carregamento por cabo até 66 W.
Na China, o Mate 90 custa 5.999 yuan com 256 GB de armazenamento. A versão de 512 GB sobe para 6.999 yuan, enquanto a configuração de 1 TB custa 8.499 yuan.
Mate 90 Pro sobe para o Kirin 9035
O Huawei Mate 90 Pro mantém um ecrã de 6,75 polegadas, mas passa para um painel OLED de camada dupla e utiliza o Kirin 9035. A gama inclui configurações com 12 GB ou 16 GB de memória e armazenamento até 1 TB.
Na fotografia, a Huawei volta a combinar uma câmara principal de 50 MP com abertura variável, uma ultra grande angular de 40 MP e uma teleobjetiva de 50 MP com estabilização ótica e capacidade macro.
A bateria mantém os 6.600 mAh, mas o carregamento por cabo sobe para 100 W. O preço do Mate 90 Pro começa nos 6.999 yuan para a versão com 12 GB de memória e 256 GB de armazenamento.
Mate 90 Pro Max concentra as principais novidades
O Huawei Mate 90 Pro Max aumenta a diagonal do ecrã para 6,9 polegadas e utiliza um painel OLED LTPO de camada dupla com resolução de 2848 × 1320 píxeis. A bateria cresce para 6.800 mAh e suporta carregamento por cabo até 100 W e sem fios até 50 W.
É também neste modelo que surge a família Kirin 9050. As configurações superiores utilizam o Kirin 9050 Pro, processador baseado na arquitetura LogicFolding.
A tecnologia já tinha sido associada ao Mate 90 antes do lançamento, como o TecheNet explicou num artigo sobre o processador Kirin e a arquitetura LogicFolding. A apresentação oficial permite agora separar as previsões anteriores do que efetivamente chegou ao mercado.
A LogicFolding reorganiza partes das ligações internas do circuito em três dimensões, numa tentativa de aumentar a densidade e o desempenho sem depender exclusivamente da redução das dimensões dos transístores.
Esta abordagem tem particular relevância para a Huawei devido às restrições que limitam o acesso da indústria chinesa às máquinas de litografia EUV utilizadas no fabrico dos semicondutores mais avançados.
Segundo a Reuters, a China continua dependente da litografia DUV para este nível de produção. Richard Yu, responsável pelo negócio de consumo da Huawei, reconheceu também que a capacidade chinesa para fabricar chips avançados permanece limitada.
A LogicFolding procura reduzir parte dessa desvantagem através do desenho do circuito, mas não elimina o problema de produção. A técnica aumenta a complexidade do fabrico e pode exigir mais silício, o que acrescenta pressão sobre uma capacidade já limitada.
A Huawei afirma que o Mate 90 Pro Max oferece um aumento de 31% no desempenho global face à geração anterior. O valor resulta de testes da própria fabricante e não substitui avaliações independentes sobre desempenho sustentado, eficiência energética e temperatura.
A configuração do Mate 90 Pro Max com 16 GB de memória e 512 GB de armazenamento custa 9.999 yuan, mais 2.000 yuan do que a configuração equivalente da geração anterior no momento do lançamento.
Mate 90 RS ocupa o topo da nova geração
O Huawei Mate 90 RS | ULTIMATE DESIGN fecha a gama e utiliza o Kirin 9050 Pro. O smartphone combina 16 GB de memória com opções de armazenamento de 512 GB, 1 TB e 2 TB.
O modelo tem um ecrã OLED LTPO de camada dupla com 6,9 polegadas e resolução de 2848 × 1320 píxeis. A estrutura recorre a titânio e o equipamento pesa cerca de 248 gramas.
O sistema fotográfico distingue-se sobretudo pela teleobjetiva de 200 MP, acompanhada por uma câmara principal de 50 MP com abertura variável e uma ultra grande angular de 40 MP.
A bateria tem 6.800 mAh, com carregamento por cabo até 100 W e sem fios até 50 W.
A Huawei posiciona o RS claramente acima dos restantes modelos. A versão de 512 GB custa 12.999 yuan, a de 1 TB sobe para 14.999 yuan e a configuração com 2 TB atinge 18.999 yuan.
HarmonyOS 7 em toda a série Mate 90
Os quatro smartphones utilizam o HarmonyOS 7, apresentado pela Huawei em setembro. A plataforma não utiliza Android e representa mais um passo na separação entre o ecossistema móvel da empresa no mercado chinês e o sistema operativo da Google.
A combinação do HarmonyOS com processadores Kirin permite à Huawei controlar duas das principais componentes da plataforma dos seus smartphones. Esta maior autonomia tecnológica não significa, porém, que tenham desaparecido as limitações industriais associadas à produção dos processadores mais avançados.
Os custos dos componentes também condicionaram esta geração. Richard Yu afirmou que o aumento do preço das memórias acrescentou, em média, cerca de 200 dólares ao custo de cada smartphone produzido pela Huawei. Segundo o responsável, a empresa aumentou os preços, embora não na mesma proporção da subida dos custos.
As vendas da série Mate 90 começaram na China a 1 de outubro de 2026. Os preços anunciados referem-se exclusivamente ao mercado chinês e não representam valores para a Europa. A Huawei não confirmou, até ao momento, o lançamento do Mate 90, Mate 90 Pro, Mate 90 Pro Max ou Mate 90 RS | ULTIMATE DESIGN em Portugal.
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