O Xiaomi 18 Pro Max pode chegar ao mercado europeu com um preço até 1.799 €, de acordo com uma nova fuga de informação atribuída ao conhecido leaker francês billbil-kun. O Xiaomi 18 Pro deverá, por sua vez, começar nos 1.399 €. A Xiaomi ainda não confirmou oficialmente os preços nem a disponibilidade dos dois modelos na Europa.

A informação ganha particular interesse porque os equipamentos europeus deverão receber baterias menores do que as versões comercializadas na China, apesar dos preços significativamente superiores. O contexto coincide ainda com uma forte subida dos custos de memória, num momento em que os fabricantes de chips privilegiam produtos destinados a servidores e centros de dados de inteligência artificial.
Xiaomi 18 Pro Max pode chegar aos 1.799 €
Segundo a informação atribuída a billbil-kun, os preços franceses deverão começar nos 1.399 € para o Xiaomi 18 Pro com 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento e a versão de 512 GB deverá subir para 1.599 €.
No caso do Xiaomi 18 Pro Max, a configuração de entrada deverá custar 1.599 €, enquanto a variante com 512 GB poderá atingir 1.799 €. As informações disponíveis apontam para 12 GB de RAM nos modelos destinados ao mercado europeu.
Os valores são cerca de 50 € inferiores aos divulgados numa fuga de informação anterior, mas continuam a colocar os dois equipamentos numa faixa de preço elevada.
Importa sublinhar que estes são, para já, preços associados ao mercado francês. Não existe confirmação de que Portugal venha a adotar exatamente os mesmos valores, nem seria correto assumir que os equipamentos serão mais caros no mercado português apenas devido às diferenças fiscais entre países.
A Xiaomi ainda não anunciou oficialmente os preços europeus.
Europa poderá receber baterias menores
O preço não é a única diferença entre os equipamentos chineses e as futuras versões internacionais.
A fuga de informação aponta para uma bateria de 6.000 mAh no Xiaomi 18 Pro europeu, contra 7.000 mAh na versão chinesa.
A diferença aumenta no Xiaomi 18 Pro Max. O equipamento vendido na China utiliza uma bateria de 8.500 mAh, enquanto a variante europeia deverá ficar pelos 7.050 mAh.
O TecheNet já tinha acompanhado a apresentação dos Xiaomi 18 Pro e Xiaomi 18 Pro Max na China, onde ficaram confirmados elementos como os novos processadores Snapdragon, o ecrã de privacidade e as baterias de maior capacidade destinadas ao mercado chinês.
A diferença é relevante porque a autonomia se tornou um dos principais argumentos da atual geração de smartphones chineses de topo.
As versões europeias deverão também ficar limitadas a 12 GB de RAM, enquanto na China existem configurações superiores, incluindo variantes de 16 GB.
Esta diferença entre mercados não é inédita, mas torna-se mais difícil de ignorar quando acompanhada por preços que podem aproximar-se dos 1.800 €.
Custos de memória ajudam a explicar a subida
A subida dos preços não parece ser um fenómeno exclusivo da Xiaomi.
A Caixin relata que vários fabricantes chineses aumentaram os preços dos seus smartphones de topo em 2026, num contexto de forte pressão sobre os custos da memória. O Xiaomi 18 Pro começou a ser vendido na China por 5.999 yuan, mais 1.000 yuan do que a geração anterior.
A pressão está relacionada com a procura crescente dos centros de dados dedicados à inteligência artificial.
Dados da TrendForce citados pela Caixin indicam que os preços contratuais da DRAM para servidores subiram cerca de 64% no segundo semestre de 2025, com uma nova subida acumulada significativa prevista para 2026.
A própria TrendForce confirma que os fabricantes continuam a direcionar capacidade de produção para memória destinada a servidores e aplicações de IA, reduzindo a disponibilidade para smartphones e outros produtos de consumo. Esta situação mantém os preços da memória móvel sob pressão.
O efeito já começa a refletir-se nas configurações dos smartphones. A TrendForce refere que 12 GB estão a tornar-se a configuração dominante nos modelos de topo, enquanto a adoção de 16 GB diminui devido aos custos elevados.
Smartphones mais caros num mercado em retração
O aumento dos custos surge numa altura pouco favorável para os fabricantes.
Segundo dados citados pela Caixin, as entregas de smartphones na China recuaram 4,3% no segundo trimestre de 2026, naquela que foi a quinta queda trimestral consecutiva.
A pressão sobre os fabricantes ocorre, portanto, em duas direções: os componentes estão mais caros, mas os consumidores mostram maior resistência à substituição frequente dos equipamentos.
Este contexto poderá ajudar a explicar uma estratégia mais agressiva de segmentação nos modelos premium, onde as margens são superiores e existe maior capacidade para absorver custos adicionais.
No caso dos Xiaomi 18 Pro e Pro Max, a situação será particularmente interessante na Europa. A marca aproxima-se de preços tradicionalmente associados às configurações mais caras dos principais concorrentes, ao mesmo tempo que poderá disponibilizar baterias menores e menos opções de memória do que no mercado chinês.
Para já, porém, os 1.399 € e 1.799 € permanecem valores não oficiais. Será necessário esperar pela confirmação da Xiaomi para saber os preços finais e as configurações destinadas a Portugal.
Outros artigos interessantes:




