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O que é a Ethereum? Parte 2: de onde vem o ether?

Alfredo Beleza por Alfredo Beleza
22/05/2021
Em Criptomoedas

Depois de, num artigo anterior, termos abordado os conceitos básicos por detrás da blockchain Ethereum e da respetiva criptomoeda, ether, vamos agora explicar um pouco os conceitos e perceber melhor as semelhanças e diferenças entre estas e a mais conhecida Bitcoin.

No final deste artigo ficaremos a saber como são criados novos ether, como funciona a mineração da blockchain Ethereum, quanto tempo leva o processo de mineração e o que são os tokens Ethereum. Este é mais um artigo adaptado da Binance Academy.

De onde vem o ether?

Como são criadas novos ether e quantos existem?

Quem já está familiarizado com o Bitcoin, sabe que o processo de mineração é essencial para proteger e atualizar a blockchain. Na Ethereum, é válido o mesmo princípio: para recompensar os utilizadores que mineram (uma vez que se trata de processo caro), o protocolo distribui ether, a criptomoeda da Ethereum.

Em fevereiro de 2020, o fornecimento total de ether era de cerca de 110 milhões. Ao contrário do Bitcoin, o cronograma de emissão de tokens da Ethereum não foi decidido no lançamento – de forma intencional.

Isto porque enquanto o Bitcoin se propôs a preservar o valor, limitando a sua oferta e diminuindo lentamente a criação de novas moedas, a Ethereum, por outro lado, visa fornecer uma base para aplicações descentralizadas (DApps). Ora, como ainda não está claro qual o tipo de programação de emissão de tokens se encaixa melhor nesse objetivo, essa questão permanece em aberto.

Como funciona a mineração da Ethereum?

A mineração é fundamental para a segurança da rede. É ela que assegura que a blockchain pode ser atualizada de forma justa e permite que a rede funcione sem um único responsável pela tomada de decisões. No processo de mineração, um subconjunto de “nós” (apropriadamente chamados mineradores) dedica potência computacional à resolução de um puzzle criptográfico.

O que eles estão realmente a fazer é a realizar o hashing de um conjunto de transações pendentes, juntamente com alguns outros dados. Para que o bloco seja considerado válido, o hash tem de ficar abaixo de um valor estabelecido pelo protocolo. Se não tiverem êxito, podem modificar alguns dos dados e tentar novamente.

Para competir com outros, os mineradores precisam, portanto, de ser capazes de fazer hash o mais rápido possível – medimos a sua capacidade em “hash rate”. Quanto mais taxa de hash na rede, mais difícil se torna resolver o puzzle. Só os mineradores é que precisam de encontrar a solução real – uma vez conhecida, é fácil para todos os outros participantes verificarem se é válida.

Como se pode imaginar, realizar o processo de hashing continuamente e a alta velocidade é caro. Para incentivar os mineiros a proteger a rede, eles ganham uma recompensa. Esta é composta por todas as taxas para as transações no bloco. Recebem também ether recém-gerado – 2 ETH neste momento, mas trata-se de um valor que poderá ser alterado no futuro.

O tempo médio necessário para que um novo bloco seja adicionado à blockchain varia entre 12 e 19 segundos. Provavelmente, isso irá mudar assim que a rede fizer a transição para o algoritmo “Proof of Stake”, que visa, entre outras coisas, diminuir o tempo necessário para cada bloco.

O que são os tokens Ethereum?

Grande parte do apelo da Ethereum é a capacidade de os utilizadores criarem os seus próprios ativos on-chain (na cadeia), que podem ser armazenados e transferidos como ether.

Estas regras são definidas em “contratos inteligentes”, permitindo que os programadores definam parâmetros específicos em relação aos seus tokens. Isso pode incluir a informação relativa a quantos tokens serão emitidos, como serão emitidos, se são divisíveis, se cada um é ou não fungível, entre muitos outros parâmetros.

O mais proeminente dos padrões técnicos que permitem a criação de tokens na Ethereum é chamado de ERC-20 – e é por isso que são tokens conhecidos popularmente como tokens ERC-20.

A funcionalidade do token fornece aos utilizadores mais inovadores um vasto campo para experimentar aplicações de ponta em finanças e tecnologia. Desde a emissão de tokens uniformes que servem como moedas na aplicação, até à produção de tokens únicos suportados por ativos físicos, existe uma grande flexibilidade de design.

É perfeitamente possível que alguns dos melhores casos de uso para a criação fácil e simplificada de tokens ainda não sejam conhecidos.

Mais informações em: https://academy.binance.com/en/articles/what-is-ethereum

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Novo mercado digital de NFTS lançado pela Binance

A Binance anunciou, no passado dia 11 de maio, o lançamento para junho de um mercado digital de NFTs (tokens não-fungíveis),denominado Binance NFT.

Com o lançamento deste novo novo marketplace a Binance – maior corretor mundial de criptomoedas, pretende juntar artistas, criadores e cripto-entusiastas de todo o mundo.

De acordo com a empresa, a nova plataforma digital suportará exposições de artistas de relevo, assim como colaborações de NFTs, num marketplace que, em princípio, irá apresentar elevada liquidez e com taxas mínimas para utilizadores e criadores.

Continuar a ler aqui

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Tags: BitcoincriptomoedasetherEthereum
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Alfredo Beleza

Alfredo Beleza

Gestor de empresas, “blogger” e designer. Com uma carreira marcada por experiências internacionais, foi diretor de marketing/comercial em empresas na Suiça e no Brasil. É co-fundador do site de notícias TecheNet, onde partilha a sua paixão pelo mundo da tecnologia.

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