TecheNet
  • Mobile
    • APPLE
    • APPS
    • GOOGLE
    • HUAWEI
    • ONEPLUS
    • SAMSUNG
    • XIAOMI
  • Tech
    • AUTOMÓVEIS
    • MOBILIDADE ELÉTRICA
    • IMAGEM & SOM
    • ENTREVISTAS
  • Gaming
  • IA
  • Opinião
  • Segurança
  • Negócios
    • EMPRESAS
    • CRIPTOMOEDAS
    • MARKETING
  • Mais
    • ARTE E CULTURA
    • DICAS
    • LIFESTYLE
    • DIREITOS COM CAUSA
    • INTERNET
    • GUIAS
    • PROMOÇÕES
    • REVIEWS
    • SUSTENTABILIDADE
    • TUTORIAIS
Sem resultados
Ver todos os resultados
TecheNet
Sem resultados
Ver todos os resultados

Cientistas se aproximam da fusão nuclear, o combustível estelar

Luiz Guilherme Trevisan Gomes por Luiz Guilherme Trevisan Gomes
13/02/2014
Em Ciência




Pesquisadores conseguiram extrair mais energia de uma reação de fusão nuclear controlada do que empregaram para provocar a própria reação. O feito inédito é um marco simbólico na busca pela fruição desta fonte de energia — a mesma que alimenta as estrelas —, e foi possível devido ao uso do mais poderoso feixe de raios laser do mundo, instalado na National Ignition Facility (NIF), parte do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, na Califórnia. O trabalho representa um importante passo em direção à “ignição”, nível mínimo de energia acima do qual um reator de fusão pode produzir mais energia do que consome, de maneira auto-sustentada.

A fusão nuclear, processo que fornece energia às estrelas e bombas termonucleares, gera energia a partir da junção de núcleos leves, como os dos átomos de hidrogênio. Em tal reação, uma pequena fração das massas dos núcleos de hidrogênio é convertida em energia. Seu oposto, a fissão nuclear, extrai a energia liberada durante a quebra de núcleos atômicos muito pesados, tais como os de urânio.

É preciso que muita energia incida inicialmente sobre o combustível para que os núcleos ali presentes superem a repulsão elétrica natural que os afasta. Portanto, o NIF aponta 192 emissores de laser de alta potência na direção de um recipiente de ouro chamado hohlraum (visto na imagem de destaque e na fotografia abaixo). Dentro do hohlraum, existe ainda outra cápsula, desta vez plástica, que armazena 0,17 miligramas de combustível de deutério e trítio, dois isótopos (átomos de um mesmo elemento químico que se diferenciam quanto ao número de nêutrons nos seus núcleos) do hidrogênio.

Hohlraum sendo posicionado para a ativação dos raios laser.
 

hohlraum sendo posicionado para a ativação dos raios laser.

 

 

A energia do laser é absorvida pelo hohlraum, que a converte em raios-X e a emite novamente. Parte desta energia é absorvida pela cápsula interna, que explode, dando origem a uma implosão do combustível, fator que, por sua vez, cria uma densidade elevada o bastante para desencadear a fusão. No entanto, a maior parte da energia emitida pelos lasers permanece no hohlraum, razão pela qual a obtenção de um ganho líquido de energia (mais energia sair do que entrar no sistema) no combustível é apenas um dos degraus que levam à ignição.

Os resultados da equipe do NIF, publicados na edição online da Nature, dizem respeito a experimentos conduzidos entre setembro de 2013 e janeiro de 2014. O sucesso da ação dos pesquisadores se baseou na programação dos raios laser, que lhes permitiu incidir mais energia sobre o sistema logo no começo. Esta técnica faz com que a temperatura inicial no hohlraum seja relativamente mais alta, “afofando” a cobertura plástica da cápsula de combustível e deixando-a menos suscetível a uma instabilidade que pode interromper a fusão. Segundo o físico do Livermore e cientista líder da equipe Omar Hurricane, “[e]ste afofamento desacelera muito o crescimento da instabilidade”.

Nos testes, a razão entre a energia liberada pelo combustível e a absorvida por ele, o “ganho de energia do combustível”, ficou entre 1,2 e 1,9. Cabe salientar que boa parte da energia liberada foi produzida pelo auto-aquecimento do combustível através da radiação emitida nas reações de fusão, um dos sustentáculos do próprio processo de fusão.

Um futuro energético baseado no aproveitamento da fusão nuclear permanece distante, e Hurricane concorda que ainda não podemos projetar datas. “Nosso ganho total — a energia que saiu da fusão dividida pela energia que entrou pelos lasers — é de apenas cerca de 1%”, estima.

As imagens utilizadas neste artigo são propriedade do Laboratório Nacional Lawrence Livermore (LLNL).

Fontes: Nature, Science

Make-it-clear-brasilMake It Clear Brasil

Um apoio ao livre pensamento e a um entendimento do mundo baseado em evidências

Tags: átomoscombustívelenergiafusão nuclear
PartilhaTweetEnvia
Luiz Guilherme Trevisan Gomes

Luiz Guilherme Trevisan Gomes

é graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e trabalha como consultor financeiro na Valore Brasil - Controladoria de Resultados. Atualmente, cursa o MBA em Controladoria e Finanças na Universidade de São Paulo (USP). Entusiasta da razão e da ciência, fundou o espaço de divulgação científica Make It Clear Brasil, em 2013.

Artigos relacionados

Mit cria fibras musculares artificiais sem motores para robótica
Ciência

MIT cria fibras musculares artificiais sem motores para robótica

10/04/2026
Artemis ii - lua (3)
Espaço

O Moon Shot da Apple e da Nikon: A Artemis II já orbita a Lua e as fotos são incríveis

09/04/2026
Artemis ii
Espaço

Sucesso da Artemis II ofuscado por um problema insólito na sanita

05/04/2026
Spacex leva mais 6 satélites portugueses para o espaço
Espaço

SpaceX leva mais 6 satélites portugueses para o espaço

30/03/2026
Biossensor hormonal vestível em teste para ciclos de fiv
Ciência

Biossensor hormonal vestível em teste para ciclos de FIV

23/03/2026
Artemis ii
Espaço

Artemis II: satélite argentino ATENEA junta‑se à missão lunar

18/01/2026

Comentários

Últimas notícias

Microsoft xbox ai

Microsoft desiste do Copilot na Xbox: os jogadores tinham razão

06/05/2026
Huawei watch fit 5 pro

Huawei Watch Fit 5 Pro: o brilho de um design que mete água

06/05/2026
Vivo x300 ultra (3)

Vivo X300 Ultra: O rei da fotografia móvel com 200 MP e lentes externas

06/05/2026

Atualização de maio de 2026 para o Google Pixel: O teu telemóvel está na lista?

Xiaomi prepara ‘monstro’ de 7 polegadas e bateria de 10.000 mAh

GPT-5.5 Instant é o novo modelo padrão do ChatGPT

Selo Criador de IA e a “falsa” transparência da Meta

Wi-Fi em toda a casa: Mesh, Powerline ou Repetidores. O que faz realmente sentido?

OpenAI acelera lançamento do seu próprio telemóvel com super chip MediaTek

Ride1Up lança a primeira e-bike com bateria de estado semi-sólido

A FlexiSpot E1 Pro baixa de preço e o teu escritório agradece

Microsoft cede à pressão e apaga conselho polémico sobre 32 GB de RAM

Xiaomi desiste dos dobráveis compactos e cancela o MIX Flip 3

O bug do YouTube que está a devorar a memória do teu PC

Xiaomi 17T Pro aparece em imagens oficiais e promete baterias gigantes

O teu próximo smartphone vai custar uma pequena fortuna

HP lança nova geração de soluções Poly em Portugal

Google explica o consumo de memória do Android AICore

Samsung obrigada a pagar 392 milhões à ZTE numa guerra global de patentes

Narnia nos cinemas: Netflix adia filme de Greta Gerwig para 2027

Techenet LOGO
  • Quem somos
  • Fale connosco
  • Termos e condições
  • Política de comentários
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • O uso de IA no TecheNet
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Mobile
    • APPLE
    • APPS
    • GOOGLE
    • HUAWEI
    • ONEPLUS
    • SAMSUNG
    • XIAOMI
  • Tech
    • AUTOMÓVEIS
    • MOBILIDADE ELÉTRICA
    • IMAGEM & SOM
    • ENTREVISTAS
  • Gaming
  • IA
  • Opinião
  • Segurança
  • Negócios
    • EMPRESAS
    • CRIPTOMOEDAS
    • MARKETING
  • Mais
    • ARTE E CULTURA
    • DICAS
    • LIFESTYLE
    • DIREITOS COM CAUSA
    • INTERNET
    • GUIAS
    • PROMOÇÕES
    • REVIEWS
    • SUSTENTABILIDADE
    • TUTORIAIS

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.