TecheNet
  • Mobile
  • Tech
    • AUTOMÓVEIS
    • MOBILIDADE ELÉTRICA
    • IMAGEM & SOM
    • ENTREVISTAS
  • Gaming
  • IA
  • Opinião
  • Segurança
  • Negócios
    • EMPRESAS
    • CRIPTOMOEDAS
    • MARKETING
  • Mais
    • ARTE E CULTURA
    • DICAS
    • LIFESTYLE
    • DIREITOS COM CAUSA
    • INTERNET
    • GUIAS
    • PROMOÇÕES
    • REVIEWS
    • SUSTENTABILIDADE
    • TUTORIAIS
Sem resultados
Ver todos os resultados
TecheNet
Sem resultados
Ver todos os resultados

Ameba mata aos poucos, uma “mordida” por vez

Luiz Guilherme Trevisan Gomes por Luiz Guilherme Trevisan Gomes
10/04/2014
Em Ciência
De mordida em mordida, a ameba enche o papo: entamoeba histolytica (verde) destrói e fagocita célula humana (em fluorescência roxa). Crédito: katherine ralston

de mordida em mordida, a ameba enche o papo: entamoeba histolytica (verde) destrói e fagocita célula humana (em fluorescência roxa). Crédito: katherine ralston

 

 

 




Um século de pesquisas sobre a ameba Entamoeba histolytica levaram a um paradigma a respeito do modo como ela destrói células saudáveis, segundo o qual ela mataria as células com uma substância química antes de lançar-se sobre elas e engoli-las. Agora, uma equipe de cientistas acredita ter quebrado essa antiga concepção: em novo estudo, publicado na Nature, o grupo afirma que a ameba mastiga lentamente suas presas enquanto estas ainda estão vivas.

A cada ano, 50 milhões de pessoas são infectadas pelo protozoário E. histolytica, das quais 100 mil acabam morrendo em decorrência de problemas de saúde causados por esta ameba, comum em regiões mais pobres do globo, como América Latina, África e Sul da Ásia, nas quais é transmitida via água e alimentos contaminados. Portanto, o conhecimento adquirido pela pesquisa mais recente pode ajudar a reduzir a incidência de infecções provocadas pelo micro-organismo.

Sabe-se que muitos indivíduos infectados pela ameba não demonstram sintomas; os parasitas vivem no seu intestino, alimentando-se de bactérias, sem causar qualquer problema para o hospedeiro. No entanto, outros hospedeiros não contam com tal “cordialidade” — neles, o parasita ataca o próprio intestino, e as consequências disso podem ser úlceras intestinais e/ou um quadro fatal de diarreia, por exemplo.

Comidas vivas

Apesar da inconstância do comportamento da ameba, há muito se compreendeu que ela só mata as células com as quais entra em contato direto, atando-se às mesmas com o uso de açúcares (carboidratos) específicos, as lectinas. A microbióloga Katherine Ralston, da Universidade da Virgínia, explica que os pesquisadores consumavam pensar que as lectinas, de alguma forma, matavam as células, e “então, os parasitas comeriam as células mortas”.

Devido à fagocitose — processo no qual um organismo unicelular engloba matéria através da expansão da membrana plasmática e, posteriormente, a digere — praticada pelos parasitas, a ciência acreditava que as amebas ingeriam células inteiras. Porém, a partir de novas técnicas de microscopia, Ralston e seus colegas das universidades da Virgínia e Jawaharlal Nehru, na Índia, obtiveram imagens claras do processo de alimentação da E. histolytica, e suas conclusões indicam que ele ocorra enquanto as células estão vivas.

No estudo, amebas foram postas em contato com células intestinais humanas geneticamente modificadas para adquirir fluorescência, de forma que a interação entre os organismos pudesse ser melhor observada. Com apenas um minuto de contato, percebeu-se que os parasitas arrancavam e digeriam fragmentos das células humanas, vistas sob a forma de material fluorescente dentro das amebas. A partir da primeira “mordida”, uma ameba continua retirando pedaços da célula até a morte desta, cerca de 10 minutos depois de iniciada a refeição.

Uma mordida levava a mais mordidas, ressalta Ralston, “e isto estava acontecendo enquanto as células humanas estavam vivas”. Esse processo passou despercebido por todos os pesquisadores do campo por mais de cem anos, segundo William Petri, coautor do estudo e especialista em E. histolytica da Universidade da Virgínia.

Aparentemente, as mordiscadas da ameba se interromperam com a morte das células, momento a partir do qual os parasitas se separam destas. O mesmo procedimento foi verificado com células sanguíneas humanas e tecido intestinal de camundongos. Contudo, os pesquisadores ainda não estavam convencidos de que o lento e progressivo esfacelamento provocado pela ameba era o real causador da morte celular; então, administraram uma droga que interfere na capacidade de a ameba se remodelar para conseguir morder. O resultado da aplicação da droga foi uma redução dos ataques e, consequentemente, da morte celular.

Por outro lado, amebas geneticamente modificadas para não produzir as proteínas e lectinas geralmente associadas ao ambiente onde as parasitas entram em contato com as presas humanas não tiveram redução de apetite. Tomados em conjunto, os dados sugerem que o processo de morder mata e danifica, de fato, as células atacadas pelo protozoário, e que as lectinas podem induzir ou regular este comportamento.

Se confirmadas por experimentos futuros, as conclusões podem abrir caminho para novos tratamentos da amebíase, diz Ralston: “[s]e pudermos entender como a ameba morde, isto seria um bom alvo para drogas terapêuticas”.

Fonte: Science

Make-it-clear-brasilMake It Clear Brasil

Um apoio ao livre pensamento e a um entendimento do mundo baseado em evidências

Tags: amebacélulasparasitasaúde
PartilhaTweetEnvia
Luiz Guilherme Trevisan Gomes

Luiz Guilherme Trevisan Gomes

é graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e trabalha como consultor financeiro na Valore Brasil - Controladoria de Resultados. Atualmente, cursa o MBA em Controladoria e Finanças na Universidade de São Paulo (USP). Entusiasta da razão e da ciência, fundou o espaço de divulgação científica Make It Clear Brasil, em 2013.

Artigos relacionados

Spacex lança mais 28 satélites starlink
Espaço

Foguetão abandonado da SpaceX vai colidir contra a Lua esta semana

01/08/2026
Nasa terra 3d
Espaço

NASA revela modelo 3D que mostra a verdadeira gravidade da Terra

29/07/2026
Nasa espaço
Espaço

NASA deteta calor intenso debaixo da superfície da lua Io

27/07/2026

Comentários

Últimas notícias

GrapheneOS acusa Google de esconder código do Android 17 QPR1

Rei Carlos III convoca líderes tecnológicos temendo descontrolo da inteligência artificial

A família Samsung Galaxy A destronou o iPhone 17 em vendas globais

Pixel 9 e modelos mais recentes recebem fantástica novidade no Google Translate

Paper Mario chega ao PC através de um port não oficial

Samsung One UI 9: atualização Android 17 chega aos Galaxy S26

Envio global de smartphones vai sofrer uma queda acentuada este ano

Nova instax Link WIDE 2 chega a Portugal por 174,99 euros

Banir a Huawei do 5G europeu pode custar 40 mil milhões

Sony apresenta PlayStation Pulse e Pulse Edge para PS5

Gemini Notebook já te permite falar por voz em tempo real

Spyware Chosen Brick espia dissidentes e jornalistas no Windows

Apple afirma que câmara do iPhone 18 Pro supera rivais Android

Pixel Drop de setembro chega antes do adeus ao Pixel 6

Nova Canon EOS R8 Mark II ganha IBIS de 7,5 stops

Vivo V80 promete câmara de cinema e uma bateria verdadeiramente gigante

OPPO Find X10 Pro Max terá chip Dimensity 9600 Pro de 2 nm

Espanha investiga violação de dados ligada a agente de IA

Xiaomi revela Watch S5 e Redmi Buds 8s antes do lançamento

Primeiros routers Wi-Fi 8 da ASUS chegam a Portugal em outubro

Techenet LOGO
  • Quem somos
  • Fale connosco
  • Termos e condições
  • Política de comentários
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • O uso de IA no TecheNet
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Mobile
  • Tech
    • AUTOMÓVEIS
    • MOBILIDADE ELÉTRICA
    • IMAGEM & SOM
    • ENTREVISTAS
  • Gaming
  • IA
  • Opinião
  • Segurança
  • Negócios
    • EMPRESAS
    • CRIPTOMOEDAS
    • MARKETING
  • Mais
    • ARTE E CULTURA
    • DICAS
    • LIFESTYLE
    • DIREITOS COM CAUSA
    • INTERNET
    • GUIAS
    • PROMOÇÕES
    • REVIEWS
    • SUSTENTABILIDADE
    • TUTORIAIS

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.