20 anos da PlayStation em Portugal #1: PSX

Sony anuncia edição especial da PS4 para celebrar 20 anos da PlayStation

Ena pá, PlayStation. Eu tenho, neste momento, 25 anos. A Playstation chegou a Portugal, faz no dia 28, 20 anos. Somos praticamente amigos de infância.

Assim, está na hora de celebrar este marco com aquilo que mais me marcou em todo este tempo, tendo em conta a marca da Sony. Hoje começamos com os jogos da PSX, a primeira, a original.

Tomba! (1997, PSX)

Este foi um dos meus jogos favoritos. Porquê? Primeiro, porque tinha uma simbiose muito boa entre a componente técni… aaaaaaaaaaaaah, tinha 7 anos, era um tipo de cabelo rosa a saltar para cima de porcos e a mordê-los, preciso mesmo de explicar mais? Preciso? Está bem.

Basicamente, é jogo de plataformas, onde o nosso objectivo é explorar o mundo de Tomba – ou Tombi, na Europa – o personagem de cabelo rosa, invadido por 7 porcos maléficos. Sim, porcos. Que roubaram a bracelete mágica do nosso avô e muito, mas muuuuito dinheiro. Bom, não sei quanto a vocês, mas isto até para mim está a ser difícil de justificar, pelo que vos deixo aqui um vídeo de gameplay para que possam tirar as vossas próprias conclusões:

Oddworld: Abe’s Oddysey (1997, PSX)

“Hello…”
“Hello!”
“Follow me.”
“Ok.”

Esta introdução deveria ser suficiente para todos os que acompanharam a saga de Abe em busca da liberdade dos Mudokons, mas caso não seja: Este jogo de aventura side-scrolling tem de tudo. Desde secções com puzzles intrincados a segredos bem escondidos, inimigos icónicos, FMV com qualidade muito acima da média e um sentido de humor que ainda hoje se mantém.

Para uns, é uma crítica social muito bem construída sobre os grandes conglomerados, com laivos do brilhante “Soylent Green”. Para outros, é um divertido quebra-cabeças que nos obriga a pensar, com criatividade, na melhor forma para ultrapassar os obstáculos. Para mim, que tenho o sentido de humor de um teen de 14 anos, é basicamente isto:

“Prrrr – eh, eh, eh”

Final Fantasy IX (2000, PSX)

Sou um confesso amante de RPG’s. Contudo, foi uma relação que começou tardia. Saltei o FFVII e o VIII por me parecem, na altura, demasiado complexos. Bonecos realistas, guerras, muito diálogo – assustou-me. Numa altura em que apenas me preocupava em estar em casa a horas do Dragon Ball, não podia ter na minha vida enredos épicos. Assim que olhei para o design mais infantil do FFIX, foi amor à primeira vista. Tinha que experimentar. E experimentar. E experimentar. O mais engraçado? A primeira vez que joguei foi através do aluguer de jogos, pelo que 2 dias depois tive que o entregar. Fui até ao Gizamaluke’s Grotto e deixem-me que vos diga, não perceber patavina do que estavam a papaguear no ecrã não me impediu de me apaixonar pelo género. Aos 14 peguei-lhe de novo. 90 horas depois, terminava-o, com a certeza que o meu primeiro amor era o mais belo.

Crash Team Racing (1999, PSX)

Escolher o Crash Team Racing em oposição ao Crash Bandicoot 3 foi uma luta desgraçada. Até me recordar das maratonas até de madrugada. 3 amigos, sentados numa sala escura. 1 faz de espectador, ansioso, enquanto os outros dois se enfrentam nos percursos clássicos da franquia Crash. Cada um de nós tinha o seu truque. Um era especialista nos Power Drifts. Outro sabia jogar muito bem com os itens e escolher apenas utilizá-los nas melhores alturas. Eu jogava com o Pinguim. Não tinha técnicas melhores ou piores – não, apenas acreditava naquele simpático animal, carinhoso para os que amava, feroz para quem o tentava impedir de se sagrar o melhor condutor de karts de sempre.

https://www.youtube.com/watch?v=8Ujo0JOHp1M

Street Fighter Alpha 3 (1999, PSX)

Puuuxa. Como gastei, sem dó nem piedade, as setas do meu comando com este jogo. Tive o Street Fighter II, infelizmente, com muita azelhice à mistura – não conseguia fazer golpes nem combos, apenas saltar e carregar em todos os botões. Com este, finalmente dediquei tempo a aprender as técnicas de todos (A internet, aqui, foi muito minha amiga). Especializei-me no Ken, personagem que ainda hoje utilizo. Pelo menos quando encontro algum dos meus amigos mais Tekken-oriented que queira jogar comigo. Como qualquer gamer sabe, não pescar nada de Street Fighter é meio caminho andado para odiar jogar contra um que sabe fazer spam de Hadoukens.

E pronto. Tenho que parar, hoje, por aqui senão isto fica insuportavelmente longo. Não imaginam quantas memórias não foram despertadas com este exercício. Possuo, realmente, bastantes experiências com jogos da PSX. Portanto, deixo a bola agora no vosso campo: quais são os jogos da PSX que vos marcaram mais?

Artigo anteriorPróximo artigo
Carlos Duarte
Geek desde a primeira consola, escritor desde o primeiro lápis. Gosta de videojogos, memes, esparguete à bolonhesa e o Boavista é o clube do seu coração.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.