A tecnologia por trás do VAR – Árbitro Assistente de Vídeo

A tecnologia por trás do VAR - Árbitro Assistente de Vídeo

Um dos acontecimentos mais memoráveis em que uma possível aplicação do VAR teria sido determinante foi quando, nas oitavas-de-final da Copa do Mundo de 1986, entre Inglaterra e Argentina, Diego Maradona marcou um dos golos mais polêmicos da história do futebol, agora lembrado como a “mão de Deus” (imagem acima). Esse gol mudou o resultado do torneio, e a tecnologia de vídeo evolucionou, para evitar que algo assim aconteça novamente.

O que é VAR?

VAR significa Video Assistant Referee (árbitro assistente de vídeo, em português). Como o nome sugere, repetições de vídeo são usadas para rever certas decisões tomadas pelo árbitro principal para eliminar erros humanos graves e tornar o jogo o mais justo possível. Um estudo realizado pela Universidade Católica de Leuven, na Bélgica, mostrou que o uso do VAR melhora a precisão das decisões de arbitragem entre 93% até 98,8%, provando a sua funcionalidade para a FIFA. O árbitro assistente de vídeo conta com uma equipe de 3 pessoas: o árbitro assistente de vídeo, seu assistente e um operador de replay. Os três membros da equipe trabalham em uníssono para revisar os incidentes relevantes dos jogos, desde uma sala de operações de vídeo. Esta tecnologia foi usada em todos os 64 jogos da Copa do Mundo na Rússia, como apontado pelo Globoesporte, com um total de 455 incidentes verificados pelos árbitros assistentes de vídeo, e 20 revisões VAR que fizeram com que as partidas parassem para revisão do árbitro central. Para a próxima Copa do Mundo no Qatar, que já tem o Brasil como favorito para vencer na Betway, com 15,4% de chances no final de julho, a FIFA continuará usando essa tecnologia e vai trabalhar durante os quatro anos anteriores à competição, para polir todos os seus detalhes e oferecer uma ótima experiência de Fair Play. Segundo a ESPN, a Copa de 2018, quebrou o recorde com 29 pênaltis apontados por causa do VAR, mas Gianni Infantino, o presidente da FIFA, expressou sua alegria com os resultados dessa tecnologia, denotando a Copa do Mundo de 2018 como “A melhor Copa do Mundo de todos os tempos”. Por causa disso, as próximas Copas do Mundo terão o VAR como parte dos aspectos imutáveis dos torneios.

A tecnologia por trás do VAR

A tecnologia por trás do VAR

Para cada jogo, a sala centralizada de operação de vídeo tem uma equipe que inclui um árbitro de vídeo assistente e seus assistentes de vídeo. Além disso, uma equipe de suporte de operadores de replay, seleciona e finaliza os melhores ângulos de câmera escolhidos pelos árbitros de vídeo, para compartilhar com os árbitros no campo. Eles podem ver um determinado incidente de diferentes ângulos nos monitores para chegar a um julgamento sem erros. Todo o processo envolve 3 etapas – incidente, revisão/aconselhamento e decisão. Na primeira etapa, quando o incidente ocorre, o árbitro informa o VAR, ou o VAR sugere ao árbitro que o incidente ou a decisão precisa ser revisada. Na segunda etapa, a revisão real do incidente ocorre. O VAR revisa o evento e avisa o árbitro através do fone de ouvido. Finalmente o árbitro ou decide rever o vídeo do incidente num monitor do campo, ou aceita o conselho dado pelo VAR e decide em conformidade. Em todos os jogos, os árbitros centrais têm a autoridade final para decidir se marcar uma falta ou se muda sua decisão original após a revisão.


As câmeras e equipamentos de VAR

Na Copa do Mundo da Rússia, a equipe de árbitros assistentes de vídeo teve acesso às imagens de 33 câmeras diferentes, e a maioria dessas câmeras eram de propriedade da emissora local da FIFA. Entre essas câmeras, duas delas foram de linha de gol, e exclusivamente acessíveis para a equipe de arbitragem de assistentes de vídeo. Essas câmeras são baseadas em estações robóticas desenvolvidas pela Teledyne Dalsa, com ferramentas eletrônicas de medição de distância que podem medir precisamente lugares até 2 quilômetros de distância. Além disso, 8 do total de câmeras eram de super slow-motion, e outras 4 ultra-slow-motion, que registram vídeos entre 3 e 12 vezes mais lentos, respectivamente. Embora o sistema VAR não esteja livre de falhas, seu uso e evolução constantes podem ter um enorme impacto no aumento da credibilidade do jogo, reduzindo as ocorrências de erros graves cometidos pelos árbitros, o que pode ter sérias consequências para as equipes e também para o jogo.

Tour of the Video Operation Room (VOR)

Desde seus primeiros usos, a tecnologia VAR viu grandes melhorias que ganharam sua adoção em ligas nacionais e torneios internacionais, como a Bundesliga alemã e a Copa Libertadores, respectivamente. No entanto, o árbitro ainda tem que decidir sobre qual incidente deve ou não ser enviado para uma revisão, o que adiciona a parte humana, e às vezes controversa do jogo.

*Artigo redigido no smartphone Samsung Galaxy Note 8

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