TecheNet
  • Mobile
  • Tech
    • AUTOMÓVEIS
    • MOBILIDADE ELÉTRICA
    • IMAGEM & SOM
    • ENTREVISTAS
  • Gaming
  • IA
  • Opinião
  • Segurança
  • Negócios
    • EMPRESAS
    • CRIPTOMOEDAS
    • MARKETING
  • Mais
    • ARTE E CULTURA
    • DICAS
    • LIFESTYLE
    • DIREITOS COM CAUSA
    • INTERNET
    • GUIAS
    • PROMOÇÕES
    • REVIEWS
    • SUSTENTABILIDADE
    • TUTORIAIS
Sem resultados
Ver todos os resultados
TecheNet
Sem resultados
Ver todos os resultados

Automóveis elétricos: a morte anunciada da combustão

António Eduardo Marques por António Eduardo Marques
19/05/2023 - Atualizado a 27/10/2023
Em Mobilidade Elétrica, Opinião
A morte anunciada dos carros a combustão
Partilha no Facebook
Partilha no Twitter
Partilha no WhatsApp

Há umas semanas, uma conhecida publicação automóvel online portuguesa tinha um artigo de opinião onde se lamentava a “precipitação” da União Europeia com a proibição anunciada da venda de veículos (novos) com motores a combustão (ICE) a partir de 2035.

O artigo não contém qualquer originalidade, no sentido de que o mesmo argumento tem sido escrito um pouco por todo o lado, normalmente por parte de (ir)responsáveis das marcas automóveis, (caso da Toyota ou da Mazda – mas há muitos mais…), dos políticos que delas dependem e de fãs dos ICE, nas revistas de automóveis ou espalhados pelas caixas de comentários nas redes sociais.

Há normalmente duas vertentes deste argumento. Uma, que é também a preferida das marcas, é de que “é muito cedo” e “não há tempo” até 2035 para produzir apenas EVs. A outra, é a ladainha da sonegação da “liberdade” aos consumidores que, coitados, deixarão de poder comprar novos popós fumarentos daqui a 12 anos, e que o ideal seria “deixar o mercado funcionar”.

Carros a combustão com morte anunciada
Morte anunciada da combustão

12 anos é muito ou pouco tempo?

O primeiro argumento é o mais fácil de desmontar. Estamos em 2023; o prazo-limite para deixar de se poder vender veículos ICE é 2035 – ou seja, um horizonte de 12 anos. Façamos então o exercício e olhemos 12 anos para o passado. O que é que vemos? Bem, uma coisa que não vemos são… veículos elétricos!

Há exceções, mas não contam. O Tesla Roadster original foi lançado em 2008, mas era mais uma “prova de conceito” de produção limitada (era baseado em chassis de Lotus Elise, importados do Reino Unido) e foi apenas vendido nos EUA. O primeiro EV “para as massas” foi efetivamente o Nissan Leaf, embora originalmente com uma autonomia de pouco mais de 100 km – um carro lançado em 2010 no Japão e que chegou aos principais mercados internacionais em 2011. O primeiro Tesla “a sério”, o Model S, viu a luz do dia precisamente há 11 anos, em 2012. Outro dos primeiros EVs, o BMW i3, chegou só em 2013.

Resumindo, há 12 anos basicamente não havia NADA. Hoje, o mercado está inundado de EVs. A ideia de que os fabricantes não têm tempo para, em mais 12 anos, concluírem uma transição que já iniciaram para produzir exclusivamente veículos elétricos não é só desonesta – colide com a realidade dos factos.

Que me digam que alguns fabricantes, porque começaram tarde e a más horas, poderão ficar pelo caminho, aí já aceito. Mas isso são contas de outro rosário.

Uma falsa ideia de liberdade

Sou suficientemente velho para reconhecer esta ladainha por parte dos fabricantes de automóveis. Durante anos, andaram a pressionar a União Europeia (na altura, bem menos poderosa do que hoje) para atrasar as leis que viriam a banir definitivamente, no ano 2000, a venda da gasolina com chumbo.

Nos anos 90 do século passado, os argumentos eram os mesmos (ignorando, tal como agora, os benefícios para a saúde dos consumidores): que não havia tempo (sendo que já tinha feito lobby na UE para atrasar o mais que puderam as novas leis), que os carros iriam todos encarecer (verdade, porque os regulamentos de emissões que acompanharam a legislação sobre a gasolina sem chumbo, obrigaram todos os automóveis que ainda usavam carburadores a passarem usar injeção eletrónica, bem como a serem equipados com catalisadores), que os clássicos, coitadinhos, não iam poder mais andar… Enfim… Lembra-vos alguma coisa?

Acontece que, no que diz respeito à saúde pública (e, como veremos no próximo artigo, é a saúde pública que também está em jogo), cabe efetivamente aos políticos obrigarem o mercado a mudar. Porque, como se sabe, a “mão invisível” do mercado de que Adam Smith falava, é invisível porque… não existe.

Acresce que, goste-se ou não da Tesla, se não fosse a empresa norte-americana, ainda agora os fabricantes tradicionais andavam a produzir exclusivamente automóveis com motores a combustão. Porque os consumidores só sabem que querem uma coisa melhor depois de alguém a ter inventado.

Resultado: o futuro será elétrico, quer queiramos quer não. Ou, como já tenho escrito noutras palavras, o futuro não se compadece com os nossos sentimentos.

* António Eduardo Marques conduz diariamente um EV e é responsável pela página Mobilidade Elétrica no Facebook.

Outros artigos interessantes:

  • Bing Chat agora disponível para todos os utilizadores
  • The Legend of Zelda vende 10 milhões de cópias em apenas três dias
  • Hisense apresenta a nova Smart TV A5KQ
Tags: automóveis elétricosEVsopiniãoveículos elétricos
Partilha
Tweet
Envia
António Eduardo Marques

António Eduardo Marques

foi jornalista entre 1983 e 2007. Foi co-fundador do suplemento Público Computadores (1994), fundou a Exame Informática (1995), a revista BIT (1998) e o canal de tecnologia do SAPO (2000). Foi ainda diretor da revista de videojogos Mega Score e da revista Vídeo&DVD. Em 2007 criou a agência de comunicação AEMpress e continua a escrever regularmente sobre tecnologia no seu blog, Tech Hoje.

Artigos relacionados

Waymo toyota

Waymo escolhe Toyota bZ4X para expansão no Japão e Reino Unido

30/10/2026
Ia e religião: quem define os valores éticos dos modelos?

IA e religião: quem define os valores éticos dos modelos?

26/10/2026
Tesla app iphone duo

App da Tesla ganha interface para iPad e iPhone Duo

22/10/2026
Segway xyber air (2)

Segway Xyber Air chega com 93 km de autonomia anunciada

21/10/2026

Últimas notícias

Novo ciberataque a supermercados atinge Portugal e Europa

HyperOS 4 já tem calendário global: veja as datas

One UI 9: utilizadores Galaxy relatam falhas no Android Auto

Novembro junta GTA VI, Zelda e um novo Warcraft

Binance regista saídas líquidas de 3,64 mil milhões após reabertura

SMS invisível pode cortar chamadas e bloquear smartphones Android

Supermercados europeus voltam a sofrer ataques aos sistemas de refrigeração

Apple remove 19 apps com deepfakes sexuais ocultos

Phantom Blade Zero ultrapassa 800 mil jogadores em simultâneo no Steam

Google Messages estreia novo ícone com gradiente na versão beta

Antropic muda nomes do Claude: troca Max 20x por Ultra e altera limites

MB WAY alerta para burlas que imitam SMS e chamadas oficiais

Ataques a bancos sul-coreanos expõem papel da IA

Apple enfrenta pressão com subida do custo da memória

China aposta na IA para criar robôs humanoides autónomos

Série Xiaomi TV A Pro e chega ao site global com 9 modelos

Auscultadores PlayStation Pulse chegam a Portugal por 99,99 euros

Xiaomi Smart Doorbell 4 Pro vigia visitas e encomendas

WhatsApp prepara novas definições com secções arredondadas no Android

Samsung provoca Apple com os ecrãs partidos do iPhone Duo

Techenet LOGO
  • Quem somos
  • Fale connosco
  • Termos e condições
  • Política de comentários
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • O uso de IA no TecheNet
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Mobile
  • Tech
    • AUTOMÓVEIS
    • MOBILIDADE ELÉTRICA
    • IMAGEM & SOM
    • ENTREVISTAS
  • Gaming
  • IA
  • Opinião
  • Segurança
  • Negócios
    • EMPRESAS
    • CRIPTOMOEDAS
    • MARKETING
  • Mais
    • ARTE E CULTURA
    • DICAS
    • LIFESTYLE
    • DIREITOS COM CAUSA
    • INTERNET
    • GUIAS
    • PROMOÇÕES
    • REVIEWS
    • SUSTENTABILIDADE
    • TUTORIAIS

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.