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O sucessor de Jump Force? A Bandai Namco regista World Fighters

Vitor Urbano por Vitor Urbano
22/09/2025
Em Gaming

Para qualquer fã de manga e anime, Jump Force era um sonho tornado realidade… no papel. Lançado em 2019, o jogo de luta da Bandai Namco prometia o derradeiro crossover, juntando dezenas de personagens icónicas do universo da Shonen Jump, como Goku, Luffy, Naruto e muitos outros, numa única arena de combate. A promessa era épica, mas a execução acabou por ser dececionante para muitos. O jogo teve uma vida curta, sendo retirado das lojas digitais poucos anos após o seu lançamento.

Agora, uma nova descoberta está a reacender a esperança de que este conceito ambicioso possa ter uma segunda oportunidade. A Bandai Namco, a editora por trás de Jump Force, registou recentemente uma nova marca para um videojogo com o nome “World Fighters”, levando a comunidade a especular que um sucessor espiritual pode estar a caminho.

O que é o “World Fighters”? Os detalhes do registo

A descoberta, partilhada por um utilizador do fórum ResetEra, mostra que a Bandai Namco submeteu o registo para a marca “World Fighters” no passado dia 16 de setembro. O registo enquadra-se na categoria de “software de jogo de computador descarregável”, confirmando que se trata, de facto, de um novo projeto de videojogo.

Oficialmente, isto é tudo o que se sabe. No entanto, o nome genérico, mas evocativo, “World Fighters” (Lutadores do Mundo), encaixa-se perfeitamente na premissa de um jogo que junta heróis de diferentes universos para combater. E, dado o historial da Bandai Namco, a ligação a Jump Force foi imediata para os fãs.

Bandai world fighters

O legado agridoce de Jump Force

Para entender o porquê de tanto entusiasmo e especulação, é preciso recordar o que foi Jump Force.

A promessa de um combate de sonho

Criado para celebrar o 50º aniversário da revista Shonen Jump, o jogo tinha um trunfo imbatível: o seu elenco de personagens. Ver Son Goku (Dragon Ball) a lutar contra Monkey D. Luffy (One Piece) ou Ichigo Kurosaki (Bleach) com um estilo visual semi-realista era o tipo de fantasia que os fãs debatiam em fóruns há anos. O conceito era tão poderoso que o jogo desfrutou de fortes vendas iniciais, impulsionado puramente pela excitação de ver este panteão de heróis reunido.

A realidade de uma execução apressada

Infelizmente, o jogo construído em torno deste conceito deixou muito a desejar. A receção por parte da crítica e de muitos jogadores foi mista. As principais queixas focavam-se num sistema de combate repetitivo e pouco profundo, animações rígidas, longos tempos de carregamento e um modo de história desinteressante. Era um caso clássico de uma ideia brilhante com uma execução medíocre.

Para agravar a situação, o jogo foi retirado de todas as lojas digitais em 2022, tornando-se impossível de comprar legalmente hoje em dia. Esta decisão, provavelmente relacionada com o licenciamento complexo de tantas franquias diferentes, deixou um vazio e um sentimento de oportunidade perdida, o que só aumenta o desejo por uma sequela que faça justiça ao conceito.

Porque é que uma sequela faz (e não faz) sentido?

Uma sequela ou um sucessor espiritual faria todo o sentido. A Bandai Namco viu que o conceito vende, a procura existe e, mais importante, agora sabe exatamente o que correu mal na primeira tentativa. Com as lições aprendidas, a empresa poderia criar um novo jogo focado em polir o sistema de combate e em oferecer uma experiência mais rica, aproveitando a mesma premissa de crossover que já provou ser um sucesso.

No entanto, é preciso ter cautela. “World Fighters” é um nome bastante genérico. A Bandai Namco é a editora de dezenas de jogos baseados em anime, desde Gundam a Digimon, passando pela sua própria série “Tales of”. Este novo título poderia ser algo completamente diferente, como uma nova propriedade intelectual ou um crossover focado noutras franquias.

Seja qual for o caso, este registo prova que a Bandai Namco continua a investir em jogos de luta de grande escala. Para os fãs que sonham em ver, mais uma vez, os seus heróis de manga favoritos a colidir, “World Fighters” é, por agora, um nome a seguir com muita atenção e uma boa dose de esperança.

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Vitor Urbano

Vitor Urbano

Frequentou a licenciatura de Desporto em Setúbal e atualmente reside na Letónia. Apaixonado por novas tecnologias e fã do "pequeno" Android desde 2009.

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