TecheNet
  • Mobile
  • Tech
    • AUTOMÓVEIS
    • MOBILIDADE ELÉTRICA
    • IMAGEM & SOM
    • ENTREVISTAS
  • Gaming
  • IA
  • Opinião
  • Segurança
  • Negócios
    • EMPRESAS
    • CRIPTOMOEDAS
    • MARKETING
  • Mais
    • ARTE E CULTURA
    • DICAS
    • LIFESTYLE
    • DIREITOS COM CAUSA
    • INTERNET
    • GUIAS
    • PROMOÇÕES
    • REVIEWS
    • SUSTENTABILIDADE
    • TUTORIAIS
Sem resultados
Ver todos os resultados
TecheNet
Sem resultados
Ver todos os resultados

Apple e Google recomendam-te apps para “despir” pessoas

Vitor Urbano por Vitor Urbano
16/04/2026
Em Google, Apple, Apps

O escândalo rebentou e a gravidade é difícil de ignorar. Imagina que entras numa loja oficial de aplicações, procuras por uma ferramenta de edição e o algoritmo decide sugerir-te, de forma proativa, aplicações desenhadas para criar pornografia não consensual. É exatamente isto que está a acontecer no ecossistema da Apple e da Google. Segundo um relatório detalhado do Tech Transparency Project (TTP), as duas gigantes tecnológicas não estão apenas a falhar na moderação; estão, efetivamente, a lucrar e a promover ferramentas de inteligência artificial que permitem “despir” pessoas reais através de fotografias, as chamadas nudify apps.

A investigação revela um cenário distópico onde a eficácia das equipas de revisão de conteúdos parece ter sido substituída por uma busca cega pelo lucro. O TTP identificou dezenas de aplicações nas lojas oficiais que utilizam IA para processar imagens e remover virtualmente a roupa das vítimas. O aspeto mais chocante? Muitas destas ferramentas estavam classificadas como “E” (Everyone), o que significa que, para o sistema de classificação da Apple e da Google, estas apps são consideradas seguras para crianças.

Kimi app store - netflix

Não se trata de um erro obscuro escondido num canto da loja. O relatório aponta que estas aplicações surgem em destaque quando utilizadores pesquisam termos como “undress” ou “nudify”. Mais grave ainda: as próprias lojas de aplicações chegaram a apresentar anúncios pagos para este tipo de software nos resultados de pesquisa, colocando ferramentas de criação de deepfakes sexuais à distância de um clique para qualquer utilizador.

Centenas de milhões em downloads e receitas

Os números ajudam a explicar por que razão a limpeza destas plataformas tem sido tão lenta. Estamos a falar de um negócio extremamente lucrativo que floresce sob o olhar complacente de Silicon Valley. De acordo com os dados recolhidos:

  • Foram identificadas 18 aplicações deste género na App Store da Apple e 20 no Google Play.
  • No total, estas ferramentas já foram descarregadas mais de 483 milhões de vezes.
  • As receitas geradas por estas apps ascendem a aproximadamente 122 milhões de dólares.

Como a Apple e a Google retêm uma comissão (geralmente entre 15% a 30%) sobre as compras feitas dentro das aplicações, isto significa que as empresas estão a ganhar milhões diretamente com software que viola as suas próprias políticas internas. É uma contradição flagrante entre o discurso público sobre privacidade e segurança e a realidade das suas folhas de cálculo.

A resposta (tardia) das gigantes tecnológicas

Sempre que confrontadas com estas investigações, as respostas seguem um guião previsível. A Apple confirmou à Bloomberg que removeu 15 das aplicações sinalizadas, enquanto a Google afirmou ter suspendido várias outras. No entanto, o problema é sistémico. Uma das apps citadas, a “Video Face Swap AI: DeepFace”, permitia sobrepor o rosto de uma pessoa real no corpo de atrizes parcialmente despidas e continuava disponível com uma classificação de idade livre para todos.

Este jogo de “gato e rato” mostra que os filtros automáticos de segurança são ineficazes contra a vaga de conteúdos gerados por IA. Enquanto os governos, como o do Reino Unido e dos Estados Unidos, tentam apressar legislação para criminalizar a criação de deepfakes íntimos, as plataformas onde estas ferramentas são distribuídas parecem estar sempre um passo atrás — ou simplesmente a olhar para o lado enquanto o dinheiro entra.

O impacto real num mundo sem filtros

A facilidade com que qualquer pessoa pode aceder a estas ferramentas através de canais oficiais legitima uma prática abusiva. Quando a Apple e a Google “apontam” utilizadores para estas aplicações, estão a facilitar o assédio digital e a criação de conteúdo que pode destruir vidas. A pressão regulatória está a aumentar e a ordem de cessar e desistir enviada pela Procuradoria da Califórnia à rede social X (devido à IA Grok) é apenas o início de uma batalha legal que promete ser longa.

Para ti, que utilizas estas lojas diariamente, fica o aviso: o selo de aprovação de uma App Store já não é garantia de integridade moral ou segurança. O que está em causa não é apenas tecnologia, mas sim a integridade física e psicológica de milhões de pessoas que podem tornar-se vítimas de um algoritmo que, no final do dia, só quer maximizar o tempo de ecrã e as transações financeiras.

Outros artigos interessantes:

  • XChat: A nova armadilha de Elon Musk disfarçada de privacidade
  • O teu WhatsApp vai mudar: os Status estão a chegar às conversas
  • Finalmente: O Spotify vai deixar-te silenciar o vídeo de vez
PartilhaTweetEnvia
Vitor Urbano

Vitor Urbano

Frequentou a licenciatura de Desporto em Setúbal e atualmente reside na Letónia. Apaixonado por novas tecnologias e fã do "pequeno" Android desde 2009.

Artigos relacionados

Apple iphone 18
Apple

Apple e polícia de Londres unem forças contra roubo de iPhones

13/06/2026
Apple iphone 18 cereja
Apple

Novo iPhone 18 Pro vai chegar com a deslumbrante cor Dark Cherry

13/06/2026
Aluminium os - android
Google

Google prepara novo alerta para removeres aplicações perigosas do teu Android

12/06/2026

Últimas notícias

Insta360 Luna Ultra: a nova câmara de bolso com lentes Leica

SpaceX alcança maior IPO da história e Elon Musk vira trilionário

DJI processa Insta360 por copiar o design das câmaras Osmo Pocket

Telegram regressa em força aos relógios com Wear OS

Google prepara novo alerta para removeres aplicações perigosas do teu Android

Anker lança carregador inteligente de 160W com ecrã a cores

Waze já mostra semáforos nas rotas mas o lançamento é lento

Honor X80 Pro Max: imagens reais confirmam bateria gigantesca

WhatsApp testa novos planos de subscrição Meta One no Android

A nova inteligência artificial da Apple explicada ao detalhe

Vivo X Fold 6 chega com processador exclusivo para inteligência artificial

Xiaomi entra na corrida da IA: novos modelos e um agente virtual

Ingram Micro em Portugal consolida operação através de integração ibérica

Huawei FreeArc Football Edition chegam ao mercado com novidades exclusivas

Produtos Hama com logótipo oficial da FPF chegam ao mercado

Preços da nova série Oppo Reno 16 na Europa já foram revelados

Samsung poderá fabricar parte do novo chip de inteligência artificial da Google

Nothing Ear (3a): preço e cores dos novos earbuds revelados

Microsoft bloqueia acesso ao Claude Fable 5 por falhas de privacidade

CEO da Anker avisa: os power banks vão desaparecer em breve

Techenet LOGO
  • Quem somos
  • Fale connosco
  • Termos e condições
  • Política de comentários
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • O uso de IA no TecheNet
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Mobile
  • Tech
    • AUTOMÓVEIS
    • MOBILIDADE ELÉTRICA
    • IMAGEM & SOM
    • ENTREVISTAS
  • Gaming
  • IA
  • Opinião
  • Segurança
  • Negócios
    • EMPRESAS
    • CRIPTOMOEDAS
    • MARKETING
  • Mais
    • ARTE E CULTURA
    • DICAS
    • LIFESTYLE
    • DIREITOS COM CAUSA
    • INTERNET
    • GUIAS
    • PROMOÇÕES
    • REVIEWS
    • SUSTENTABILIDADE
    • TUTORIAIS

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.