A Eurotux, empresa de tecnologias de informação sediada em Braga, apresentou esta semana o eˣ – AI transformation by Eurotux, um serviço de transformação empresarial com inteligência artificial desenhado para médias empresas. O projeto corre em formato de sprint de duas semanas e promete resultados operacionais visíveis ao fim desse período.
Anunciado a 15 de abril de 2026, o eˣ combina equipas mistas de especialistas humanos e agentes de IA para diagnosticar processos, identificar ineficiências e implementar os primeiros automatismos. O serviço está disponível para organizações em Portugal e na Europa.
O modelo de sprint: 14 dias com resultados definidos
A primeira semana é dedicada ao diagnóstico. A equipa eˣ absorve a documentação da empresa e conduz entrevistas com os responsáveis de cada área, co-conduzidas em simultâneo por um especialista humano e por um agente de IA. Segundo o comunicado, o agente transcreve as respostas e cruza a informação com a documentação já analisada, sugerindo perguntas em tempo real com base em contradições ou lacunas detetadas.
Na segunda semana, a equipa classifica as funções da organização em três categorias: automatizar, potenciar com IA ou manter como exclusivamente humana. O cliente recebe entre três a cinco quick wins operacionais e um a dois protótipos funcionais.
Ao fim de catorze dias, os resultados organizam-se em três eixos:
| Eixo | Conteúdo |
|---|---|
| Diagnóstico | Mapa de processos, classificação de funções, inventário tecnológico |
| Implementação | Quick wins operacionais, protótipos funcionais, arquitetura de IA |
| Roadmap | Plano de transformação a 3, 6 e 12 meses, gestão da mudança, análise de ROI e relatório executivo |
Anonimização de dados: a camada que fica dentro da empresa
Um dos principais diferenciadores do eˣ – AI transformation by Eurotux é a sua camada proprietária de anonimização. A Eurotux alega que, sempre que dados são processados por modelos de IA na cloud, este mecanismo intercepta o conteúdo, substitui informação sensível, nomeadamente nomes, NIFs, valores financeiros e dados de clientes, por tokens opacos e reconstitui as respostas localmente. A tabela de correspondência entre dados reais e tokens nunca abandona o perímetro da empresa.
Nos casos em que os dados são classificados como altamente sensíveis, o processamento pode ser feito em modelos de IA instalados localmente na infraestrutura do cliente, sem qualquer comunicação com o exterior. Este posicionamento responde a uma preocupação crescente no mercado europeu: a compatibilidade entre IA generativa e as obrigações do RGPD.
Importa assinalar que a Eurotux descreve o mecanismo sem mencionar auditorias externas independentes ou certificações específicas aplicadas a este componente. A eficácia alegada é, por ora, uma afirmação do fornecedor.
Vinte e seis anos de infraestrutura a suportar a proposta
A Eurotux foi fundada em 2000 e acumula experiência nas principais clouds públicas, nomeadamente AWS, Azure e Google Cloud Platform. O Grupo Eurotux inclui ainda a Dipcode e a Eurotux UK, com foco em planeamento, integração e implementação de sistemas.

António Coutinho, CEO da empresa, enquadrou o eˣ como “a evolução natural” de décadas de trabalho em infraestrutura: “Aplicar inteligência artificial com o mesmo rigor e segurança que sempre trouxemos à infraestrutura, mas com resultados visíveis em dias, não em meses.” O nome eˣ é, segundo o executivo, deliberado, uma referência à progressão exponencial da IA e à necessidade de as empresas acompanharem esse ritmo.
O serviço eˣ – AI transformation by Eurotux está disponível para organizações em Portugal e na Europa.
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