A ManufactureNext vai marcar presença na Hannover Messe, uma das principais feiras industriais do mundo, reforçando o seu posicionamento enquanto parceiro especializado na execução da transformação digital no setor.
Apesar de ser uma marca recente, a empresa assenta numa base sólida de mais de 20 anos de experiência em digitalização industrial, integrando um grupo com presença internacional e forte histórico em projetos tecnológicos complexos.
A participação no evento surge alinhada com a aposta em sistemas MES e na colaboração com a Critical Manufacturing, com quem estará presente na feira. Mais informação no site do evento.
Entrevista com Filipa d’Orey

Nesta entrevista, Filipa d’Orey, Business Director da empresa, explica o posicionamento da marca, os desafios atuais do setor e o papel que a ManufactureNext pretende assumir na nova fase da digitalização industrial.
A ManufactureNext surge como uma marca nova, mas assente numa base muito sólida de experiência e conhecimento industrial.
Fazemos parte de um grupo com presença internacional e trazemos connosco mais de 20 anos de experiência na implementação de soluções de digitalização industrial, nomeadamente através da Sofyne.
A criação da ManufactureNext resulta de uma decisão estratégica: focar essa experiência num posicionamento mais especializado e alinhado com a nova geração de sistemas MES, em particular em parceria com a Critical Manufacturing.
Identificámos uma lacuna clara no mercado: muitas empresas já definiram a sua estratégia de digitalização, mas precisam de parceiros capazes de garantir execução com impacto real nas operações.
Como gostamos de dizer, “a digitalização da indústria só cria valor quando se traduz em resultados concretos no chão de fábrica.”
Como define o posicionamento da ManufactureNext no atual contexto da transformação digital da indústria?
Posicionamo-nos como um parceiro especializado na execução da transformação digital industrial.
Num contexto em que muitas organizações já têm uma visão clara do seu roadmap digital, o desafio está cada vez mais na implementação na capacidade de transformar estratégia em operações.
É precisamente aí que atuamos.
A nossa ambição é clara: “transformar ambição digital em impacto operacional real.”
Trabalhamos com empresas industriais que operam em ambientes complexos e exigentes, ajudando-as a ligar sistemas, processos e dados para criar operações mais eficientes, mais transparentes e mais resilientes.
O setor industrial está a atravessar uma forte fase de digitalização. Na sua perspetiva, quais são hoje os principais desafios das empresas na implementação de soluções MES e de smart manufacturing?
O principal desafio não é tecnológico. É operacional.
A implementação de soluções MES implica repensar processos, integrar sistemas existentes e alinhar equipas em torno de uma nova forma de trabalhar baseada em dados.
Muitas organizações subestimam essa dimensão de transformação.
Outro desafio relevante é a integração em ambientes industriais complexos, onde coexistem diferentes sistemas, equipamentos e níveis de maturidade digital.
Neste contexto, torna-se evidente que “o verdadeiro valor da digitalização acontece quando conseguimos ligar estratégia, tecnologia e execução.”
A ManufactureNext trabalha de forma próxima com a Critical Manufacturing. Qual é a importância das parcerias no vosso modelo de negócio e que valor acrescentam aos clientes?
As parcerias são um elemento central do nosso modelo.
A colaboração com a Critical Manufacturing permite-nos trabalhar com uma das plataformas MES mais avançadas do mercado, reconhecida pela sua flexibilidade e capacidade de suportar ambientes industriais altamente exigentes.
Mas mais do que tecnologia, o valor está na combinação entre plataforma e capacidade de implementação.
Para os clientes, isto traduz-se em menor risco, maior rapidez na execução e maior capacidade de escalar soluções a nível global.
Com o aumento da complexidade dos ambientes produtivos, como podem as empresas garantir que estão a tomar as decisões tecnológicas certas?
Num contexto de elevada complexidade, as decisões tecnológicas devem ser sempre guiadas por objetivos operacionais claros.
A tecnologia deve servir a operação, não o contrário.
Isso implica escolher soluções que sejam escaláveis, integráveis e alinhadas com a realidade do chão de fábrica.
Mas implica também trabalha com parceiros que compreendam profundamente os processos industriais.
Hoje, mais do que nunca, “as decisões tecnológicas são, na realidade, decisões estratégicas de negócio.”
O que diferencia a ManufactureNext de outros players que atuam na área de MES e tecnologias industriais?
Diria que existem três fatores principais.
Primeiro, a combinação entre experiência e foco. Apesar de sermos uma marca recente, trazemos uma base sólida de mais de duas décadas de experiência em projetos industriais complexos, e uma equipa especializada e certificado no MES da Critical.
Segundo, o nosso posicionamento claramente orientado para execução. Não nos limitamos a implementar tecnologia: focamo-nos em gerar impacto operacional mensurável.
E terceiro, a nossa ambição global desde o primeiro dia.
A nossa diferenciação resume-se numa ideia simples: “não implementamos sistemas: ajudamos a transformar operações industriais.”
A empresa está a posicionar-se desde início com uma ambição internacional. Quais são os mercados prioritários e porquê?
Desde o início, a ManufactureNext foi pensada como uma empresa com ambição global.
Os nossos mercados prioritários incluem a Europa, os Estados Unidos e a Ásia, regiões onde existe uma forte concentração de indústrias tecnologicamente avançadas e uma elevada maturidade na adoção de soluções de digitalização industrial.
São também mercados onde a complexidade operacional é maior, o que torna o papel do MES ainda mais crítico.
A nossa estratégia passa por acompanhar clientes globais e apoiar projetos em diferentes geografias, mantendo consistência na qualidade de execução.
Como antecipa a evolução do papel dos dados e da inteligência artificial nas operações industriais nos próximos anos?
Os dados vão assumir um papel cada vez mais central nas operações industriais.
Estamos a evoluir de uma lógica de visibilidade para uma lógica de inteligência operacional.
A inteligência artificial irá acelerar essa transição, permitindo não só analisar o que aconteceu, mas antecipar problemas, otimizar processos e suportar decisões em tempo real.
Nesse contexto, “a próxima geração de fábricas será definida pela capacidade de transformar dados em decisões.”
As empresas que conseguirem estruturar e utilizar eficazmente os seus dados terão uma vantagem competitiva significativa.
Quais são os principais objetivos da ManufactureNext para os próximos 12 a 24 meses?
Nos próximos 12 a 24 meses, temos três prioridades estratégicas.
Primeiro, consolidar a nossa posição como parceiro de referência na implementação de soluções MES, em particular no ecossistema da Critical Manufacturing.
Segundo, expandir a nossa presença internacional, apoiando clientes em diferentes geografias e reforçando a nossa capacidade de execução global.
E terceiro, continuar a investir nas nossas equipas! Acreditamos que o sucesso neste tipo de projetos depende diretamente da qualidade e especialização das pessoas.
Estamos numa fase de forte crescimento e, como gostamos de dizer, “isto é apenas o início.”









