O governo do Reino Unido, liderado por Keir Starmer, acaba de largar uma autêntica bomba que promete abalar o universo digital. Foi anunciado um plano ambicioso para proibir permanentemente o acesso de menores de 16 anos às plataformas de redes sociais mais populares do mercado.
Conhecida nos bastidores como o modelo “Australia Plus”, esta medida controversa promete devolver a infância aos mais novos, afastando-os do scrolling infinito. O grande objetivo do governo britânico é mudar por completo o paradigma e a relação das novas gerações com a tecnologia.
No entanto, esta decisão já está a gerar um imenso debate. Se por um lado a esmagadora maioria dos pais apoia a iniciativa, muitos especialistas em segurança online alertam para as enormes dificuldades técnicas e para o perigo iminente de empurrar os adolescentes para cantos bem mais obscuros da internet.

O que muda com o rigoroso modelo Australia Plus
O plano do Reino Unido não se fica por meias medidas e visa atacar diretamente o problema na sua raiz. Este banimento vai afetar drasticamente o acesso às principais plataformas, essencialmente varrendo a presença digital dos adolescentes britânicos das apps que mais consomem diariamente.
Para os jovens que já tenham 16 ou 17 anos, as novidades também não são animadoras. Tudo indica que estes utilizadores terão de provar oficialmente a sua idade através do envio de documentos ou dados biométricos, ficando ainda sujeitos a limites de tempo de utilização e até a um recolher obrigatório digital a partir das 20h30.
As plataformas que deverão ser apanhadas por este bloqueio rigoroso incluem gigantes de peso, tais como:
- TikTok
- YouTube
- Snapchat
- X (antigo Twitter)
Uma medida aplaudida por uns e temida por outros
É, no mínimo, uma jogada ousada por parte do governo britânico, que afirma ter o apoio de nove em cada dez pais. A pressão sobre as empresas tecnológicas tem vindo a aumentar consideravelmente ao longo dos últimos anos, e Keir Starmer parece determinado em não ceder aos interesses das gigantes de Silicon Valley.
Por outro lado, a realidade nua e crua da implementação deste banimento pode revelar-se uma gigantesca dor de cabeça. Várias fundações e defensores da segurança infantil temem que a medida seja demasiado apressada e virtualmente impossível de policiar de forma eficaz a nível técnico.
Há ainda o enorme receio de criar um efeito de “precipício”, onde estes jovens ganham acesso total a este mundo online aos 16 anos sem qualquer preparação prévia ou literacia digital. Além das redes sociais, as restrições deverão estender-se ao universo da inteligência artificial, bloqueando o acesso de menores de 18 anos a chatbots com interações românticas ou sexuais.
Outros artigos interessantes:



