A Meta decidiu dar um passo atrás e desativou a controversa funcionalidade Muse Image no Instagram. Esta ferramenta permitia que qualquer pessoa gerasse imagens de inteligência artificial a partir de fotografias de contas públicas.
O mais assustador é que o sistema não pedia qualquer tipo de autorização prévia aos utilizadores afetados. Bastava que alguém identificasse uma conta pública num prompt para que o modelo de IA fizesse a sua magia sem restrições.
Como seria de esperar, a novidade gerou uma onda de indignação imediata em toda a internet. Perante o caos instalado, a empresa viu-se forçada a recuar em tempo recorde e a remover a opção.

A pressão de Hollywood e a falha de privacidade
A forma como a Meta implementou o Muse Image é, no mínimo, preocupante para quem valoriza a sua privacidade online. O sistema obrigava-te a ir até às definições do Instagram e desativar manualmente a opção que permitia a reutilização do teu conteúdo. A outra alternativa seria tornares a tua conta completamente privada, o que não faz sentido para muitos criadores.
Mas a gigante tecnológica não enfrentou apenas a ira dos utilizadores comuns na internet. A pressão escalou rapidamente quando nomes de peso de Hollywood entraram na discussão para proteger os seus clientes.
A agência CAA, que representa estrelas de renome mundial, levantou sérias preocupações diretamente com a Meta. Neste contexto de tensão, surgiram várias críticas implacáveis à postura da plataforma:
- A agência exigiu que nenhuma imagem, voz ou trabalho criativo fosse utilizado por modelos de inteligência artificial sem um consentimento claro.
- O sindicato norte-americano de atores, conhecido como SAG-AFTRA, também se juntou ao forte protesto.
- Este sindicato incentivou ativamente todos os seus membros a desativarem a partilha de dados no Instagram para evitarem surpresas desagradáveis com deepfakes.
O recuo da gigante tecnológica e o futuro do modelo
Numa atualização sobre o Muse Image, a Meta tentou justificar a confusão afirmando que o objetivo inicial era oferecer uma ferramenta criativa útil. A empresa defendeu que queria dar-te a possibilidade de desenhar convites personalizados ou criar conceitos colaborativos com facilidade, mas o tiro saiu inegavelmente pela culatra.
A marca confirmou que ouviu o feedback da comunidade e reconheceu que a funcionalidade falhou redondamente o alvo, tornando-a indisponível. Embora a ferramenta tenha sido removida por agora, este episódio serve como um excelente lembrete de que tens de estar sempre atento às políticas de privacidade das redes sociais.
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