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Satya Nadella quer que o Windows gaste menos RAM para recuperar fãs

Vitor Urbano por Vitor Urbano
30/04/2026
Em Windows, Microsoft, Sistemas Operativos

A Microsoft parece ter acordado para uma realidade que muitos de nós já sentíamos na ponta dos dedos ao abrir o gestor de tarefas: o Windows tornou-se um devorador de recursos. Se 2025 foi o ano em que a Inteligência Artificial (IA) foi empurrada para todos os cantos do sistema operativo, 2026 está a revelar-se o ano da “limpeza geral”. Satya Nadella, o homem ao leme da gigante de Redmond, admitiu finalmente que é preciso reconquistar a confiança do utilizador comum, colocando o desempenho e a estabilidade à frente das promessas futuristas do Copilot.

Não é segredo para ninguém que o último ano foi atribulado para quem utiliza Windows 11. Entre atualizações que causavam erros de sistema e a integração forçada de ferramentas de IA que nem todos pediram, a experiência de utilização degradou-se. A estratégia de “correr antes de saber andar” com o Copilot deixou o sistema pesado e, por vezes, confuso.

Agora, a ordem que vem do topo é clara: priorizar a qualidade. Nadella reconheceu, durante a apresentação de resultados financeiros da empresa, que o trabalho fundamental para “ganhar de volta os fãs” já começou. Isto implica uma mudança de paradigma, onde o foco deixa de ser apenas o que a IA pode fazer por ti e passa a ser o quão rápido e fluido o teu computador consegue executar as tarefas básicas do dia a dia.

04 satya nadella

Menos memória consumida e mais vida para PCs antigos

Uma das promessas mais interessantes desta nova diretriz é o foco direto no consumo de RAM. Sabes aquele momento em que o teu portátil começa a aquecer e a ventoinha parece uma turbina de avião só porque tens o browser e um documento abertos? A Microsoft quer acabar com isso, especialmente em dispositivos com menos recursos.

  • Otimização do núcleo: Redução da pegada de memória dos serviços que correm em segundo plano.
  • Eficiência em dispositivos modestos: Melhorar o desempenho em máquinas com 8GB de RAM ou menos, que sofreram bastante com as últimas versões do Windows 11.
  • Recuo estratégico: Pausa no lançamento de funcionalidades experimentais de IA para garantir que as funções base não quebram.
  • Melhoria do ecossistema: Além do Windows, o Bing, o Edge e a Xbox estão sob o mesmo microscópio de otimização de performance.

O projeto K2 e a reestruturação dos fundamentais

Para além das palavras de circunstância de um CEO aos investidores, há evidências técnicas de que esta mudança está a acontecer. Relatórios internos apontam para um esforço apelidado de “K2”, que serve como uma espécie de fundação para retificar os problemas estruturais do Windows 11. Este plano foca-se nos “fundamentais” — um termo técnico para designar a velocidade de arranque, a latência do interface e a fiabilidade das atualizações.

Ao admitir que o sistema precisa de trabalho, a Microsoft está a validar as queixas de milhões de pessoas que sentiram que o Windows se tornou um produto menos focado no utilizador e mais num veículo para publicidade e serviços de subscrição. A ideia agora é simplificar, limpando o código que não acrescenta valor e garantindo que o processador não está a ser ocupado com processos inúteis.

Impacto real no teu dia a dia de trabalho

O que podes esperar desta mudança de rumo nos próximos meses? Se a promessa de Nadella se concretizar, o teu ecrã deixará de ser um campo de batalha contra abrandamentos súbitos. A otimização do consumo de memória RAM significa que aplicações pesadas terão mais margem para manobrar e que a multitarefa voltará a ser linear.

A mensagem que fica desta recente conferência é que a Microsoft percebeu que de nada serve ter o assistente mais inteligente do mundo se o utilizador sentir vontade de desligar o computador por frustração com a lentidão do sistema. O regresso às bases pode não ser tão vistoso como um novo modelo de linguagem generativa, mas é exatamente o que a vasta maioria de nós precisa para manter a produtividade sem sobressaltos. Esperemos que esta intenção de servir melhor os utilizadores principais não fique apenas pelo papel e se transforme em código eficiente.

Outros artigos interessantes:

  • Microsoft lança patch de emergência para o Windows 11
  • Windows 11: Microsoft agora “impinge” o Copilot durante a instalação do sistema
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Vitor Urbano

Vitor Urbano

Frequentou a licenciatura de Desporto em Setúbal e atualmente reside na Letónia. Apaixonado por novas tecnologias e fã do "pequeno" Android desde 2009.

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