A corrida pela última versão do sistema operativo da Google acaba de ganhar um novo protagonista de peso. A Xiaomi decidiu carregar no acelerador e já disponibilizou o Android 17 Developer Preview para quatro dos seus modelos mais avançados, numa manobra que coloca a marca chinesa na linha da frente da inovação de software em 2026. Esta não é uma atualização qualquer; é um vislumbre do futuro que a Google apelidou internamente de “Cinnamon Bun”, e que promete levar a experiência de utilização a um patamar de fluidez e inteligência raramente visto.
Não é habitual vermos as marcas a saltarem para as versões de desenvolvimento com tanta celeridade, mas a Xiaomi parece querer provar que o seu HyperOS está mais do que pronto para dançar ao ritmo da Google. Os dispositivos selecionados representam a nata da produção atual da marca, garantindo que o processador de última geração de cada um consiga lidar com as exigências de um código que ainda está a ser afinado.
Se tens um destes equipamentos, fazes parte do grupo restrito que pode espreitar o que aí vem:
- Xiaomi 17
- Xiaomi 17 Ultra
- Leica Leitzphone (fabricado pela Xiaomi)
- Xiaomi 15T Pro
A inclusão do Xiaomi 15T Pro é particularmente interessante, demonstrando que a marca não se esqueceu dos seus topos de gama da geração anterior, dando-lhes o mesmo tratamento VIP que reserva para a nova série 17.

Cinnamon Bun e o estado da arte do Android em 2026
Estamos em abril de 2026 e, enquanto a Google acaba de lançar a Beta 4 para os seus Pixel — aquela que deverá ser a última paragem antes da versão estável —, a Xiaomi abre as portas do seu programa de programadores. Este Android 17 foca-se na otimização profunda e em funcionalidades mais intuitivas, mas é importante sublinhar que esta primeira build (DP1) é uma tela em branco para quem cria apps.
O objetivo aqui não é apenas “ter o software mais recente”, mas sim permitir que a comunidade de programadores garanta que as suas ferramentas correm sem soluços no novo ecrã dos equipamentos Xiaomi. É um período de testes intensivo onde o feedback é a moeda de troca para um lançamento global sem falhas.
O caminho das pedras para a instalação manual
Se estás a pensar aventurar-te nesta instalação, convém que saibas exatamente onde te estás a meter. Não se trata de um simples “clicar e atualizar”. Este processo exige que descarregues a ROM correspondente e a coloques na pasta de downloads do teu gestor de ficheiros. O segredo para desbloquear o menu de atualização passa por ir às definições e tocar dez vezes no logótipo do HyperOS. Só depois aparecerá a opção “escolher pacote de atualização”.
Há, no entanto, um aviso que não posso deixar passar: este processo vai apagar absolutamente todos os dados do teu telemóvel. É uma “limpeza profunda”. Por isso, a menos que sejas um entusiasta com muita experiência ou um programador, o risco de transformar o teu smartphone principal num pisa-papéis temporário é real. A compatibilidade do patch de segurança também é rigorosa, exigindo versões específicas do HyperOS 3.0 (como a 3.0.301.0 no modelo base do Xiaomi 17) para que o sistema aceite a transição para o Android 17.
Um salto de maturidade para o ecossistema HyperOS
Esta rapidez da Xiaomi em adotar o Android 17 revela uma mudança de paradigma. Durante anos, a marca foi criticada por demorar a atualizar o sistema base, focando-se apenas na sua interface própria. Agora, com o HyperOS a atingir a maturidade na versão 3.0, a integração com o núcleo do Android parece ser mais orgânica e veloz.
Ao colocar o Android 17 a correr num processador de alta performance tão cedo, a Xiaomi não só ganha pontos junto dos entusiastas, como também assegura que, quando a Google libertar a versão final para o grande público, os seus utilizadores serão os primeiros a carregar no botão de “instalar”. É um jogo de antecipação que beneficia todos, desde que saibas que o backup é, neste momento, o teu melhor amigo.
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