Prepara-te, porque a Apple parece estar decidida a levar a tua conta bancária ao limite com uma nova estratégia de luxo. A palavra de ordem em Cupertino é “Ultra” e, segundo os últimos rumores que circulam nos corredores tecnológicos, esta etiqueta não será apenas um nome pomposo para o que já conhecemos. Estamos a falar de uma mudança radical na hierarquia dos produtos da maçã, que começa com o tão aguardado iPhone dobrável e estende-se a um MacBook que quebra um dos maiores tabus de Steve Jobs: o ecrã tátil.
Há muito que se especula sobre quando é que a Apple entraria no mercado dos dobráveis. Pois bem, parece que o momento está a chegar, mas esquece a ideia de um “iPhone 18 Fold”. A nova fuga de informação confirma que o dispositivo será batizado simplesmente como iPhone Ultra. Esta escolha não é inocente. Ao desvincular o dobrável da linha numérica anual (como os iPhone 18 Pro e Pro Max), a marca ganha a liberdade de lançar novas gerações no seu próprio ritmo, sem a pressão de uma renovação obrigatória a cada setembro.
Embora o objetivo da Apple seja apresentar esta máquina de luxo no grande evento de setembro, ao lado da família iPhone 18, a realidade da produção poderá obrigar a um compasso de espera. É muito provável que o iPhone Ultra chegue às tuas mãos apenas algumas semanas após o lançamento oficial, marcando uma nova era de exclusividade.

MacBook Ultra: o fim da resistência ao toque e ao OLED
Se achavas que o MacBook Pro era o topo da montanha, pensa de novo. A Apple está a preparar o MacBook Ultra, e este portátil promete ser um divisor de águas por duas razões que os puristas da marca vão sentir no imediato:
- Ecrã tátil: Pela primeira vez na história da linha Mac, vais poder interagir diretamente com os teus dedos no painel. É o fim da barreira que separava o iPad do MacBook.
- Tecnologia OLED: Depois de anos a fio a confiar no LCD e no Mini-LED, o MacBook Ultra será o primeiro a adotar ecrãs OLED, garantindo pretos profundos e um contraste que até agora era exclusivo dos iPhones e iPads de gama alta.
A previsão inicial apontava para um lançamento ainda este ano, mas problemas no fornecimento de memória RAM empurraram a estreia para a primeira metade de 2027. Este atraso sugere que o processador e o conjunto de especificações serão tão avançados que a cadeia de produção ainda está a tentar acompanhar a ambição dos engenheiros.
A era de John Ternus e a prioridade ao iPad Ultra
Com a saída de Tim Cook do leme da empresa cada vez mais próxima, John Ternus, apontado como o sucessor natural para o cargo de CEO, já parece estar a deixar a sua marca. Sob a sua liderança, o desenvolvimento de um iPad Ultra dobrável tornou-se uma das prioridades máximas da Apple.
Este não será apenas um tablet maior. Será, previsivelmente, o iPad mais caro alguma vez fabricado, posicionado algures entre o entretenimento de elite e a produtividade extrema. A estratégia é clara: criar uma categoria “Ultra” que se situa acima do “Pro”, justificando preços que farão o atual MacBook Pro parecer um negócio acessível.
O que isto significa para o teu bolso e para o mercado
Esta segmentação agressiva mostra que a Apple já não se satisfaz em dominar o mercado premium; ela quer criar um mercado de super-luxo. Ao adotar a nomenclatura Ultra, a marca segue os passos do que já fez com o Apple Watch Ultra, onde a resistência e as funcionalidades exclusivas vieram acompanhadas de um preço significativamente mais alto.
Para ti, que utilizas estes equipamentos no dia a dia, a escolha será mais complexa. O “Pro” deixará de ser o melhor que podes comprar, passando a ser a opção equilibrada para profissionais. Quem quiser a verdadeira inovação — seja no formato dobrável, no ecrã tátil do Mac ou no processador mais potente do mercado — terá de pagar o “imposto Ultra”. Resta saber se o conjunto de funcionalidades totalmente novas que a Apple promete será suficiente para convencer os utilizadores a dar o salto para este novo patamar de preços.
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