A Thales disponibilizou a solução Imperva para o Google Cloud, integrando de forma nativa a plataforma de segurança nas infraestruturas da Google para proteger aplicações web e interfaces de programação (APIs). O lançamento ocorreu em abril de 2026, com o objetivo de resolver as fricções entre o desempenho exigido pelas equipas de desenvolvimento e o rigor técnico das equipas de cibersegurança. Esta integração direta permite que as organizações mantenham o controlo do tráfego sem a necessidade de redirecionar dados para sistemas externos, minimizando atrasos operacionais.

Proteção integrada sem latência externa
A arquitetura tradicional de segurança exige, com frequência, que o tráfego seja desviado para sistemas de inspeção externos antes de chegar à aplicação final. Este processo gera latência e pode interromper o fluxo de desenvolvimento moderno, onde a velocidade é uma prioridade. A marca alega que o Imperva para o Google Cloud resolve este dilema ao inserir as capacidades de proteção diretamente no Service Extension do Google Cloud. Desta forma, a inspeção ocorre dentro da própria rede da infraestrutura, mantendo o desempenho nativo que as equipas de engenharia procuram.
A solução utiliza o Private Service Connect para estabelecer uma ligação direta com o Google Cloud Load Balancing. Esta abordagem assegura que o tráfego permaneça num ambiente controlado e protegido, sem exposição desnecessária a redes públicas durante o processo de filtragem. Segundo a documentação técnica fornecida, esta configuração elimina a necessidade de gerir certificados SSL de forma manual ou de alterar as definições de DNS.
Arquitetura resiliente e automação DevOps
O desenho da solução privilegia a automação, uma característica que a Thales considera vital para os fluxos de trabalho contemporâneos. O suporte para a ferramenta Terraform permite que a implementação da segurança seja codificada e integrada em gasodutos (pipelines) de desenvolvimento e operações (DevOps). A redução da complexidade operacional é um dos pontos que o relatório sugere como vantagem competitiva para organizações que operam em grande escala.
| Característica Técnica | Benefício Operacional |
| Ligação via Private Service Connect | O tráfego não sai da rede do Google Cloud. |
| Atualizações de políticas diárias | Proteção contra ameaças emergentes sem intervenção manual. |
| Implementação via API | Integração total em fluxos de trabalho automatizados. |
| Arquitetura sem pontos únicos de falha | Garantia de disponibilidade contínua das aplicações. |
A Thales foi distinguida como Parceiro do Ano 2026 do Google Cloud na categoria de modernização de infraestruturas em cloud soberana. Este reconhecimento reflete a estratégia do grupo em fornecer soluções que respeitam a soberania digital, um fator de peso em setores regulados como a banca ou a saúde. Ao utilizar o Imperva para o Google Cloud, as empresas podem escalar as suas operações digitais mantendo a conformidade com as normas de proteção de dados locais.
Presença e engenharia de segurança em Portugal
A operação da Thales em Portugal tem um papel relevante na estratégia global de cibersegurança do grupo. Com mais de 35 anos de presença no país, a empresa conta com um Centro de Operações de Segurança (SOC) no Porto, que presta serviços de deteção e resposta a incidentes para infraestruturas críticas. Este centro faz parte da rede global que apoia soluções como a agora apresentada.
Além do polo no Porto, a marca mantém centros de excelência em engenharia naval e gestão de tráfego aéreo, empregando mais de 400 profissionais qualificados em território nacional. Esta base tecnológica local reforça a capacidade de apoio a clientes portugueses que pretendam adotar tecnologias de nuvem híbrida ou multi-nuvem com garantias de soberania. O grupo investe anualmente mais de 4.400 milhões de euros em investigação e desenvolvimento para sustentar este portefólio técnico.
As implicações futuras desta tecnologia apontam para uma convergência total entre infraestrutura e segurança. O objetivo é que a proteção deixe de ser uma camada adicionada posteriormente para se tornar uma propriedade intrínseca do ambiente de computação. A disponibilidade limitada da solução serve como fase inicial para testar a resiliência em cenários reais antes de uma distribuição global sem restrições.
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