A empresa francesa Thales anunciou esta quarta-feira, 11 de março de 2026, o lançamento do SkyDefender , um sistema integrado de defesa aérea e antimíssil multicamada e multidomínio, concebido para operar em terra, no mar e no espaço. O lançamento surge num contexto em que os ataques aéreos são classificados pela própria Thales como cada vez mais complexos, massivos e imprevisíveis, abrangendo desde drones de baixa velocidade até mísseis hipersónicos.

Proteção em três camadas
O SkyDefender estrutura-se em três níveis de alcance, cada um com componentes distintos.
No curto alcance, o ForceShield é a solução proposta para proteção de forças, ativos estratégicos e locais sensíveis, criando, segundo a Thales, uma bolha defensiva contra ameaças de baixa altitude, incluindo drones.
No médio alcance, o sistema integra o SAMP/T NG, da eurosam, com capacidade de interceção até 150 quilómetros, apoiado pelo radar Ground Fire da Thales, com alcance de 350 quilómetros e cobertura de 360°/90°.
Para o longo alcance, a Thales recorre aos radares SMART-L MM e UHF, que a empresa afirma serem capazes de detetar potenciais ameaças a distâncias até 5.000 quilómetros. A este nível, a Thales Alenia Space contribui com uma solução de alerta precoce via satélites em órbita geoestacionária, equipados com sensores infravermelhos capazes de detetar lançamentos de mísseis antes de estes entrarem nas zonas cobertas pelos radares terrestres.
cortAIx: IA e cibersegurança integradas
Um dos argumentos centrais da Thales para o SkyDefender é a integração de Inteligência Artificial e cibersegurança através do cortAIx, o acelerador de IA interno do grupo. A empresa sustenta que esta combinação visa assegurar superioridade operacional e uma resposta mais proativa a ciberataques e ameaças em evolução constante — ainda que o desempenho real em cenário de combate não tenha sido validado de forma independente até ao momento.
A gestão de todo o sistema é feita através do SkyView, a plataforma de comando e controlo da Thales, enquanto a SkyView Alliance assegura, segundo a empresa, interoperabilidade com a NATO e com plataformas multidomínio aliadas.
O SkyDefender tem uma arquitetura aberta e modular
A Thales sublinha que o SkyDefender foi concebido com uma arquitetura aberta e modular, compatível com sistemas de defesa aérea já existentes, incluindo soluções de outros fabricantes e plataformas herdadas em serviço. Esta característica posiciona o sistema como uma solução de modernização incremental, sem obrigar as forças armadas a substituir por completo a infraestrutura instalada. O desenvolvimento e a implantação do sistema estão igualmente abertos a parcerias com outros atores industriais, de acordo com o comunicado.
A visão da Thales
A Thales orgulha-se de contribuir para a soberania das nossas nações com o SkyDefender, a cúpula global de defesa aérea e antimísseis baseada nas nossas tecnologias mais avançadas, desde a proteção contra drones até capacidades de alerta precoce. Com o SkyDefender, a Thales oferece um sistema testado em combate, fácil de integrar e disponível a partir de hoje, o que reafirma a nossa posição como parceiro de confiança a longo prazo para as forças armadas.
Hervé Dammann, Vice-Presidente Executivo de Sistemas Terrestres e Aéreos da Thales.
Thales em Portugal
A Thales está presente em Portugal há mais de 35 anos, empregando mais de 400 profissionais em três locais. A empresa opera um Centro de Engenharia Naval especializado em Sistemas de Gestão de Combate, um Centro de Engenharia de Gestão de Tráfego Aéreo, um Centro de Operações de Segurança (SOC) no Porto e o Teleporto de Santa Maria, nos Açores, que presta serviços críticos de comunicação e navegação via satélite.
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