O mercado dos smartphones está prestes a sofrer uma mutação que vai muito além das simples dobradiças. Depois de anos a fio a tentarem convencer-nos de que um telemóvel se pode transformar num tablet de bolso, marcas como a Vivo e a Honor parecem ter encontrado uma nova obsessão: o formato “wide”.
Estamos a falar de dispositivos que, ao abrir, não se ficam pelo formato quase quadrado a que nos habituámos, mas expandem-se para uma experiência verdadeiramente panorâmica. Esta nova tendência, impulsionada pelo recente lançamento do Pura X Max da Huawei, promete baralhar as contas a gigantes como a Samsung e até à Apple, que continua a observar tudo da bancada, embora por pouco tempo.
O fim do vinco no Vivo X Fold 6
Se há algo que retira o brilho a um ecrã dobrável topo de gama, é aquela depressão irritante no meio do painel. A Vivo parece ter feito desta luta a sua prioridade máxima. Segundo as últimas fugas de informação vindas do conhecido analista Smart Pikachu, o próximo Vivo X Fold 6 trará avanços significativos na gestão do vinco. A ideia é que, ao passares o dedo pelo centro do ecrã, quase não sintas a transição entre as duas metades.
Mas a grande novidade não é apenas tátil. A Vivo está a planear uma transição gradual de todo o seu alinhamento de dobráveis para o estilo “livro largo”. Isto significa que os próximos modelos deverão ser mais curtos e largos, otimizando a interface para quem consome muito conteúdo multimédia ou trabalha com várias janelas abertas em simultâneo. Embora ainda não exista uma confirmação absoluta de que este novo design se estreie já este ano, os protótipos em testes indicam que a marca quer ser a referência no que toca à qualidade de construção dos painéis.

A aposta da Honor no formato tablet puro
Enquanto a Vivo se foca no refinamento, a Honor parece estar a desenhar um autêntico “monstro” de produtividade. De acordo com informações partilhadas por Guan Tongxue GiM, a marca chinesa tem estado a trabalhar em segredo num dobrável de formato alargado há bastante tempo. Ao contrário dos modelos convencionais que tentam ser um telemóvel alto quando fechados, a proposta da Honor foca-se numa orientação horizontal quando aberta, proporcionando uma experiência de utilização idêntica à de um tablet de dimensões generosas.
Imagina abrires o teu smartphone e teres, de imediato, um rácio de ecrã perfeito para editar documentos ou ver filmes sem as enormes barras pretas. Os esquemas técnicos revelados sugerem ainda:
- Um sistema de três câmaras traseiras de alto desempenho.
- Um ecrã secundário na parte de trás com dimensões mais generosas para facilitar a utilização sem abrir o dispositivo.
- Uma estrutura reforçada para suportar o peso extra deste formato XL.
- Software otimizado para tirar partido da largura extra no modo multitarefa.
Contudo, se já estás a contar os trocos no mealheiro, convém teres alguma paciência. Os rumores mais credíveis apontam para que este dispositivo da Honor só chegue às prateleiras no primeiro trimestre de 2027, o que indica que a marca está a levar o tempo necessário para garantir que o hardware sobrevive ao desgaste do dia a dia.

Samsung e Apple não podem ficar a ver passar os navios
O movimento da Vivo e da Honor não acontece num vácuo. É uma resposta direta à Huawei e, acima de tudo, uma antecipação ao que aí vem. Espera-se que a Samsung, já no próximo mês de julho, apresente variações mais largas juntamente com o Galaxy Z Fold 8. O objetivo é corrigir uma das maiores queixas dos utilizadores: o ecrã exterior demasiado estreito que torna a escrita de mensagens uma tarefa penosa.
Por outro lado, temos a Apple. A empresa de Cupertino é conhecida por chegar tarde, mas chegar bem. O mercado fervilha com a possibilidade de o primeiro dobrável da maçã, possivelmente batizado de iPhone Ultra, ser revelado já em setembro deste ano. Se a Apple optar por um formato mais largo desde o primeiro dia, as marcas chinesas precisam de ter os seus trunfos prontos para não perderem a relevância num segmento que elas próprias ajudaram a criar.
O que muda para quem usa estes dispositivos
Para ti, que passas o dia a saltar entre o e-mail, o YouTube e as redes sociais, esta mudança para formatos mais largos é uma excelente notícia. Um ecrã mais largo significa que o teclado virtual não ocupa metade da área visível e que as aplicações não parecem versões esticadas de apps de telemóvel, mas sim interfaces pensadas para produtividade.
O processador terá, naturalmente, um papel fundamental na gestão destes painéis gigantes. Com mais área de ecrã e resoluções mais elevadas, a eficiência energética será o próximo grande campo de batalha. A verdade é que o conceito de smartphone está a mudar e, nos próximos dois anos, o teu bolso poderá ter de crescer um pouco para acomodar estas janelas panorâmicas para o mundo digital. É uma evolução lógica: passámos de ecrãs minúsculos para painéis gigantes, e agora o foco é a forma como os dobramos para que continuem a ser práticos sem sacrificarem a imensidão visual que todos procuramos.
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