A Google lançou recentemente a sua redesenhada aplicação Google Health para todos os utilizadores no Android e iOS, completando a aguardada transição da antiga plataforma Fitbit. No entanto, como é habitual em grandes mudanças de software, a receção inicial ficou marcada por alguns soluços e críticas por parte da comunidade.
Sem perder tempo, a gigante de Mountain View decidiu agir rapidamente e partilhou uma lista exaustiva de correções e melhorias que vão chegar à plataforma ao longo das próximas semanas. Esta é uma resposta clara às queixas de vários utilizadores que se depararam com dados imprecisos e uma navegação por vezes frustrante no dia a dia.
A promessa da empresa é manter o espírito de melhoria contínua vivo até ao final do verão. Desde correções urgentes na monitorização desportiva até à afinação das respostas da sua inteligência artificial, a aplicação prepara-se para atingir o nível de excelência que sempre foi exigido ao ecossistema.
As correções mais urgentes e o fim dos erros de leitura
Uma das maiores dores de cabeça para quem leva o exercício a sério tem sido a inconsistência dos dados recolhidos. Felizmente, a Google vai finalmente resolver o bug irritante que provocava o registo duplicado de atividades quando aplicações de terceiros estavam ligadas em simultâneo via Health Connect.
Além disso, se usas o Pixel Watch e sentias que estavas a queimar demasiadas calorias de forma suspeita, podes culpar o software. A atualização promete corrigir a contagem exagerada de energia gasta nos smartwatches da marca. As integrações com serviços como MyFitnessPal e LoseIt vão também passar a categorizar corretamente as tuas refeições, evitando que tudo caia no genérico saco de “Outros”.
Também as métricas de corrida vão receber um tratamento especial. A fabricante reconheceu que algumas sessões estavam a ser incorretamente catalogadas como treinos gerais, garantindo que em breve terás acesso a estatísticas mais detalhadas e a um carregamento de mapas muito mais fluido no resumo das tuas atividades.

O salto na inteligência artificial e monitorização do sono
Com a inteligência artificial no centro de tudo, o Google Health Coach saiu da sua fase de testes para os membros Premium e promete ficar muito mais capaz. A experiência vai deixar de te bombardear com enormes blocos de texto no ecrã principal, passando a entregar mensagens mais curtas, visuais e acompanhadas de gráficos fáceis de ler rapidamente.
O assistente vai ainda melhorar drasticamente a sua memória face às tuas preferências. Se lhe disseres para parar de referir um certo tipo de treino, ele vai efetivamente lembrar-se disso nas futuras interações. Adicionalmente, vais poder pedir diretamente ao treinador para eliminar registos específicos ou até adicionar a tua temperatura corporal base aos dados.
As novidades futuras que prometem revolucionar o teu perfil
A empresa não se ficou pelas simples reparações de erros e decidiu levantar o véu sobre o que está no seu roteiro de desenvolvimento para os próximos meses. Algumas destas funcionalidades são altamente desejadas pelos fãs de um acompanhamento físico mais estruturado.
Aqui estão as principais novidades confirmadas que vão chegar à aplicação em breve:
- O regresso de planos de treino semanais estruturados para quem prefere mais rigor.
- Suporte nativo para partilhar os teus dados de volta para o rival Apple Health.
- Uma visualização contínua de sono de 24 horas que passa a contabilizar as tuas sestas.
- Ferramentas para a gestão familiar, permitindo finalmente a eliminação e migração de contas infantis.
Toda esta evolução mostra que a marca quer dominar por completo a vertente do bem-estar digital. Se as promessas se concretizarem sem novos problemas de maior pelo meio, a plataforma tem tudo para justificar o valor da sua subscrição premium e convencer de vez até os utilizadores mais exigentes.
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